bebê com seu braço na mão da mãe em primeiro plano e seu rosto desfocado ao fundo

Com o nascimento, o mundo se apresenta e, pouco a pouco, vai se revelando. Os vultos do ventre passam a fazer parte do passado e a visão do bebê vai se transformando.

Adaptar-se à claridade pode levar um tempo. As cores, os movimentos e outros elementos do mundo despertam a atenção do bebê e, por ele, vão sendo descobertos, interferindo diretamente no desenvolvimento de sua visão e cognição.

Assim como se aprende a falar, sentar, engatinhar e andar, também se aprende a enxergar. Ou seja, as habilidades de focalizar os olhos, movê-los corretamente e usá-los em conjunto precisam ser aprendidas, assim como o uso das informações que os olhos enviam para o cérebro para compreender o mundo e interagir com ele.

Por visão do bebê, entenda como “olhos e cérebro trabalhando juntos”

Durante a infância, o desenvolvimento da visão é crucial e envolve mudanças significativas, exigindo a atenção dos pais e pediatras. Afinal, os problemas oculares que ocorrem na primeira infância podem comprometer o desenvolvimento da criança. Felizmente, muitos desses problemas podem ser tratados quando são descobertos a tempo.

Entenda como a visão e os olhos da criança se desenvolvem em cada fase da vida e conheça dicas para cuidar bem dos olhos dos pequenos, quais sintomas são preocupantes e quando procurar um especialista.

Recém-nascidos: adaptação à luz e início do foco

Os recém-nascidos não enxergam tão bem quanto as crianças mais velhas e os adultos. Afinal, seus olhos e sistema visual ainda não estão completamente formados.

Estes pequenos são extremamente sensíveis à claridade. Suas pupilas são pequenas e limitam a quantidade de luz que entram nos olhos. Nessa fase, eles enxergam os objetos desfocados, uma vez que a visão de detalhes ainda está em desenvolvimento.

Na medida em que a retina do bebê se desenvolve, as pupilas vão se alargando, possibilitando que ele enxergue luzes e sombras, assim como formas largas e cores vibrantes. Nessa etapa, os bebês são capazes de enxergar a certa distância (20 a 30 centímetros) e fitar brevemente os pais, mas preferem focar em objetos mais próximos e coloridos.

2 a 4 meses: foco e acompanhamento de movimentos

Até os dois meses de idade, os olhos do bebê ainda não estão totalmente alinhados, podendo aparentar estrabismo. Na maioria dos casos, esse desalinhamento é considerado normal e, com o tempo, é corrigido. Quando isso não acontece, deve-se procurar um especialista.

A partir dos dois meses, os olhos do bebê conseguem acompanhar os movimentos de uma pessoa ou objeto na medida em que sua coordenação visual se desenvolve.

Aos três meses, os olhos do bebê devem estar alinhados e focalizando juntos o mesmo objeto, assim como o bebê já está apto a procurá-lo. Se isso não estiver acontecendo, procure um pediatra ou oftalmologista.

5 a 8 meses: alcance, reconhecimento e lembranças

Por volta dos cinco meses, o bebê já desenvolve bem sua percepção de profundidade. Agora, ele consegue enxergar o mundo de forma tridimensional, reconhecendo e alcançando objetos próximos e distantes, além de possuir boa visão de cores, embora não seja tão completa e desenvolvida como a dos adultos.

Nessa fase, o bebê já consegue reconhecer os pais – mesmo quando estão do outro lado do quarto – e sorrir para eles. Também é capaz de enxergar objetos do outro lado da janela e reconhecer algo vendo apenas parte dele.

Por volta dos oito meses, o bebê começa a engatinhar, o que aprimora sua coordenação olho-mão.

9 a 12 meses: noções de espacialidade

Por volta dos nove meses, o bebê já consegue avaliar bem as distâncias. Os ensaios para ficar de pé também começam nessa fase.
Por volta dos 10 e 11 meses de idade, o bebê já consegue alcançar tal feito, assim como agarrar objetos com as mãos utilizando o polegar e o dedo indicador.

Aos nove meses, a cor dos olhos do bebê já está praticamente definida. O que pode acontecer posteriormente são algumas ligeiras mudanças.

Ao completarem um ano, muitas crianças já estão engatinhando e tentando andar.

1º e 2º anos de vida: aprimoramento dos sentidos

Até os dois anos de idade, espera-se que a criança apresente a coordenação olho-mão bem desenvolvida.

Nessa faixa etária, as crianças estão muito interessadas em explorar seu ambiente usando os sentidos como a audição e a visão. São capazes de reconhecer objetos familiares e imagens em livros, bem como rabiscar com caneta e giz de cera.

Dicas:

Bebês que nascem prematuros e/ou abaixo do peso são mais propensos a desenvolver retinopatia da prematuridade, doença que afeta os vasos sanguíneos da retina. Eles devem ser examinados por um oftalmologista logo que saírem do hospital!

O teste de olhinho deve ser realizado preferencialmente na primeira semana de vida do bebê, quando ele ainda está na maternidade, devendo ser repetido aos 4 e 6 meses, e no primeiro e no segundo ano de vida da criança. Esse teste faz o diagnóstico de várias doenças oculares, sendo um grande aliado no combate à cegueira.

Tablets, PC´s, smartphones e similares emitem luz azul artificial e, por isso, prejudicam a saúde dos olhos. Limite o tempo da criança em frente aos eletrônicos!

Sinais de alerta!

Conheça quais sintomas oculares são preocupantes e demandam visita urgente a um especialista:

  • lacrimejamento excessivo;
  • sensibilidade excessiva à luz;
  • reflexo branco no centro do olho;
  • olhos desalinhados;
  • olhos e pálpebras inchados ou vermelhos.

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