Vacinas na gravidez: quais delas a mulher PRECISA tomar?

Gestante recebendo a dose de uma vacina que ela deve tomar durante a gravidez.

As vacinas, em todas as fases da vida, desempenham um papel importantíssimo em nossa saúde. No entanto, durante a maternidade, elas são ainda mais essenciais, já que protegem a saúde da mãe e, claro, a do bebê.

Durante a gestação, a imunidade da mãe é a primeira “linha de defesa” do neném contra uma série de doenças graves. Isso acontece porque alguns de seus anticorpos, especialmente aqueles produzidos na gravidez, são transferidos ao feto.

Sendo assim, logo após o nascimento, que é quando o pequeno ainda está muito novo para receber algumas imunizações específicas, o corpo dele permanece protegido contra uma série de doenças perigosas e até mesmo nocivas ao seu crescimento.

Pensando nisso, preparamos esse artigo para explicar a todas as futuras mamães qual é a importância das vacinas na gravidez e, claro, quais delas devem ser aplicadas ao longo dos nove meses. Vamos lá?

Afinal: o que é uma vacina e como ela funciona?

As vacinas são, basicamente, uma versão inativa (morta) ou enfraquecida de um vírus, ou uma pequena parte de alguns germes causadores de várias condições diferentes.

Em outras palavras, elas são variações de doenças específicas que, apesar de não terem força o suficiente para comprometer a saúde da pessoa, fazem com que o sistema imunológico dela produza anticorpos que a tornarão imune aos vírus e germes em questão.

Para saber mais detalhes sobre a vacina e entender a importância da administração desta ainda na infância, leia nosso artigo inteiramente dedicado ao assunto: Vacinação na infância: o que você precisa saber sobre o assunto?

E quais são as principais vacinas na gravidez?

Recomendadas

1. H3 Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche) – dTpa ou dTpa-VIP + Dupla adulto (difteria e tétano) – dT

Essa é, talvez, uma das doses mais importantes das vacinas na gestação. Para se ter ideia, a coqueluche ocupa o lugar de quinta maior causa de óbitos em crianças e bebês, principalmente aqueles de até seis meses de idade.

O tétano, por sua vez, é uma condição grave que pode afetar, e muito, o desenvolvimento e crescimento dos pequenos. Além disso, é transmitida de mãe para filho durante a gestação.

A difteria, por fim, pode causar sérias complicações à respiração do bebê, principalmente nos recém-nascidos.

Quais mulheres devem tomar essa vacina, e em quantas doses?
  • para gestantes que já receberam a H3 Tríplice bacteriana antes, uma nova dose deve ser administrada a partir da 20ª semana de gravidez;
  • em mulheres que não receberam todas as doses dessa vacina, porém, tomaram a antitetânica, a aplicação da H3 Tríplice bacteriana deve ser feita nas seguintes etapas: uma dose de dT e uma de dTpa (sendo esta aplicada a partir da 20ª semana de gestação);
  • em pacientes com vacinação incompleta para essas doenças (difteria, tétano e coqueluche), porém, com duas doses da antitetânica já tomadas, uma nova dose de dTpa deve ser administrada logo após a 20 ª semana de gestação;
  • em mulheres que nunca receberam a H3 Tríplice bacteriana, ou possuem um histórico de vacinação desconhecido, deverão ser administradas duas doses de dT, e uma dose de dTpa com um intervalo mínimo de um mês entre elas. Além disso, a dTpa deve ser aplicada somente a partir da 20ª semana de gravidez.
2. Hepatite B

Perigosa aos pequenos e até mesmo “silenciosa”, a Hepatite B é, definitivamente, uma das vacinas mais importantes durante a gestação. Afinal, uma de suas principais formas de transmissão é a perinatal, ou seja, de mãe para feto.

Quando ela acontece, inclusive, cerca de 25% dos bebês contaminados se tornam mais suscetíveis a desenvolver condições como infecção hepática crônica, carcinoma hepato-celular, cirrose ou até mesmo virem a óbito.

Quais mulheres devem tomar essa vacina, e em quantas doses?

Todas as gestantes que não estão em dia com seus cartões de vacinação devem tomar as doses contra a Hepatite B. Ao todo, são 3 aplicações administradas de 6 em 6 meses.

*Detalhe: a primeira dose deve ser aplicada, de preferência, logo após o final do primeiro trimestre de gravidez.

3. Influenza

A vacina contra a gripe é altamente recomendada para todas as mulheres que estão grávidas ou planejam engravidar em temporadas sazonais de gripe (entre abril e outubro).

A dose é única e pode ser aplicada logo no primeiro trimestre e repetida a cada ano. Das vacinas na gestação, ela é extremamente importante para proteger a futura mamãe não só apenas da gripe, mas de doenças respiratórias mais graves como, por exemplo, a pneumonia.

Recomendadas em situações especiais

1. Hepatite A

A hepatite A é uma doença hepática que se espalha por meio de alimentos ou água contaminados. Geralmente, não é tão grave quanto a B, porém, pode contribuir para um parto prematuro e até mesmo para uma infecção no recém-nascido.

Sendo assim, recomenda-se duas doses com o intervalo de 6 meses entre elas (por ser uma versão inativada do vírus, não há contraindicação).

2. Pneumocócicas

Se a gestante possui uma condição crônica específica como, por exemplo, diabetes ou doença renal, a vacina pneumocócica pode ser recomendada pelo obstetra. O objetivo é proteger a mãe e o feto contra algumas formas de pneumonia.

As doses são feitas em um esquema sequencial de VPC13 e VPP23.

3. Meningocócica conjugada ACWY e meningocócica B

É fortemente recomendada a mulheres que estão passando pela gestação durante um período epidêmico, ou vivem em regiões onde a doença meningocócica possui um maior índice de contágio.

Para a Meningocócica conjugada ACWY, é necessária apenas uma dose. Já a meningocócica B é dividida em duas doses com intervalo de um a dois meses entre elas.

4. Febre amarela

Normalmente, a vacina contra febre amarela é contraindicada para gestantes. Contudo, quando os riscos para infecção superam os riscos potenciais dessa vacina, o mais indicado é tomar uma dose.

Enfim…

Nosso conselho com relação às vacinas na gravidez é: nunca subestime o quanto elas são importantes para a nossa saúde e, claro, para a dos bebês também.

Atualmente, existem alguns mitos e correntes ideológicas que procuram desincentivar a aplicação delas, principalmente em crianças. Nós, inclusive, já falamos sobre isso por aqui. Para acessar um de nossos melhores artigos sobre vacinação, clique em: Dia Nacional da Vacinação: desmistificando os mitos sobre a vacina e confira.

No mais, siga todos os conselhos de sua equipe médica, fique em dia com seu cartão de vacinações e aproveite a maternidade!

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