Vacinas contra COVID-19: respondemos às dúvidas mais frequentes sobre o assunto!

Close de braço de idosa recebendo um dose da vacina contra o covid-19

2021 parece “começar seus trabalhos” com o pé direito. Afinal, as vacinas contra o novo coronavírus, agente que provocou uma pandemia acompanhada por isolamentos e muita angústia, finalmente saíram!

Porém, é claro que existem diversas dúvidas e receios sobre esse assunto. Pensando nisso, resolvemos solucioná-las de uma só vez! Para saber o que todos querem entender sobre as vacinas e responder suas próprias perguntas, continue conosco.

O que é uma vacina?

A vacina é uma substância segura e eficaz que tem como objetivo “treinar” seu sistema imunológico para produzir anticorpos (proteínas que lutam contra doenças) contra um determinado vírus ou bactéria.

Quais os tipos de vacina contra a COVID 19?

Atualmente, existem 6 tipos de vacinas em desenvolvimento contra o novo coronavírus:

Tipo de vacina Como funciona Exemplos
Vírus inteiro inativado ou atenuado Contém o coronavírus enfraquecido ou inativado. Ele desencadeia a produção de anticorpos, mas não é capaz de provocar a doença.
Vetor viral Utiliza um vírus diferente, incapaz de causar doença em humanos, para “carregar” proteínas do coronavírus.
Subunidades proteicas Contém apenas proteínas de superfície do vírus que estimulam o sistema imunológico e desencadeiam a formação de anticorpos.
RNA mensageiro Contém fragmentos de RNA mensageiro, um tipo de material genético que induz o DNA das células do corpo a produzirem proteínas semelhantes ao do coronavírus.
DNA Essa técnica introduz o DNA do vírus em células receptoras que, por sua vez, produzirão proteínas que serão extraídas e utilizadas para fazer a vacina
  • Em fase de desenvolvimento
Partículas semelhantes ao vírus Esse tipo de vacina contém proteínas de superfície do vírus, desenvolvidas em laboratório.
  • Em fase de desenvolvimento

Como a vacina contra COVID-19 funciona?

Ela, assim como toda vacina, ajuda o nosso corpo a desenvolver imunidade contra o SARS-CoV-2, vírus que causa a COVID-19, sem que tenhamos que contrair a doença.

Apesar de existirem diferentes tipos de vacinas, o princípio é o mesmo: criar um suprimento de linfócitos T de “memória”, bem como linfócitos B, que se lembrarão de como combater o vírus no futuro.

Às vezes, após a vacinação, o processo de construção da imunidade pode causar alguns sintomas. Eles são normais e indicam que o corpo está criando um sistema de defesa contra o vírus.

Como ela é administrada?

A vacina contra COVID-19 é administrada por meio de injeção na parte superior do braço. São necessárias 2 doses com intervalo de 3 a 12 semanas entre elas.

O que significa imunidade de rebanho?

A imunidade de rebanho acontece quando a maioria da população é contaminada ou vacinada. Isso interrompe a circulação do microrganismo entre os indivíduos e ajuda a proteger aqueles que, por algum motivo, não podem receber a vacina.

Quão segura é a vacina contra a COVID-19?

As vacinas aprovadas para uso no Brasil atendem aos rígidos padrões de segurança, qualidade e eficácia estabelecidos pela Anvisa.

Qualquer vacina contra coronavírus, para ser aprovada, deve passar por todos os testes clínicos e verificações de segurança pelos quais todos os outros medicamentos licenciados passam.

Até o momento desta publicação, milhares de pessoas já receberam a vacina contra a COVID-19 e nenhuma complicação foi relatada.

Qual é a eficácia da vacina contra o novo coronavírus?

A primeira dose da vacina COVID-19 deve fornecer uma boa proteção contra o coronavírus. Porém, é preciso 2 doses para que a imunização fique ainda mais duradoura.

Mesmo após a vacina, ainda há uma chance de se pegar ou transmitir o coronavírus. Porém, no caso de pessoas que tomaram a vacina, o quadro geral será mais brando.

Sendo assim, é importante manter as medidas de proteção contra a COVID 19, principalmente no que se refere à etiqueta respiratória (usar máscara, tampar a boca e nariz ao tossir/espirrar, lavar as mãos depois que o fizer etc).

A vacina contra o novo coronavírus pode me deixar com COVID-19?

Não. Nenhuma das vacinas autorizadas e recomendadas possuem o vírus vivo em sua composição. No entanto, é normal que a pessoa sinta alguns sintomas brandos logo após a imunização. Eles são normais e indicam de que o corpo está construindo suas defesas contra o vírus.

Detalhe importante: normalmente, leva algumas semanas para o corpo desenvolver a imunidade (e é por isso, inclusive, que são administradas duas doses da vacina contra a COVID-19).

Isso significa, então, que é possível que uma pessoa esteja infectada com o vírus imediatamente antes ou logo após a vacinação, e ainda fique doente por causa dele. Isso ocorre porque a vacina não teve tempo suficiente para fornecer proteção.

Após receber a vacina contra COVID-19, testarei positivo para a doença?

Os testes virais são usados ​​para verificar se você tem uma infecção no momento e não irão detectar o vírus inativado aplicado na vacina.

No entanto, como o organismo desenvolve uma resposta imunológica ao vírus após a vacinação, existe sim a possibilidade de você testar positivo para o novo coronavírus em alguns testes de anticorpos.

E, por fim: se eu já tive COVID-19 e me recuperei, ainda preciso ser vacinado contra a doença?

Sim. Devido aos graves riscos à saúde associados à doença e, principalmente, ao fato de que a reinfecção é possível, a vacina deve ser administrada em todas as pessoas, independentemente de elas já terem sido infectadas ou não pelo novo coronavírus.

Saiba mais: Coronavírus: o que você precisa saber?

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Infectologia

Médica oftalmologista e idealizadora do Convite à Saúde. Atualmente atende na Clínica Advision, nas especialidades de plástica ocular e cirurgia de catarata. Paralelamente, escreve e coordena o departamento de redação do portal, além de prestar consultoria na área de auditoria médica.

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