Sete das oito vacinas obrigatórias para as crianças têm baixa taxa de cobertura

O Ministério da Saúde divulgou, essa semana, que sete das oito vacinas obrigatórias para as crianças têm cobertura abaixo da meta. Apenas a vacina BCG alcançou o resultado desejado, acima de 90% de cobertura.
O motivo, segundo o ministério, é que os brasileiros têm pouco conhecimento sobre a gravidade das doenças e do risco que representam, especialmente para as crianças.
Além disso, uma série de fake news nos últimos anos fez com que a segurança das vacinas fosse questionada pelos pais. Debates sobre efeitos colaterais, exposição às doenças e quantidade de doses realmente necessárias se tornaram cada vez mais frequentes em meio às pautas familiares, causando até certa histeria.
As vacinas obrigatórias, segundo o calendário de vacinação infantil, são:

  • BCG;
  • Tríplice viral;
  • Meningocócica C;
  • Pneumocócica;
  • Poliomielite;
  • Pentavalente;
  • Rotavírus;
  • Hepatite A.

A Sociedade Brasileira de Pediatria fez algumas modificações no calendário em 2019, em relação à vacina meningocócica B e à BCG. A meningocócica passa para apenas 3 doses. A vacina BCG, que anteriormente era reaplicada quando não deixava uma marquinha no braço da criança, agora é indicada apenas uma vez, ao nascimento, independentemente da cicatriz.
A conseqüência da queda de cobertura vacinal pode ser o retorno de doenças como o sarampo e a poliomielite, já eliminadas do país.
Em abril foi lançado o Movimento Vacina Brasil, com o objetivo de educar a população sobre o risco das doenças e estimular a imunização.

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