Close de uma médica aplicando vacina no braço de um homem adulto

Dr. Leo Cirino

A vacinação é uma das ferramentas mais importantes tanto contra doenças infecciosas variadas, quanto na prevenção de alguns tipos de câncer. Que existe um calendário de vacinas a ser seguido durante a infância, todo mundo sabe. Mas e os adultos? Será que a partir dos 20 anos é necessário tomar alguma vacina? Isso é o que vamos descobrir hoje.

Por que a vacina é importante?

A vacina, quando aplicada no organismo, provoca uma série de reações que resultam em imunidade.

Ela ensina o nosso sistema imunológico a se defender de um invasor específico. No futuro, se houver uma infecção, a reação do corpo é rápida e elimina o agente sem que a doença aconteça.

Revendo o calendário de vacinação infantil

Durante a infância, o ministério da saúde recomenda o seguinte calendário de vacinas:

Logo após o nascimento:

  • BCG (dose única).
  • Hepatite B.

Aos 2 meses:

  • Pentavalente (1ª dose).
  • Vacina Inativada Poliomielite (VIP – 1ª dose).
  • Pneumocócica 10 valente conjugada (1ª dose).
  • Rotavírus (1ª dose).

Aos 3 meses:

  • Meningocócica C conjugada (1ª dose).

Aos 4 meses:

  • Pentavalente (2ª dose).
  • Vacina Inativada Poliomielite (VIP – 2ª dose).
  • Pneumocócica 10 Valente (2ª dose).
  • Rotavírus (2ª dose).

Aos 5 meses:

  • Meningocócica C (2ª dose).

Aos 6 meses:

  • Pentavalente (3ª dose).
  • Vacina Inativada Poliomielite (VIP – 3ª dose).

Aos 9 meses:

  • Febre amarela (dose única).

Aos 12 meses:

  • Tríplice viral (1ª dose).
  • Pneumocócica 10 Valente (reforço).
  • Meningocócica C (reforço).

Aos 15 meses:

  • DTP (1º reforço).
  • Vacina Oral Poliomielite (VOP – 1º reforço).
  • Hepatite A (dose única).
  • Tetra viral ou tríplice viral + varicela (dose única).

Aos 4 anos:

  • DTP (2º reforço).
  • Vacina Oral Poliomielite (VOP – 2º reforço).
  • Varicela atenuada (dose única).
VacinaProtege contraIdadeDoses Reforços
BCGFormas graves de tuberculose, principalmente meníngea e miliarLogo após o nascimentoDose única6 a 10 anos
Hepatite BHepatite BLogo após o nascimentoDose única
VIP (vacina inativada)Poliomielite (paralisia infantil)2, 4 e 6 meses de idade3 doses com intervalo de 60 dias entre elas.15 meses de idade
VOP (vírus atenuado)Poliomielite (paralisia infantil)15 meses e 4 anos2 doses aos 15 meses e 4 anos de idade
Pentavalente
  • Difteria, tétano e coqueluche (DTP)
  • Hepatite B
  • Meningite causada pelo Haemophilus influenzae tipo b
2, 4 e 6 meses de idade3 doses com intervalo de 60 dias entre elas.15 meses e 4 anos
Pneumocócica (conjugada)Pneumonia, otite, meningite e outras2 e 4 meses2 doses com intervalo de 60 dias entre elas12 meses
Rotavírus humanoDiarréia por rotavírus2 e 4 meses2 doses com intervalo de 60 dias entre elas
Meningocócica C (conjugada)Doença invasiva causada pela Neisseria meningitidis (sorogrupo C)3 e 5 meses2 doses com intervalo de 60 dias entre elas
  • Primeiro: 12 meses
  • Segundo: 5 a 7 anos
  • Febre amarelaFebre amarela9 mesesDose única4 anos
    Tríplice viralSarampo, rubéola e caxumba12 mesesDose única
    Tetra viralSarampo, rubéola e caxumba (Tríplice) + Catapora15 mesesDose única
    Hepatite AHepatite A15 mesesDose única
    Varicela atenuadaCatapora4 anosDose única
    Vacina InfluenzaGripe6º mês ao 5º anos de vida2 doses durante as campanhas de vacinação contra a gripeCampanhas

    Vacinação durante a adolescência

    É importante manter o cartão de vacinas atualizado para que a proteção seja completa. Ao chegar à adolescência, algumas novas vacinas e reforços são necessários:

    HPV (Papiloma vírus humano)

    Previne a infecção pelo papilomavírus humano, causador de verrugas genitais e câncer. São aplicadas duas doses com intervalo de seis meses. Idade recomendada:

    • 9 a 14 anos nas meninas.
    • 11 a 14 anos nos meninos.

    Meningocócica conjugada (ACWY ou C)

    Entre 11 e 14 anos é aplicada uma dose da vacina (única ou reforço, a depender da situação vacinal anterior).

    Além dessas, é importante conferir e corrigir a situação vacinal em relação à:

    • Hepatite A;
    • Hepatite B;
    • Febre amarela;
    • Difteria e tétano;
    • Sarampo, caxumba e rubéola;
    • Pneumocócica 23 Valente.

    Vacinação do adulto

    Os adultos também precisam manter as suas vacinas em dia, para se proteger e evitar a transmissão de doenças infecciosas para outras pessoas. As vacinas recomendadas pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) para o adulto são:

    • Hepatite A: apenas os não vacinados ou com sorologia negativa.
    • Hepatite B: apenas os não vacinados ou com sorologia negativa.
    • HPV4: licenciada para mulheres de 9 a 45 anos e homens de 11 a 26 anos.
    • Febre amarela: indicada para os não vacinados e pessoas que irão viajar para áreas endêmicas (pelo risco de falha na vacinação anterior). Reforço a cada 10 anos.
    • Difteria, tétano e coqueluche:
      • Dupla adulto (dT): previne apenas difteria e tétano. Indicada apenas para os não vacinados.
      • Tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (dTpa): previne difteria, tétano e coqueluche. A inclusão da coqueluche tem o objetivo de proteção individual e reduzir a transmissão da Bordetella pertussis, especialmente para lactentes. A dTpa deve ser reaplicada a cada 10 anos, pois a proteção contra a coqueluche não é permanente.
      • dTpa-VIP: inclui a vacina contra poliomielite (inativada). Indicada para pessoas que irão viajar para áreas endêmicas.
    • Sarampo, caxumba e rubéola (Tríplice viral): apenas os não vacinados.
    • Pneumocócica: até os 49 anos, indicada apenas para os não vacinados. Dos 50 aos 59 anos a indicação fica a critério médico.
    • Meningocócicas conjugadas ACWY/C: indicada em situações de surtos e viagens para áreas de risco. Dose única.
    • Meningocócica B: indicada em situações de surtos e viagens para áreas de risco. Duas doses com intervalo de 1 a 2 meses.
    • Influenza (gripe): dose única anual.
    • Dengue: 3 doses com intervalo de 6 meses.

    Vacinação do idoso

    Na faixa etária acima de 60 anos, as seguintes vacinas são recomendadas:

    • Influenza (gripe): dose única anual (gratuita nas unidades básicas de saúde para maiores de 55 anos).
    • Pneumocócica: iniciar com uma dose da VPC13 seguida de uma dose de VPP23 seis a 12 meses depois, e uma segunda dose de VPP23 cinco anos após a primeira. Após 12 meses, aplicar mais uma dose na VPP13.
    • Herpes zoster: dose única.
    • Difteria, tétano e coqueluche: dTpa a cada 10 anos. Usar dTpa – VIP se o paciente for viajar para área endêmica de poliomielite.
    • Hepatite A: apenas os não vacinados ou com sorologia negativa.
    • Hepatite B: aplicada de rotina, 3 doses com intervalo de 1 mês entre a primeira e a segunda e seis meses entre a segunda e a terceira.
    • Febre amarela: indicada para idosos não vacinados e residentes em áreas endêmicas. Porém, existe um risco de reações vacinais mais graves em indivíduos acima de 60 anos ao receberem a primeira dose da vacina contra febre amarela. Nessa situação, avaliar custo-benefício.
    • Meningocócicas conjugadas ACWY/C: indicada em situações de surtos e viagens para áreas de risco. Dose única.
    • Tríplice viral: indicada em situações de surtos e viagens para áreas de risco. Dose única. Contra indicada para imunodeprimidos.

    Vacinação: proteja você mesmo e a sua família

    Além da proteção que as vacinas conferem ao indivíduo, elas têm um papel importante na prevenção de doenças na população. Poliomielite, rubéola e tétano, por exemplo, são doenças praticamente eliminadas do Brasil por causa da vacinação. Para mantê-las longe das nossas crianças e famílias, é imprescindível a colaboração de todos. Vacine-se!

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