criança sendo vacinada

A volta do sarampo tem preocupado especialistas em todo o país. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, mas atualmente enfrenta dois surtos em Roraima e Amazonas. Além disso, alguns casos isolados foram identificados em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro, segundo o Ministério da Saúde (MS). Contra o sarampo a vacina é primordial e a sua baixa cobertura, aliada ao fluxo migratório, tem contribuído para a volta da doença.

Segundo o Ministério, os níveis de cobertura vacinal no país permanecem abaixo da cobertura de imunização contra o sarampo recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de pelo menos 95% para evitar surtos, mortes evitáveis e alcançar metas de eliminação regional. A Campanha Nacional contra a Poliomielite e o Sarampo, que teve no último sábado, 18 de agosto, o ‘Dia D’, atingiu metade do público-alvo, de acordo com o MS.  Mais de 11 milhões de doses da vacina  foram aplicadas, até o dia 20 de agosto, alcançando 50% das crianças de um ano a menores de cinco em todo o país.

Os especialistas reforçam que  o sarampo é uma doença aguda, altamente contagiosa, causada por um vírus. Se não for diagnosticada e tratada corretamente, pode se tornar grave e evoluir com complicações eventualmente fatais, principalmente em crianças menores de um ano de idade. Em gestantes, pode provocar aborto ou parto prematuro.

A doença
Todo mundo já ouviu falar do sarampo e sempre associa a doença à infância. No entanto, a doença pode acometer crianças e adultos. Provocada por um Morbilivirus, apresenta período de incubação. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é de cerca de 12 dias e a transmissão pode ocorrer antes do aparecimento dos sintomas, permanecendo até o quarto dia depois que surgiram placas avermelhadas na pele.

Os sintomas são:

  • febre;
  • tosse persistente;
  • irritação ocular;
  • corrimento no nariz;
  • pode causar infecção nos ouvidos;
  • pneumonia;
  • convulsões.
  • No limite, a doença provoca lesão cerebral e morte.
  • Manchas vermelhas na pele são uma característica conhecida da doença. Elas aparecem primeiro no rosto e vão em direção aos pés.
  • O vírus também pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo.

Transmissão

A transmissão ocorre por tosse, espirro, fala ou respiração, de pessoa para pessoa, o que a torna muito contagiosa. Não há tratamento e a única forma efetiva de prevenção é a vacina.

A vacina
A recomendação oficial da Fiocruz “é atualizar a carteira de vacinação para prevenir a doença”. Essa orientação serve não só para as crianças, como também adolescentes e adultos, evitando a circulação do vírus no país. Em 2018, a Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo e a poliomielite ocorre, de 6 a 31 de agosto, em todo o país. Durante esse período, os postos de saúde da rede pública estão oferecendo as doses gratuitamente.
Crianças de um ano até menores de cinco anos são o público-alvo da campanha, que prossegue até dia 31 de agosto.

Quem vacina?

  • Crianças menores de cinco anos, mesmo já tendo as duas doses da tríplice viral, devem tomar uma nova dose de reforço.
  • Pessoas entre 30 e 49 anos devem ter pelo menos uma dose registrada.
  • Profissionais de saúde devem receber duas doses da tríplice viral, independente da idade.

Quem não vacina?

Segundo a Fiocruz a vacina é segura. Só não podem ser vacinados:

  • gestantes;
  • casos suspeitos de sarampo;
  • crianças menores de seis meses de idade;
  • pessoas imunocomprometidas (com doenças que abalam fortemente o sistema imune).

 

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