Métodos contraceptivos: tudo que você precisa saber sobre eles parte 2

Mulher segurando dois tipos de métodos contraceptivos, uma camisinhas e pílulas
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Continuação

Métodos de barreira

São os métodos em que se utiliza alguma barreira para evitar que o espermatozoide (que é a célula reprodutiva do homem) adentre o útero. São eles:

1. Preservativo (camisinha ou condom)

Como funciona: ele forma uma barreira, impedindo que o esperma entre em contato com o útero. Existem dois tipos: a masculina (mais comum) e a feminina.
Taxa de falha:

  • camisinha masculina: em torno de 15%;
  • camisinha feminina: em torno de 21%.

Proteção contra Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST): se usado de forma correta, SIM!
Vantagens

  • Pode ser usado em qualquer faixa etária e por qualquer paciente;
  • é um método barato, de fácil acessibilidade e disponibilizado pelo SUS.

Desvantagens: exige alguns cuidados para que ocorra o uso correto e reduza a taxa de falha.

CAMISINHA FEMININA CAMISINHA MASCULINA
  • Deve ser colocada desde o começo do contato entre o pênis e a vagina
  • Cada camisinha deve ser utilizada uma única vez, devendo ser desprezada após a relação sexual. O uso repetido da mesma não irá conferir proteção contra DST ou gravidez.
  • O anel aberto deve permanecer fora da vagina, enquanto o interno ficará bem no fundinho.
  • Deve ser usada em todos os contatos com penetração.
  • Deve ser colocada antes de haver contato entre o pênis e a vagina.
  • Retirar a camisinha ainda com o pênis ereto, logo após a ejaculação (lembrando de segurar bem a base durante a retirada).
Lembrando que associar o uso das duas camisinhas na relação não confere aumento de proteção, muito pelo contrário! Aumenta as chances de rompimento, deslizamento ou deslocamento de alguma delas.

Observação: em caso de alergia ao látex, há alternativas no mercado como os de poliuretano, ou mesmo fabricados a partir do intestino de carneiro. São bastante efetivos, no entanto, têm maiores taxas de rompimento (em torno de 9%) e de deslizamento em comparação aos preservativos de látex convencional.

2. Diafragma

Como funciona: é uma cúpula ou um disco, flexível, composto por borracha e que deve ser posicionado no fundo da vagina para impedir que os espermatozoides passem pelo útero. Pode ser usado sozinho ou associado a uma pomada espermicida (cuja ação será “matar” os espermatozoides que ali encontrarem).
Taxa de falha: em torno de 12%.
Proteção contra Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST): relativa. Protege somente contra o HPV.
Vantagem: por ser um método não hormonal, não possui efeitos colaterais e promove uma proteção quanto ao risco de câncer de colo do útero. Mas atenção: usar diafragma não elimina as visitas de rotina ao ginecologista, ok?
Desvantagens: mulheres virgens, com alergia ao látex ou que tenham problema no colo do útero não podem usar o diafragma.

DIAFRAGMA
  • O diafragma e o agente espermicida devem ser inseridos bem antes do ato sexual. No entanto, se já tiver passado duas horas da colocação, deve-se reaplicar o espermicida novamente na vagina.
  • O espermicida deve ser reaplicado a cada relação sexual.
  • Após a relação, o diafragma deve ficar no lugar por pelo menos 6 horas.
  • Não pode usar o diafragma por tempo superior a 24 horas.

Observação: se for do seu desejo usar o diafragma como método contraceptivo, você deverá visitar o ginecologista para saber o tamanho que melhor irá se adaptar ao seu canal. O diafragma não é descartável, e pode ser utilizado por até 3 anos. Caso a mulher engravide ou mude de peso (para mais ou para menos), o diafragma deverá ser trocado.

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Ginecologia

Médica, especializada em Ginecologia e Obstetrícia. Membro do corpo clínico Hospital Vila da Serra, Hospital Mater Dei e Maternidade Neocenter.

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