Tireoide: o que acontece quando ela não funciona bem?

Médica mostrando para uma paciente um folheto explicativo sobre a tireoide

A tireoide é uma pequena glândula em formato de borboleta, localizada na região anterior do pescoço. Ela tem muitas funções importantes no organismo, dentre elas, a produção de hormônios que regulam o funcionamento de órgãos como o coração, cérebro, rins e fígado.
Infelizmente, problemas na glândula tireoide podem ocorrer e algumas vezes, são graves. Hoje vamos conversar sobre a importância da saúde da tireoide e quando suspeitar que algo não vai bem com ela.
Vamos lá?

Como funciona a tireoide?

Para produzir seus hormônios, a tireoide precisa de iodo, um mineral presente em alimentos como o sal iodado, frutos do mar, pão e leite.
A partir do iodo, são produzidos dois hormônios: triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). A quantidade fabricada varia de acordo com as necessidades do organismo e é controlada por outra glândula, a hipófise.
Esta, por sua vez, localiza-se na base do cérebro e produz o hormônio tireoestimulante (TSH), que comunica à tireoide a quantidade de T3 e T4 que se deve liberar na corrente sanguínea.

A importância do iodo para o organismo
O iodo é um mineral naturalmente presente em alguns alimentos (algas, frutos do mar, leite e derivados, ovos e alguns cereais) e adicionado a outros (sal iodado).
Além de compor os hormônios da tireóide, o iodo tem outras funções no organismo como, por exemplo, no sistema imunológico.
A deficiência de iodo, especialmente na infância, pode ter sérias consequências no crescimento e desenvolvimento. Outra consequência da falta desse mineral é o hipotireoidismo.
Por outro lado, o excesso de iodo também provoca alterações sérias como hipertireoidismo, tireoidite (inflamação da glândula) e câncer da tireóide.

Funções dos hormônios da tireoide

Os hormônios tireoidianos participam da regulação das seguintes funções:

  • metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos;
  • respiração e ventilação;
  • frequência cardíaca e contração do músculo do coração;
  • temperatura corporal;
  • digestão;
  • contração muscular;
  • recuperação dos tecidos;
  • nas crianças atuam no crescimento com parceria do hormônio do crescimento bem como atuam no crescimento e desenvolvimento do cérebro durante a vida fetal e nos primeiros anos pós-natal;
  • regulação do sono.

Principais problemas relacionados à tireoide

Hipotireoidismo

No hipotireoidismo, ocorre uma redução da produção dos hormônios T3 e T4. A condição é mais frequente em mulheres com história familiar de problemas na tireoide.
A causa mais comum do hipotireoidismo é a Tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune. Porém, ela também pode ser desencadeada por outros fatores, incluindo deficiência de iodo e uso de alguns medicamentos.
Os principais sintomas do hipotireoidismo são:

  • cansaço;
  • constipação;
  • pele seca;
  • ganho de peso;
  • rouquidão;
  • dores musculares e articulares;
  • cabelo fino e quebradiço;
  • depressão;
  • aumento da glândula (bócio);
  • intolerância ao frio;
  • raciocínio lento;
  • depressão;
  • cabelos fracos, unhas quebradiças;
  • alterações do ciclo menstrual.

É importante ressaltar que a maioria das pessoas com hipotireoidismo não apresenta sintomas nos estágios iniciais. Com o passar do tempo, os sintomas podem aparecer e a doença pode levar à obesidade, infertilidade e alterações cardíacas.

Hipertireoidismo

Quando a glândula tireoide produz uma quantidade excessiva de hormônios, temos o hipertireoidismo. As causas mais frequentes são a doença de Graves e nódulos tireoidianos hiperativos.
O excesso de hormônios tireoidianos também podem estar associado a sua ingestão exógena em dosagem maior do que a indicada, no caso, os hormônios sintéticos.
Os sintomas do hipertireoidismo são:

  • perda de peso;
  • aumento da frequência cardíaca;
  • palpitações;
  • aumento do apetite;
  • alterações no ciclo menstrual;
  • tremores;
  • sudorese excessiva;
  • insônia;
  • aumento da glândula (bócio).
  • aumento da motilidade intestinal.

Em alguns casos, a doença de Graves pode acometer os tecidos da órbita, levando à protrusão dos globos oculares, o que dá a impressão de que o pacientes está constantemente com os olhos arregalados. Essa condição é conhecida como exoftalmia.
O hipertireoidismo pode levar a complicações graves como: arritmia e insuficiência cardíaca, osteoporose, problemas oculares entre outros.

Nódulos tireoidianos

Os nódulos tireoidianos podem ser benignos ou, ainda que raramente, malignos. Eles geralmente não são percebidos pelo paciente, mas sim pelo médico durante a palpação ou por meio de exames de imagem.
Para saber se um nódulo é maligno, é necessário fazer uma biópsia guiada por ultrassom. As células aspiradas são enviadas ao laboratório de anatomopatologia para análise.
Em alguns casos, os nódulos produzem um excesso de hormônios, levando ao quadro de hipertireoidismo.

Diagnóstico dos problemas da tireoide

É possível avaliar a função da tireoide por meio de exames de sangue. Eles incluem a medida do TSH, T4, T3 e anticorpos. Quando alterados o endocrinologista deverá ser consultado.
O médico especialista também pode se solicitar outros exames complementares de imagem, que vão desde a ultrassonografia simples ou com punção aspirativa ou até mesmo a cintilografia.

E, por fim: tratamentos

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é tratado por meio da reposição hormonal, utilizando a levotiroxina. A absorção desse hormônio pode ser influenciada por outros medicamentos ou por alimentos, de forma que ele deve ser tomado em jejum. Além disso, deve-se esperar no mínimo meia hora antes ingerir qualquer alimento.
De vez em quando, determinar a dose ideal pode levar alguns meses. O hormônio tireoidiano é uma medicação que, após iniciada, poderá ser utilizada por toda a vida.

Hipertireoidismo

O tratamento inicial do hipertireoidismo utiliza medicamentos que reduzem a produção desses hormônios. É comum a associação com betabloqueadores para melhorar os tremores e reduzir a frequência cardíaca e as palpitações.
Outra opção é o tratamento com iodo radioativo, que leva a uma atrofia da tireóide e redução da produção dos hormônios. Quando o resultado é alcançado, a medicação é suspensa.
O tratamento do hipertireoidismo é longo, podendo durar mais de um ano. Em alguns casos, a cirurgia pode ser necessária para remover a glândula hiperativa.

Nódulos tireoidianos

O tratamento dos nódulos varia desde a observação e controle periódico com exames de imagem, nos casos benignos, até a cirurgia (tireoidectomia) no caso de câncer.

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