Mulher gordinha medindo a circunferência da barriga

Dra. Adriana Bonfioli

A síndrome metabólica (também conhecida como síndrome X ou síndrome da resistência insulínica) é uma condição de saúde grave. Afinal, reúne alguns dos principais fatores de risco para doenças como: diabetes, acidente vascular cerebral (AVC) e cardíacas do geral.

Sendo assim, pode-se dizer que os seguintes quadros estão inclusos nessa síndrome:

Essa condição, apesar de nociva, é muito frequente. A síndrome x nada mais é que um resultado de maus hábitos como o consumo excessivo de açúcares e gorduras saturadas, associados ao sedentarismo e fatores genéticos. E, infelizmente, todos nós sabemos o quanto isso é comum nos dias atuais.

Diagnóstico

É importante lembrar, antes de tudo, que possuir apenas uma dessas alterações não significa, necessariamente, que você tem síndrome metabólica. Porém, é claro que a presença delas (seja uma ou mais) pode indicar uma predisposição a mais para o desenvolvimento de uma doença crônica. É por isso que é tão importante manter o check-up em dia!

No geral, o diagnóstico da síndrome x é feito na presença de três ou mais dos fatores abaixo:

  • circunferência abdominal acima de 89 centímetros nas mulheres e 102 centímetros nos homens;
  • nível de triglicérides acima de 150mg/dl;
  • colesterol HDL abaixo de 40mg/dl nos homens e 50mg/dl nas mulheres;
  • pressão arterial acima de 130/85 mmHg;
  • glicemia em jejum maior que 100mg/dl.

Causas

As causas exatas para o desenvolvimento dessa condição não são conhecidas. Porém, observa-se uma associação com o sedentarismo e a obesidade.

Além disso, sabe-se que muitas características da síndrome metabólica estão relacionadas à resistência insulínica. Esta, por sua vez, é uma deficiência do organismo ao usar a insulina, hormônio produzido no pâncreas e responsável pela entrada de glicose nas células (promovendo energia).

Para entender melhor: nesses pacientes, as células não respondem bem à insulina, fazendo com que a glicose permaneça no sangue e, consequentemente, elevando a glicemia (taxa de glicose no organismo).

Outros fatores que aumentam a chance de desenvolvimento da síndrome metabólica são:

  • idade: o risco da doença aumenta com o envelhecimento;
  • genética: hispânicos, asiáticos e afrodescendentes possuem um risco maior de desenvolver a condição;
  • obesidade: o excesso de gordura, especialmente no abdômen, aumenta o risco da síndrome;
  • diabetes: há uma chance maior de desenvolvimento da síndrome metabólica em casos de diabetes gestacional, ou em pacientes com histórico familiar de diabetes tipo 2;
  • outras doenças: o risco também aumenta em casos de síndrome do ovário policístico, de esteatose hepática e de apnéia do sono;
  • medicamentos: alguns medicamentos para tratamentos de inflamações ou alergias, por exemplo, podem provocar o aumento de peso, alterações na pressão sanguínea e nos níveis de colesterol e de açúcar no sangue, o que aumenta o risco da síndrome.

Consequências da síndrome metabólica

Quando não tratada, a síndrome x pode resultar em sérios problemas para a saúde. Algumas complicações são:

  • diabetes tipo 2;
  • arteriosclerose;
  • ataque cardíaco;
  • acidente vascular cerebral (AVC);
  • esteato-hepatite não alcoólica (NASH), uma doença que, sem tratamento, pode provocar cirrose ou até mesmo a falência do fígado.

Tratamento

A síndrome metabólica não é uma doença, mas uma condição médica que reúne diversos fatores de risco para o desenvolvimento de outros problemas de saúde.

Portanto, não é de se espantar que algumas mudanças BÁSICAS no estilo de vida podem tanto prevenir, como tratar o problema e, claro, reduzir significativamente esses riscos. São elas:

  • a prática de, pelo menos, 30 minutos diários de atividades físicas (nada de preguiça!);
  • uma alimentação rica em vegetais, frutas, proteínas magras e grãos integrais;
  • moderação no consumo de gorduras saturadas e de sódio;
  • a manutenção do peso ideal;
  • não fumar;
  • administrar o estresse.

O acompanhamento médico também é necessário para se verificar a necessidade do uso de medicamentos para controlar a pressão arterial, colesterol e os níveis de glicose no sangue.

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