Sinais de autismo: como identificar o TEA em crianças de 4 a 7 anos?

Ao ar livre, garoto sorridente de uns 4 a 7 ano com autismo está mexendo em sua blusa azul.

É muito comum que a maioria dos sinais de autismo se tornem mais perceptíveis quando a criança está próxima, ou na idade escolar. Isso acontece porque os ambientes de aprendizado, principalmente aqueles mais tradicionais, tendem ser um pouco opressores e rígidos, desencadeando os sinais desta condição, ou tornando-os mais óbvios.

Além disso, é normal que um(a) pequeno(a) com TEA, mais tarde, tenha algumas dificuldades sociais e de comunicação com outras crianças.

Pensando nisso, listamos algumas características comuns do autismo percebidas em crianças dos 4 aos 7 anos. Para saber quais são elas e entender os próximos passos, continue conosco.

São sinais de autismo em crianças dos 4 aos 7 anos:

1. Sociais

  • Preferir passar mais tempo sozinha, em vez de com outras crianças;
  • exigir que as outras crianças brinquem à sua maneira, seguindo suas próprias regras. Do contrário, fica bastante chateada e irritada;
  • ter dificuldade para entender as regras sociais de uma amizade;
  • ter dificuldade em fazer amigos;
  • ter dificuldade/resistência em se relacionar com crianças da sua idade e preferir brincar com crianças mais novas ou adultos;
  • ter dificuldade para ajustar seu comportamento a diferentes situações sociais;
  • invadir o espaço pessoal do outro, chegando muito perto das pessoas, pegando coisas das mãos delas etc.

2. Linguagem e comunicação

  • Ter dificuldade para revezar nas conversas – por exemplo, responder a perguntas, puxar assuntos etc;
  • falar muito sobre os tópicos favoritos, mas achar difícil falar sobre outras coisas;
  • interpretar as coisas literalmente – por exemplo, confundir-se com expressões como “sebo nas canelas”, acreditando que a pessoa realmente irá passar sebo nas canelas, ou “arregaçar as mangas”, realmente puxando as mangas;
  • ter um tom de voz incomum ou conversar de uma forma monótona (por exemplo, falar muito alto, com sotaque etc);
  • ter um vocabulário formal e antiquado;
  • considerar difícil seguir instruções com mais de uma etapa;
  • ter dificuldade em decifrar pistas não verbais, como linguagem corporal, olhares ou tons de voz, para entender como outra pessoa está se sentindo;
  • executar poucas expressões faciais;
  • usar poucos gestos para se expressar.

3. Comportamento

  • Reproduz movimentos repetitivos como, por exemplo, agitar as mãos, balançar para frente e para trás, girar etc;
  • ter interesses ou obsessões incomuns como, por exemplo, colecionar algo, memorizar estatísticas de futebol, mas não estarem realmente interessados ​​nos jogos, etc
  • ter comportamentos compulsivos (alinhar coisas ou sentir a necessidade de fechar todas as portas da casa);
  • ter um apego incomum a objetos (brinquedos, acessórios etc);
  • brincar com os brinquedos da mesma maneira;
  • gostar de partes específicas de um brinquedo e brincar somente com elas (geralmente rodas ou peças giratórias);
  • sentir-se incomodada com mudanças e preferir de seguir rotinas (sentar no mesmo lugar para todas as refeições, comer algo específico no almoço, utilizar somente um tipo de talher para tal, e por aí vai);
  • reproduzir movimentos corporais repetitivos e/ou incomuns, como bater as mãos ou se balançar;
  • fazer ruídos repetitivos (grunhidos, pigarros etc);
  • ser sensível à certas experiências sensoriais (como, por exemplo, perturbar-se com certos sons, roupas desconfortáveis ou alimentos com texturas diferentes);
  • ser menos responsiva à dor do que outras crianças;
  • ter dificuldade para dormir, ou descansar a noite inteira;
  • ter hiperatividade ou atenção curta;
  • passar por problemas psicológicos como, por exemplo, ansiedade ou depressão;
  • recusar-se ir à escola (sentir-se confusa, oprimida pelos colegas, ficar mais vulnerável na falta dos pais/responsáveis etc).

Atenção: é importante entender que uma criança com TEA não terá os mesmos sintomas e comportamentos que outras criança com a mesma condição. Afinal, o nível e as características do autismo podem variar bastante de caso para caso.

Quais são os próximos passos?

Caso seu(sua) filho(a) tenha apresentado alguns dos sinais de autismo descritos ao longo deste artigo, marque uma consulta com o pediatra imediatamente. Dependendo do caso, é comum que a criança seja encaminhada a um especialista capacitado para que vocês, juntos, planejem o melhor tratamento para ela.

No mais, para saber mais detalhes sobre o TEA, leia os artigos abaixo:

Até a próxima!

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Pediatria

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