Duas mulheres com máscaras se cumprimentando com o cotovelo em sinal de apoio por causa do setembro amarelo. Ambas estão com blusas da cor amarela.

Dra. Adriana Bonfioli

Desde o começo deste ano, o alastramento da COVID-19 têm impactado a saúde emocional das pessoas de várias maneiras. A pandemia tem causado medo, ansiedade, depressão e estresse. Neste cenário, as campanhas do setembro amarelo nunca se fizeram tão necessárias.

Fatores como o distanciamento social e o bombardeio de informações sobre esse novo vírus desencadearam/agravaram uma série de condições mentais que, se não tratadas, podem se agravar e até levar muitas pessoas ao suicídio.

Pensando nisso e aproveitando a temática deste mês, resolvemos vir aqui conversar um pouco com vocês sobre esses assuntos. Vamos lá?

Um pouco sobre o setembro amarelo

Considerada uma das campanhas mais importantes do ano, o Setembro Amarelo vem, desde 2014, conscientizando e informando a população sobre saúde mental e prevenção do suicídio.

De acordo com a WHO (World Health Organization), o ato de tirar a própria vida é cometido por cerca de 800.000 pessoas todos os anos e, mais ainda: é a principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos de idade.

Mais do que nunca, precisamos evitar que esses números se repitam, ainda mais considerando a pandemia que estamos vivendo. A melhor forma de fazer isso, como você já deve saber, é educando a população sobre o suicídio e, claro, ensinando todos a reconhecerem precocemente os comportamentos que levam a ele .

Sinais de alerta

Existem alguns comportamentos muito comuns entre pessoas que estão correndo risco de suicídio. São eles:

  • verbalização do ato (fazer comentários, anotações e/ou publicações sobre querer morrer, dormir e não acordar mais, sumir da terra, não ser um fardo para mais ninguém etc);
  • demonstrar intenções ou ideias suicidas (pesquisar sobre o assunto e arrumar meios para fazê-lo);
  • verbalizar o fato de que não encontra razões para viver ou não se importa com a própria morte;
  • auto-isolamento;
  • mudanças bruscas de humor.

O que você pode fazer para ajudar (especialmente durante a pandemia)?

  1. Encontre um momento apropriado e calmo para conversar. Seja um bom ouvinte, demonstre que você está levando tudo o que ela diz muito a sério e nunca faça críticas, julgamentos e nem piadas sobre o assunto.
  2. Se vocês não puderem se aproximar devido à pandemia, mantenha contatos diários com a pessoa e, se possível, peça ajuda dos vizinhos e amigos que estão mais próximos para que todos, juntos, possam ficar de olho nela.
  3. Se a pessoa conversar abertamente sobre o suicídio, sugira que ela recorra à linha de apoio oficial (basta ligar para o 188. O contato é gratuito e sigiloso).
  4. Incentive a pessoa a buscar por ajuda profissional e, se preciso, ajude-a na procura do profissional ideal (psicólogos, psiquiatras, grupos de apoio etc – muitos destes, inclusive, estão fazendo sessões virtuais para continuarem atendendo seus pacientes durante a pandemia).
  5. Se possível, nunca deixe a pessoa sozinha (ofereça passar o período de distanciamento social junto a ela, ou procure um parente/amigo de confiança que possa fazê-lo).

Tome uma atitude (divulgue o Setembro Amarelo!)

Ok. Sua saúde mental está em dia e, aparentemente, a de todas as pessoas do seu círculo social também. Isso é ótimo. Porém, esse é mais um motivo para que todos vocês sejam ativos na prevenção do suicídio.

Para isso, basta usar este artigo para educar seus amigos e familiares sobre os fatores de risco e sinais de alerta para o suicídio e ensiná-los a reagir a essa situação de forma adequada.

Além disso, lembre-se de que os nervos estão à flor da pele. Se possível, apure bastante as notícias e publicações que receber sobre o COVID-19 antes de compartilhá-las, e evite ao máximo contribuir com a “cultura do medo” e com as fake news.

Por fim, cuide-se durante esse período tão difícil. Para isso, leia nossos artigos sobre como lidar com as dificuldades dessa pandemia e, claro, espalhem nossa palavra para todas as pessoas amadas! Assim, conseguiremos vencer essa crise.

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