A importância da saúde intestinal na infância

Mãe alimentando seu bebê com papinha para promover a saúde intestinal na infância

A saúde intestinal vem sendo alvo de diversas pesquisas em todo campo da ciência. Atualmente, sabemos que existem mais funções nele do que a de absorção, principalmente quando falamos no intestino delgado.
Para contextualizar a importância da microbiota intestinal, precisamos considerar alguns fatos:

  • 70 a 80% das células do nosso sistema imune estão concentradas no intestino.
  • Cerca de 100 milhões de neurônios estão conectados no intestino por meio de sinapses que produzem vários neurotransmissores. Estes, por sua vez, regulam várias funções como, por exemplo, a absorção, a secreção, a excreção e a sensibilidade, principalmente à dor.
  • 95% da serotonina total do organismo é produzida na região do intestino, fato que explica os vários estudos mostrando a influência dos circuitos intestinais no comportamento, humor e saciedade.

“O segundo cérebro”

Tamanha são as interações do intestino com todo o corpo que hoje já o chamamos de “o segundo cérebro”. Dentro dele, habitam trilhões de bactérias que podem ser do bem, ou do mal. A elas, damos o nome de microbioma.
O microbioma intestinal apresenta vias neuronais que modulam toda a saúde do nosso organismo. É preciso que tenhamos um equilíbrio entre as bactérias que habitam no nosso intestino. A esse equilíbrio, damos o nome de eubiose.

Tipos de microbioma

Já temos conhecimento que o microbioma pode ser transitório, ou residente. E aí, a diferença poderá causar alterações na vida inteira da criança.
O microbioma residente é formado até os cinco anos de idade. Nesse período, vamos determinar quais cepas habitarão naturalmente nosso intestino. E cada cepa, ou tipo de bactéria, é responsável por um padrão de resposta em nosso corpo.
Elas variam desde diminuir permeabilidade intestinal, inflamação sistêmica, alergias alimentares, até a prevenção de quadros como obesidade, doença inflamatória intestinal, hipertensão arterial e até mesmo o Alzheimer.
O microbioma transitório varia em quantidade de bactérias, com o estado geral de saúde (constipação, diarreia, viroses) e de acordo com a alimentação.
A colonização intestinal no começo da vida também varia, só que de acordo com tipo de parto, com a idade gestacional ao nascer, se o bebê foi amamentado pela mãe ou não, e começa a ser alterado já pela introdução alimentar.

Atenção: vale ressaltar que a introdução alimentar vai desde o sexto mês de vida até a criança completar dois anos.

A forma como a criança é apresentada aos alimentos não só irá implicar na formação imediata do microbioma, como na maneira em que ela lidará com o alimento durante a vida. E, bem… Sabemos que é necessária uma alimentação saudável para que esse microbioma formado se mantenha em número e condições apropriadas.
Uma vez que o microbioma influencia diretamente no sistema imune, uma vez aproveitada a janela imunológica da primeira infância, podemos evitar doenças atópicas também na vida adulta!

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Nutricionista, especializada em nutrição materno-infantil e introdução alimentar. Atende na Magno Veras Clínica Pediátrica, em Belo Horizonte.

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