babá brincando com criança em uma sala com alguns brinquedos

Dra. Denise Brasileiro

Depois que chega um bebê em casa, novas preocupações aparecem: enxoval, escolha do pediatra, vacinas e, é claro, a contratação de e uma babá.

Os filhos são os nossos bens mais preciosos e, por isso, precisamos saber escolher as melhores pessoas para tomarem conta deles enquanto estivermos ausentes.

Porém, na maioria das vezes, quando vamos elegê-las, esquecemos de um detalhe importantíssimo: a saúde delas. Por isso, o primeiro passo (e talvez mais importante) para contratar uma babá, é saber como ela está.

Contratar uma babá exige cuidados especiais

Para trabalhar em uma grande empresa, os funcionários contratados são submetidos a uma avaliação admissional. Nela, uma série de exames são realizados e estes são peças importantíssimas para o bem-estar geral da empresa.

O mesmo serve para a sua família. As crianças são mais vulneráveis a adquirirem doenças quando entram em contato com pessoas doentes.

Há 3 anos, tive que tratar de tuberculose uma criança de 2 anos, pois a sua babá foi diagnosticada com a mesma doença.

Outro para exemplificar a necessidade destes exames foi uma babá que, ao desenvolver um quadro de tosses, recebeu tratamentos ineficientes para o que, no fim das contas, era Coqueluche! Nesse meio tempo, ela continuou trabalhando com a família e acabou transmitindo a doença para o bebê.

Então, quando você fizer a escolha da profissional que irá exercer a função de babá, é preciso se atentar a alguns detalhes que podem (e vão) repercutir na saúde dos seus filhos. Aí vai uma checklist que servirá de base durante todo o processo:

  1. Agendar consulta com um clínico da confiança da família para fazer um exame admissional. Dica: cuidado com os exames admissionais de prestadoras deste serviço. As consultas costumam ser muito rápidas e nem todos os profissionais se preocupam com os detalhes.
  2. Leve o cartão de vacinas da funcionária para a verificação do médico e veja quais estão em falta. O ideal é renovar a vacina de gripe anualmente e também aplicar pelo menos uma dose da vacina contra a coqueluche (dtpa). A maioria das clínicas de vacinas também conferem esses cartões.
  3. Converse sobre o estilo de vida da funcionária. Pergunte a ela quais são os seus conhecimentos sobre autocuidado, como ela alimenta, se tem o hábito de fumar, se pratica alguma atividade física e se tem preocupações com a sua saúde como um todo.
  4. Devemos orientar o que é importante para nós, pais, em relação a higiene corporal como: usar unhas curtas e limpas, uso de cabelo preso, banhos diários, evitar uso de perfumes, evitar uso de muitos anéis e pulseiras, lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar as fraldas das crianças com frequência e preparo apropriado dos alimentos do bebê.
  5. Perguntar sobre o uso de medicamentos controlados.
  6. Avaliação odontológica (é de extrema importância pois, quando os dentes estão em mal estado de conservação, a babá pode transmitir bactérias cariogênicas para o bebê).

Todas essas recomendações somadas resultarão na escolha de um profissional com mais probabilidade de cuidar bem do seu filho, com muita segurança.

Não podemos também esquecer de oferecer refeições saudáveis a ela durante o período que estão em nosso lar. Afinal, não restam dúvidas de que manter uma alimentação adequada repercute diretamente na saúde de todos.

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