A poluição do ar pode ser responsável por 3,2 milhões de novos casos de diabetes tipo 2, a cada ano no mundo.

“Estimamos que cerca de 14% do diabetes no mundo ocorre devido aos níveis mais elevados de poluição do ar, que é um em sete casos”, disse o autor do estudo Ziyad Al-Aly, da Washington University e do VA Saint Louis Health Care System Missouri.

A menor forma de poluição por partículas, conhecida como PM 2.5, já está associada ao aumento do risco de doenças cardíacas, pulmonares, renais e outras doenças não transmissíveis e contribuiu para cerca de 4,2 milhões de mortes prematuras em 2015, escreveu a equipe do estudo, em The Lancet Planetary Health.

 A diabetes tipo 2 está associado á obesidade e ao envelhecimento. Isso ocorre quando o pâncreas não pode fazer ou processar, o suficiente, o hormônio insulina.

Para procurar uma ligação entre a poluição do ar e o diabetes tipo 2, os pesquisadores analisaram dados de 1,7 milhões de militares veteranos norte-americanos sem diabetes. Sāo comparados, pelos estudos, os níveis de PM 2.5 de onde eles viveram e o risco de serem diagnosticados com a doença, durante os próximos oito anos e meio. Os pesquisadores separaram o efeito independente da poluição do ar, levando em conta outros fatores de risco para a diabetes, como a obesidade.

Al-Aly e sua equipe analisaram os níveis mundiais do PM 2.5 para estimar a carga total de diabetes devido à poluição do ar. Segundo os cálculos da equipe , cerca de 3,2 milhões de novos casos de diabetes, 8,2 milhões de anos de vida perdidos por incapacidade e mais de 200 mil mortes por ano foram atribuídas à respiração do ar sujo. Os países subdesenvolvidos são os maiores responsáveis ​​pelo diabetes relacionado à poluição do ar.

Embora o ar nos EUA seja relativamente limpo, em comparação com partes da China, da Índia e de outros lugares, o pesquisador Al-Aly disse que “precisamos fazer melhor”.

Ele pediu a mudança para “fontes de energia que contribuem muito menos para a poluição, mais carros elétricos, mais carros híbridos, mais energia solar e fontes de energia eólica. Isso já está acontecendo, mas provavelmente não é rápido o suficiente. ”