PANDEMIA: como ela influencia no comportamento dos pets?

Cachorro tristonho no sofá por causa da influencia da pandemia

Durante a pandemia, um assunto que tem sido motivo de preocupações para muitos tutores seria o aumento da ansiedade de seus companheiros de 4 patas.
Ocorre que, como já foi comprovado, os bichinhos de estimação são ótimos companheiros e ajudam a melhorar o bem-estar dos humanos. Sendo assim, não é de se espantar que essa aproximação entre os dois se intensificou ainda mais durante o isolamento social.
Porém, nos consultórios e atendimentos domiciliares, as queixas sobre a mudança do comportamento deles aumentou significativamente. O fato é que eles não sabem o que está se passando no mundo e, bem… as alterações nas rotinas de TODAS as famílias foram imensas e significativas.
Pensando nisso, resolvi bater um papo com vocês sobre esse momento tão complicado que estamos vivendo e, claro, como ele pode influenciar na saúde e bem-estar dos nossos pets. No final, trago ainda algumas dicas de como tornar a situação mais fácil para os peludos. Vamos lá?

Como funciona o comportamento animal?

Acredite: os pets também podem sofrer, e muito, de ansiedade, estresse e outras alterações comportamentais devido à mudança de rotina repentina. São algumas das reações mais comuns a essa situação:

  • hiperatividade;
  • diminuição do apetite;
  • lambedura de patas;
  • destruição de objetos e brinquedos;
  • agressividade;
  • mudança do local onde fazem suas necessidades;
  • entre outras.

Durante um isolamento social, por exemplo, a aproximação e o maior tempo disponível para os pets parece benéfica. Contudo, o que muitos não sabem é que os bichinhos adoram uma boa rotina, principalmente quando há a possibilidade deles passarem um tempo sozinhos.
Logo, quando essa rotina é diretamente afetada, principalmente no que diz respeito à frequência e tempo dos passeios, a situação pode complicar, e muito.

Identificando padrões de comportamento preocupantes nos pets

O que os tutores devem se atentar é que esses sinais de estresse, ansiedade etc, muitas vezes, são prejudiciais não só aos pets, mas aos outros membros da família também. Pontuar essas mudanças e procurar um profissional para orientá-los, então, é muito importante para evitar prejuízos futuros.
Um grande exemplo dessas mudanças é o maior afeto e aproximação dos animais mais carentes, em que o tutor está mais disponível para “dar colo”, fazer carinho e até mesmo alguns agrados, como petiscos.
Temos que pensar que tudo isso vai passar e, portanto, tudo voltará ao que era antes. Consequentemente, os bichanos podem sentir mais ainda nossa falta quando estivermos fora e/ou menos disponíveis. Aí, obviamente, alguns efeitos nocivos a esse retorno da rotina da família não serão notados com tanta facilidade como agora.

E agora: o que fazer?

O isolamento social, muito importe para aqueles com sintomas/positivos para COVID-19, ou até mesmo para os grupos de risco, deve ser avaliado para quem tem animais de estimação acostumados com passeios diários, por exemplo.
Essas pessoas devem procurar outros cuidadores ou até mesmo alguns profissionais que fazem esse tipo de serviço para amenizar as mudanças bruscas na vida deles. Com relação à segurança da família, basta certificar-se de que o pet tenha suas patinhas higienizadas ao chegar em casa.

No mais, aí vão algumas dicas importantes para cuidar do seu animalzinho e manter a rotina anterior à quarentena:

  • separá-lo, por algumas horas do dia, em um cômodo da casa (que ele goste, claro) para que fique sozinho. Se o pet não se adaptar a essa rotina, coloque brinquedos interativos e/ou música baixinha no ambiente para que, depois que tudo voltar ao normal, fique mais fácil administrar a separação entre ele e a família;
  • continue com os passeios diários. Ao retornar, lembre-se de higienizar bem as patas. Além disso, evite sair em horários de pico e encontrar com outros tutores. Por fim, peça para que as pessoas não passem as mãos ou peguem no pet;
  • para a higienização das patas, procure produtos apropriados para os pets, que sejam neutros ou hipoalergênicos. Se houver dúvidas, peça uma orientação para o seu veterinário de confiança. E jamais utilize álcool em gel!!!!!;
  • procure brinquedos interativos e que enriqueçam o ambiente, para que o animal possa se distrair. São bons exemplos os dificultadores para pegar alimentos ou petiscos, onde o pet trabalha seu cognitivo e gasta energia ao mesmo tempo. Você pode, inclusive, fazer esse tipo de brinquedo (há vários na internet com garrafas pet), comprá-lo em pet shops ou encomendá-lo pela internet;
  • você também pode aproveitar esse tempo maior com o seu pet para ensiná-lo alguns comandos básicos e, ao mesmo tempo, distrai-lo. Há vários de como adestrá-lo na internet;
  • mantenha uma rotina de alimentação igual àquela anterior à pandemia. Isso é essencial para que, quando tudo passar, o pet não sinta tanto!

E quando tudo voltar, caso esse período de isolamento tenha sido prejudicial ao animal, considere retornar a rotina dele gradualmente, ou até mesmo colocá-lo em uma creche para tornar sua adaptação à nova rotina mais fácil.
Para maiores dúvidas e ajudas com o pet, converse com seu veterinário de confiança e mantenha sempre as rotinas de consultas e exames do seu melhor amigo em dia.

Gostou do texto? Mantenha-se sempre atualizado sobre as melhores escolhas para a sua vida com o nosso Blog e redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter)! Estamos te esperando.

Medicina Veterinária

Deixar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *