Cachorro coçando a orelha

Assinatura Hospital Veterinário Santo Agostinho

A otite canina é uma inflamação no ouvido, mais comum entre cães de raças que possuem orelhas longas, caídas e peludas. Ela pode afetar um ou os dois ouvidos e é uma das causas mais comuns de visitas aos veterinários.

O animal pode apresentar sinais variados, como dor, odor desagradável, vermelhidão e secreção. Muitos deles balançam a cabeça, sacudindo as orelhas.

Como é o ouvido dos cães?

O ouvido dos cães é dividido em três partes: meato externo, médio e interno. O meato externo é como um túnel revestido por cartilagem que transmite as ondas sonoras até o tímpano. Nesse local, as ondas são concentradas e amplificadas antes de entrar no meato médio.

A porção média do ouvido contém três ossinhos que transmitem as ondas sonoras até o meato interno, onde se encontra o órgão da audição chamado cóclea, e depois até o nervo auditivo. Na porção interna do ouvido está localizado também o aparelho vestibular, órgão ligado ao equilíbrio.

Tipos de otite canina

A otite é classificada de acordo com a sua localização:

  • Otite externa;
  • otite média;
  • otite interna.

Raças mais afetadas

São mais afetadas as raças de orelhas longas e peludas como:

  • Cocker Spaniel;
  • Teckel;
  • Basset Hound;
  • Golden Retriever;
  • Dachshund;
  • Setter Irlandês;
  • Labrador Retriever;
  • Pastor Alemão.

Causas de dor de ouvido nos pets

As causas da otite são variadas, e normalmente mais de uma está presente ao mesmo tempo. Algumas das causas são:

  • Excesso de sujeira no ouvido do animal;
  • infecções bacterianas e fúngicas;
  • presença de corpos estranhos no ouvido;
  • presença de tumores ou pólipos;
  • alergias (alimentar e dermatite atópica);
  • parasitas (carrapatos, ácaros);
  • produção excessiva de cera;
  • predisposição genética.
  • Sintomas de otite canina

    • Forte coceira em uma ou nas duas orelhas;
    • secreção;
    • mau cheiro na região do ouvido;
    • vermelhidão, inchaço e crostas na orelha e ouvido;
    • sensibilidade ao toque e mesmo ao movimento das orelhas. O cão pode ficar com a cabeça inclinada para um lado ou balançando a cabeça de um lado para o outro, em virtude da dor;
    • febre;
    • perda de apetite.

    Algumas complicações

    • Otohematoma: inchaço da parte pendulosa da orelha, causado pelo rompimento de alguns vasos no interior da cartilagem auricular e acúmulo de sangue. É provocado pelas coceiras ou pelo ato excessivo de balançar, esfregar ou bater a cabeça em objetos para aliviar a dor.
    • Inflamação do aparelho vestibular: desorientação, andar em círculos ou cabeça permanentemente torta.
    • Perda de audição.

    Diagnóstico da otite nos cães

    O diagnóstico da otite é clínico, porém, a realização de exames é importante para determinar a causa, a gravidade e para direcionar melhor o tratamento.

    O veterinário poderá realizar:

    • Otoscopia (exame do canal auricular);
    • citologia de cerúmen (exame microscópico da secreção do ouvido que procura apontar se a otite é provocada por fungos ou bactérias).
    • hemograma (casos selecionados);
    • radiografia do crânio (casos selecionados).

    Tratamento da otite canina

    O tratamento da otite no cão depende da origem e da fase de evolução. Uma limpeza profunda na região – que em alguns casos exige aplicação de anestesia – deve ser realizada.

    O veterinário pode prescrever medicamentos tópicos ou sistêmicos: antibióticos, antifúngicos e anti-inflamatórios, de acordo com a causa da otite.

    O tratamento dura de uma a duas semanas e sua interrupção precipitada pode fazer com que a doença retorne e o tratamento tenha que ser reiniciado, muitas vezes com medicamentos mais fortes.

    Em quadros graves, em que a o canal auditivo se fecha ou quando há pólipos ou tumores ocluindo o canal, a intervenção cirúrgica é necessária, envolvendo abertura lateral do canal, drenagem e remoção dos tecidos infectados.

    Prevenção da otite

    • Frequente limpeza no ouvido, com atenção especial para cães de orelhas grandes, caídas e com excesso de pêlo.
    • Manter a orelha do animal seca, ficando atento especialmente após nadar, e para os momentos em que o cão vai à vasilha d’água.
    • Enxugar adequadamente a área auricular após o banho.
    • Tosar regularmente o excesso de pêlo da região.
    • Manter o animal com as unhas aparadas, para evitar que ele cause ferimentos ao se coçar.
    • Investigar e tratar doenças de pele e alergias associadas.

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