Casal de idosos se exercitando na bicicleta ergométrica

Dr. Emerson Fidelis

Os ossos são as estruturas que sustentam o peso do corpo e, junto com os músculos, ligamentos e tendões, participam dos movimentos. Eles se desenvolvem durante a infância e a juventude até chegarem ao máximo de sua densidade e força, que é em torno dos 30 anos de idade.

A densidade dos ossos depende da quantidade de colágeno e de minerais em sua composição, principalmente cálcio e fósforo. Além de fatores genéticos, uma dieta rica em cálcio e vitamina D é essencial para se construir ossos fortes. Além disso, a prática de atividades físicas é um fator importante! O exercício causa estresse nos ossos e eles respondem se fortalecendo.

Após a terceira e quarta décadas, os ossos tendem a se enfraquecer progressivamente. Essa perda de colágeno, cálcio e fósforo faz parte do processo natural de envelhecimento dos ossos. Quando excessivo, leva à osteoporose.

O que acontece com os ossos com o passar do tempo?

Em torno dos 40 anos de idade, os níveis de estrógeno começam a cair e a perda óssea se inicia. Durante os 5 a 7 anos após a menopausa, as mulheres podem perder até 20% da densidade de seus ossos!

Nos homens, a queda de hormônios é mais tardia, geralmente após os 50 anos, e mais gradual. A perda óssea nos homens é mais frequentemente conseqüência do uso de medicamentos que enfraquecem os ossos do que do próprio envelhecimento.

Causas da osteoporose

A osteoporose primária é conseqüência da redução de hormônios, que ocorre na menopausa, e do próprio envelhecimento. Na pessoa idosa, os ossos vão ficando porosos e enfraquecidos. Além disso, o intestino absorve menos cálcio e a pele produz menor quantidade de vitamina D, importante para o seu metabolismo.

A osteoporose secundária é causada por doenças ou pelo uso de medicamentos que interferem no metabolismo do cálcio como: hormônios tireoidianos, corticosteróides, medicamentos para câncer de mama ou próstata, ciclosporina e omeprazol.

Fatores de risco

Os principais fatores de risco para a osteoporose são:

  • sexo feminino;
  • idade acima de 50 anos;
  • história familiar;
  • níveis baixos de cálcio e vitamina D no sangue;
  • sedentarismo;
  • tabagismo;
  • consumo excessivo de álcool;
  • doenças que interferem com o metabolismo do cálcio (hiperparatireoidismo, artrite reumatóide, anorexia, câncer, alcoolismo, diabetes mellitus, doenças do fígado, entre outras)
  • medicamentos que aumentam a perda óssea (corticosteróides, medicamentos para câncer de mama ou próstata, ciclosporina, omeprazol entre outros).

Sintomas da osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa que não apresenta sintomas até que ocorra uma fratura óssea, frequentemente no quadril, coluna ou punho.

A fratura de quadril é o quadro mais grave de complicação da osteoporose, muitas vezes comprometendo a mobilidade e o nível de funcionamento do paciente. Complicações como embolia ou pneumonia após uma fratura de quadril podem ser fatais.

As fraturas de coluna são as mais frequentes e muitas vezes acontecem espontaneamente, sem um trauma, como ocorre na de quadril. As vértebras fracturadas ficam achatadas, encurtando a coluna vertebral. Pode progredir para a cifose ou curvatura excessiva da coluna.
A fratura do punho geralmente acontece quando a pessoa cai e se apóia na mão. Geralmente se recupera totalmente, mas pode haver deformidade e perda de função.

Como prevenir a osteoporose?

Para reduzir a perda óssea natural do envelhecimento, algumas medidas são necessárias:

Exercícios: uma combinação de atividades aeróbicas, como caminhada ou natação, e exercícios com pessoa, são ideais para preservar os ossos.

Cálcio e vitamina D: é importante consumir quantidades adequadas de cálcio e vitamina D na dieta e, se necessário, através de suplementos. Os alimentos mais ricos em cálcio são o leite e derivados, mas ele está presente também nos peixes, frutos do mar e na soja.

A vitamina D é primariamente produzida pela pele quando exposta ao sol, mas muitas vezes a quantidade é insuficiente. Alguns alimentos ricos em vitamina D são: ovos, fígado e peixes de água salgada. Na maioria das vezes é necessário suplementar a vitamina D.

Vitamina K: a vitamina K também é importante para manter os ossos fortes. As folhas verdes, brócolis, aspargos e repolho são ricos em vitamina K.

Parar de fumar: o tabagismo aumenta o risco de fraturas, além de ser nocivo também para todos os outros órgãos.

Reduzir o consumo de álcool: álcool em excesso enfraquece os ossos e aumenta as chances de quedas e fraturas.

Reduzir o consumo de sal: o excesso de sal na dieta faz com que os rins excretem mais cálcio, enfraquecendo os ossos.

Evitar refrigerantes: o fosfato presente nessas bebidas interfere na absorção de cálcio dos alimentos.

Cuidado com suplementos ricos em vitamina A: vários estudos mostram uma relação entre altas doses de vitamina A e fraturas. Seu precursor, o beta caroteno, não foi associado a fraturas e é considerado seguro.

Medicamentos para prevenir a osteoporose

Em alguns pacientes com baixa densidade óssea, estão indicados medicamentos para reduzir a reabsorção de cálcio e fortalecer os ossos.

Os mais comumente usados são os bifosfonatos (alendronato, risendronato, ibandronato e ácido zolendrônico). Eles apresentam alguns riscos para a saúde e não devem ser usados por tempo prolongado.

Para as mulheres pós-menopausa, existe a opção da terapia de reposição hormonal. Por causa do risco de câncer associado ao uso de hormônios, foram desenvolvidas medicações seletivas (SERMs) que atuam como estrógeno em algumas partes do corpo e têm ação anti-estrógeno no útero e na mama. Elas são utilizadas, também, para tratar sintomas da menopausa e para prevenir o câncer de mama.

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