médico apalpando joelho flexionado de criança deitada em uma maca

A síndrome de Osgood-Schlatter acontece por um estresse do tendão que liga a região do joelho às cabeças dos ossos longos (cartilagem de crescimento). Atinge jovens entre 9 e 18 anos, principalmente aqueles que praticam esportes e atividades físicas. É caracterizada por dor e sensibilidade na região do joelho. Foi descrita pela primeira vez simultaneamente em 1903 pelo norte- americano Osgood e pelo alemão Schlatter e faz parte do grupo de doenças conhecidos como Osteocondroses, que afetam a cabeça dos ossos longos e ocorrem durante a puberdade.

QUADRO CLÍNICO
Dor recorrente na região do joelho, após esforço físico;
Inchaço e vermelhidão na região;
Dificuldade em flexionar o joelho, em saltar ou correr;
Em alguns casos, a dor é acompanhada de febre.

As dores podem durar de poucos dias a algumas semanas e são normais períodos de melhora e piora durante a adolescência. A doença de Osgood-Schlatter se extingue com o crescimento total dos ossos, geralmente por volta dos 18 anos, raramente reaparecendo na idade adulta.

Em alguns casos, um pequeno nódulo ósseo cresce abaixo da patela. Esse nódulo é indolor, porém em atividades esportivas realizadas na idade adulta, pode chocar-se com a tíbia, causando dor e limitação física.

CAUSAS:
A doença de Osgood-Schlatter surge do esforço repetitivo do tendão que liga a região do joelho aos ossos longos.
Em atividades que envolvem salto, corrida e flexão, os músculos da coxa (quadríceps) puxam o tendão que liga a patela à cabeça dos ossos longos (epífise). O esforço excessivo e constante pode causar inflamação desses tendões e da epífise, mais sensível que outras partes do osso.

DIAGNÓSTICO:
O diagnóstico da síndrome de Osgood- Schlatter é feito através da avaliação da história do paciente e, se necessário, através de um exame de Raio-X.

TRATAMENTO:
Repouso de atividades físicas;
Aplicação de compressas de gelo;
Uso de joelheiras elásticas no joelho;
Fisioterapia;
Antiinflamatórios.

FATORES DE RISCO:
Idade: Abrange todo o período de puberdade, podendo atingir crianças de 9 até adolescentes de 18 anos.
Sexo: em outros tempos acreditava-se que a incidência era maior em meninos, comumente mais envolvidos em esportes. Hoje em dia não são perceptíveis diferenças entre os gêneros. As meninas apresentam a lesão mais cedo, já que alcançam a puberdade mais precocemente.

ESPORTES: A lesão é mais comum em jovens que realizam esforços físicos que envolvem os membros inferiores. Porém, o maior registro da lesão é notado em praticantes de:
Futebol
Basquete
Volei
Ginástica
Patinação Artística
Balé

PREVENÇÃO:
A aplicação de compressas de gelo na região do joelho após atividades físicas pode prevenir a inflamação do tendão e evitar a dor e o inchaço. Também são recomendados exercícios específicos para fortalecer músculos das pernas. Na prática de atividades físicas, deve-se realizar alongamentos antes e de exercícios de relaxamento depois.