Cachorro obeso sorridente na sala de casa

Santo Agostinho Assinatura

A obesidade é uma patologia que atinge cães, gatos e outras espécies, caracterizada pelo excesso de gordura no corpo. Se não tratada adequadamente, pode comprometer de forma severa a saúde e qualidade de vida do animal e ser um fator de risco para doenças graves.

Causas da obesidade em pets

  • Predisposição genética;
  • dieta imprópria – alimentação acima do indicado ou composta por ingredientes inadequados, fornecimento de petiscos e sobras;
  • disfunções hormonais – hiperadrenocorticismo e hipotireoidismo predispõe a obesidade;
  • castração – entre os machos, a retirada dos testículos cessa a produção de hormônios andrógenos, importantes para estimular o animal a se movimentar. Já as fêmeas castradas podem desenvolver a Síndrome de Cushing, que conduz ao inchaço do abdômen e flacidez dos músculos, levando o animal a beber e urinar com mais frequência. Gatos castrados correm três vezes mais risco de se tornarem obesos;
  • estilo de vida – o sedentarismo e a vida em ambientes restritos é um dos principais causadores da obesidade, principalmente entre os gatos.

Sintomas

O animal é considerado obeso quando há um excesso de peso de 15% ou mais. A inspeção visual e palpação é o método mais fácil de detectar a obesidade em pets, devendo-se atentar para os seguintes parâmetros:

  • não sentir a costela ao apalpar o corpo do animal;
  • depósitos de gordura na base da cauda e área lombar;
  • abdômen distendido;
  • depósito de gordura ao redor do pescoço;
  • cintura indefinida.

Algumas complicações

A obesidade pode diminuir, em até 1,8 anos, a expectativa de vida do animal. São muitas as complicações provenientes dessa patologia:

  • problemas ortopédicos: agravamentos em artrites e displasias;
  • problemas de coluna;
  • problemas respiratórios: a obesidade é um fator de risco para colapso de traqueia. Além disso, o acúmulo de gordura aumenta o esforço respiratório e leva à intolerância ao exercício, especialmente em cães braquicefálicos;
  • problemas cardíacos: gordura infiltrada e excesso de peso forçam o sistema circulatório, sobrecarregam o coração e também aumentam o risco de hipertensão;
  • maior risco de diabetes;
  • alterações no metabolismo: intolerância à glicose, desequilíbrio da produção de insulina etc;
  • fragilidade do sistema imunológico, o que aumenta sua propensão a contaminações;
  • hiperlipidemia: aumento de colesterol e triglicérides, e maior risco de pancreatite;
  • incidência de câncer: em humanos, a obesidade já foi relacionada a predisposição a várias neoplasias e, em cadelas, está sendo estudada como fator de risco para tumor de mama.

Diagnóstico

O diagnóstico de obesidade em pets normalmente é indicado após a palpação na região do tórax do animal. O veterinário pode se valer ainda da comparação do peso atual com verificações anteriores, ou com outros animais de mesma raça e idade.

Um exame completo também é necessário para avaliar possíveis riscos decorrentes.

Tratamento

  • Dieta especial: diminui a porção consumida pelo animal e restringe as refeições a horários fixos. É fundamental eliminar alimentos da dieta humana como guloseimas e ingredientes com excesso de carboidratos.
  • Uma consulta com veterinário ou mesmo um nutricionista é indicada para esclarecer a quantidade ideal a ser consumida, podendo sugerir rações ou dietas caseiras especiais para animais obesos.
  • Sessões de exercícios: um calendário rigoroso de atividades físicas pode ajudar na perda de peso, que deve ser iniciado com moderação, pois animais obesos se cansam mais facilmente e têm tendência a problemas locomotores.
  • Acompanhar o tratamento e a evolução da saúde do animal com avaliação do peso, visitas ao veterinário e check-ups periódicos.

Prevenção

  • Controlar a alimentação do animal: recomenda-se consultar o veterinário assim que adotar o pet e começar a dieta indicada de acordo com a raça e fase de crescimento. A alimentação nunca deve ficar disponível o dia inteiro. É importante, também, atentar-se para dietas especiais em casos de predisposição genética e animal castrado.
  • Exercícios físicos: também deve seguir o padrão indicado para a raça, idade, tamanho e estado de saúde. Caminhadas, brinquedos e enriquecimento ambiental ajudam numa rotina de atividades.

Fatores de risco para a obesidade em pets

  • Tendência genética de algumas raças caninas: labrador, golden retriever, collie, cocker spaniel, beagle, dachshund entre outras.
  • Gatos de raças domésticas, principalmente de pelo curto.

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