Transtorno borderline: o que você precisa saber sobre ele?

6 dados com adesivos colados em suas faces de de emojis demonstrando emoções variadas. Eles estão um ao lado do outro e um deles está sendo erguido por uma mão. A imagem representa a transtorno borderline

O transtorno de personalidade borderline (TPB ou transtorno limítrofe) é uma condição caracterizada pela dificuldade do paciente em regular suas próprias emoções. Isso significa, basicamente, que as pessoas borderline reagem a determinadas situações de forma intensa e prolongada, sendo extremamente difícil retornar a uma linha de base estável.
O transtorno é caracterizado por “instabilidade” emocional, impulsividade, tentativas/atos suicidas, comportamento de automutilação, sexualidade caótica, além de que o paciente apresenta com frequência um sentimento de vazio ou tédio.
Normalmente, o TPB começa a se manifestar na adolescência ou no início da idade adulta e, se não tratado corretamente, pode causar muito sofrimento.
Para saber tudo o que precisa sobre essa condição, continue conosco!

Causas

Como na maioria dos distúrbios psicológicos, a causa exata para o transtorno de personalidade borderline não é conhecida. No entanto, há pesquisas que sugerem que uma combinação de fatores ambientais e biológicos parecem aumentar o risco para esse transtorno. São elas:

  • estrutura do cérebro: existem evidências de que algumas diferenças na estrutura e função do cérebro, especialmente nas regiões que afetam o controle dos impulsos e a regulação emocional, podem contribuir para a manifestação do TPB.
  • História familiar: ter um parente próximo com transtorno de personalidade borderline pode aumentar os riscos para o desenvolvimento da doença.
  • Experiências negativas: muitas pessoas diagnosticadas com o transtorno limítrofe passaram por abusos, traumas ou negligência na infância, ou ainda foram separadas de seus cuidadores muito cedo.

Sintomas

Pessoas com transtorno borderline apresentam grandes oscilações de humor e podem sentir instabilidade e insegurança. Além disso, são outros de seus sintomas:

  • esforçar-se para evitar o abandono de amigos e familiares;
  • ter relações pessoais instáveis que flutuam entre idealizações exageradas (“Estou tão apaixonada(o) que chega a doer.”) e desvalorizações (“Como eu odeio essa pessoa!”);
  • ter uma autoimagem distorcida e instável, que afeta o próprio estado de espírito, valores, opiniões, objetivos e relacionamentos;
  • ter comportamentos impulsivos que, inclusive, podem ter resultados perigosos como, por exemplo, gastos excessivos, sexo sem proteção, direção imprudente ou uso indevido/excessivo de álcool e/ou drogas;
  • automutilação ou tentativa de suicídio;
  • passar por períodos (longos ou não) de depressão intensa, irritabilidade ou ansiedade;
  • ter sentimentos crônicos de tédio ou vazio;
  • sentir um sentimento de raiva inadequado, intenso ou incontrolável (frequentemente seguido de vergonha ou culpa);
  • ter crises de paranoia e até mesmo breves episódios psicóticos.

Os sintomas do TPB podem afetar diversas áreas da vida do paciente, incluindo trabalho, escola, relacionamentos, situação legal e saúde física. É por isso que o seu tratamento é tão importante.

Diagnóstico

Um profissional de saúde mental licenciado – como um psiquiatra ou psicólogo – está capacitado para diagnosticar o transtorno de personalidade limítrofe.
O transtorno borderline pode, ainda, vir acompanhada de outros transtornos mentais, o que pode dificultar o diagnóstico e, claro, o tratamento, especialmente quando os sintomas se sobrepõem.
Um paciente com TPB pode, por exemplo, apresentar sinais e sintomas de depressão, bipolaridade, ansiedade e transtornos alimentares.

E, por fim: o transtorno borderline tem cura?

Embora não tenha cura, esse transtorno mental é tratável. Portanto, obter ajuda profissional é fundamental para estabelecer uma terapia consistente e manter uma boa qualidade de vida.
Os tratamentos mais comuns para o transtorno de personalidade borderline são:

  • psicoterapia: é a alternativa padrão para o TPB. Dependendo do caso, ela não só é indicada para o paciente, como para todo o seu núcleo familiar, ajudando ambos a lidarem com o transtorno.
  • medicamentos: a equipe médica pode recomendar, ainda, medicamentos para ajudar a tratar certos sintomas como depressão ou alterações de humor.
  • outras opções: hospitalização, internação ou tratamentos mais intensivos podem ser necessários em tempos de crise.

No mais, quando tratado corretamente, o paciente com transtorno borderline pode levar uma vida normal e satisfatória.

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