Transtorno bipolar: causas, tipos, sintomas e tratamento

Dois blocos de madeira, um com uma carinha triste e outro com uma carinha feliz. Um está em cima do outro e representam o transtorno bipolar.

Todos nós temos altos e baixos, faz parte da vida. Contudo, quando essa oscilação emocional é mais intensa e prolongada, esse quadro pode representar o transtorno bipolar. Essa condição é caracterizada por episódios de mania ou depressão, que geralmente ocorrem sem que exista um motivo aparente.
Os episódios de mania são identificados como uma erupção abrupta de felicidade, pelo humor contagiante e todas as funções psíquicas aceleradas, podendo ocorrer emoções negativas como raiva e irritabilidade.
No período maníaco, o paciente tem redução da vontade de dormir, gastos excessivos (chegando a fazer compras de forma compulsiva), envolvimento em atividades de risco, bem como períodos de delírios de grandeza.
Em alguns casos, os sintomas do transtorno afetivo bipolar (TAB) podem ser sutis e, consequentemente, negligenciados por familiares, colegas de trabalho, etc. É por isso que entender um pouco mais sobre essa doença é tão importante.
Pensando nisso, preparamos um artigo com tudo o que você precisa saber sobre o TAB! Vamos lá?

Desenvolvimento do transtorno bipolar

Ainda não se sabe ao certo quais são as causas do transtorno bipolar. Pressupõe-se que fatores genéticos, associados a alteração dos níveis de neurotransmissores em certas áreas do cérebro possam estar envolvida.
A condição geralmente se desenvolve no final da adolescência ou no início da vida adulta – entre os 18 e 25 anos. E alguns, pode aparecer na infância, mas isso é incomum.
O transtorno afetivo bipolar provoca mudanças sérias no humor, na energia, no pensamento e no comportamento. Os episódios podem durar dias, semanas ou meses, e interferir nas tarefas, relações interpessoais e no cotidiano. A doença causa grande impacto na vida do paciente com prejuízo nos estudos, trabalho e vida familiar.

Fatores de risco

Os seguintes fatores de risco estão associados ao desenvolvimento do transtorno bipolar:

  • histórico familiar da doença, principalmente em parentes próximos como pais ou avós;
  • anormalidades nas estruturas e/ou funções do cérebro;
  • fatores ambientais: (estresse extremo, experiências traumáticas, doenças subjacentes etc);
  • sexo: (apesar de afetar os dois sexos, a bipolaridade é mais comum em mulheres);
  • anormalidades nas funções da tireoide (pessoas com transtorno bipolar geralmente apresentam hipotireoidismo ou tireoide hipoativa).
  • tendências a obesidade;
  • alterações de perfil lipídico (colesterol alto).

Gatilhos

Apesar de ser uma condição que pode se manifestar a qualquer momento, existem certos fatores que costumam desencadear nos pacientes sem acompanhamento médico períodos de crises maníacas e/ou depressivas da bipolaridade, . São os mais comuns:

  • eventos estressantes: podem ser positivos ou negativos como, por exemplo, uma reunião importante, o fim de um relacionamento, alguma mudança drástica na rotina da família etc;
  • alterações nos padrões de sono: dormir demais, dormir pouco, enfrentar problemas de fuso-horário etc;
  • mudanças na rotina:
    • começar uma nova atividade física, entrar para um grupo de estudos, tentar uma nova dieta, mudar de trabalho etc;
    • estimulação excessiva: sons específicos ou muito altos, consumo de cafeína, álcool, substâncias ou nicotina em demasia, luzes fortes etc;
  • doenças não controladas.

Sintomas

Como já explicamos ao longo do texto, o transtorno bipolar é caracterizado por três quadros principais: mania, hipomania e depressão.
Durante a mania, o paciente se sente extremamente eufórico, agitado e cheio de energia. Sendo assim, é comum que ele haja com bastante impulsividade podendo ter momentos de agressividade. O humor contagiante é notório neste período.
Na hipomania, os sinais e sintomas são semelhantes à mania, porém, menos intensos. Apesar de não afetar muito o cotidiano do paciente, ela ainda é bastante perceptível.
Por fim, em um episódio de depressão, o paciente pode experimentar:

  • tristeza profunda;
  • desesperança;
  • perda de energia;
  • falta de interesse nas atividades que gosta;
  • períodos de pouco ou muito sono;
  • ideações suicidas.

Tipos de transtorno bipolar

Existem três tipos principais de transtorno bipolar: I, II e desordem ciclotímica.
O transtorno bipolar I é caracterizado por episódios de mania (euforia excessiva) que costumam durar, no mínimo, uma semana, e períodos de depressão (que podem permanecer por semanas ou até meses).
Os sintomas de ambos os estados, aqui, são de grande intensidade e, dependendo das circunstâncias, podem comprometer o cotidiano do paciente, afetando suas relações pessoais e, claro, seu desempenho profissional.
No transtorno bipolar II, por sua vez, os episódios depressivos vêm alternados com crises mais leves de mania (as quais chamamos de hipomanias, que dizem respeito a um estado mais brando de agitação, euforia e, de vez em quando, agressividade). O diagnóstico desses casos é mais difícil.
Por fim, a desordem ciclotímica (também conhecida como ciclotimia ou transtorno ciclotímico) é caracterizada por pelo menos dois anos de ocorrência frequente de sintomas hipomaníacos que não podem ser diagnosticados como um episódio maníaco e de sintomas depressivos que não podem ser diagnosticados como um episódio depressivo maior.

Como saber se sofro de transtorno bipolar?

O diagnóstico dessa condição é feito pelo psiquiatra, com base no histórico do paciente e na observação dos sinais e sintomas durante as fases da doença.
Muitas vezes, o transtorno bipolar demora a ser diagnosticado, pois raramente pacientes que vivenciam o período de mania acreditam que estão doentes.
A maioria dos pacientes procuram ajuda médica apenas nos momentos de depressão, o que dificulta o diagnóstico preciso nas consultas iniciais com o especialista.

E por fim: o transtorno bipolar tem cura?

Infelizmente, não. A boa notícia, no entanto, é que ele pode ser controlado se o paciente fizer um controle psiquiátrico e medicamentoso regular, além do acompanhamento psicológico quando indicado.
Além disso, algumas mudanças no estilo de vida do paciente podem ajudar na administração das crises. São elas:

  • manter uma rotina saudável de alimentação, exercícios e sono;
  • evitar, sempre que possível, situações de estresse e angústia;
  • aprender, com a ajuda de um profissional da área, a reconhecer os episódios de bipolaridade, assim como seus gatilhos;
  • recorrer a grupos de apoio.

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Psicologia

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