Para prevenir ou tratar a osteoporose, dois idosos fazendo exercício de alongamento com auxílio de uma instrutora mais jovem.

Dr. Leo Cirino

A osteoporose é uma condição que afeta os ossos, tornando-os fracos, quebradiços e propensos a lesões.

As fraturas mais comuns nesses casos ocorrem no quadril, coluna vertebral e punho, e são mais frequentes em idosos e mulheres pós-menopausa.

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Como a osteoporose se desenvolve?

Os ossos são tecidos compostos, principalmente, por fosfato de cálcio (mineral que adiciona força e rigidez) e colágeno (proteína que forma a malha onde se depositam os minerais). Essa combinação é bastante importante porque lhe permite flexibilidade e resistência, fazendo com que ele suporte melhor os impactos e estresses exercidos contra o corpo.

Para se manter saudável, o osso passa por um processo de renovação constante. Em outras palavras, as porções “velhas” e “gastas” deste são reabsorvidas e substituídas por novas estruturas, mais fortes.

Durante a infância e a adolescência, esse ciclo é muito eficiente, fazendo com que os ossos, a cada processo, tornem-se maiores, mais pesados e mais densos. Isso acontece até a pessoa chegar na idade adulta, que é quando ocorre o pico de massa óssea.

Atenção: a osteoporose tem maior probabilidade de se desenvolver quando a pessoa não consegue atingir o pico ideal de massa óssea durante os anos de crescimento.

Após esse marco, a renovação óssea se torna mais lenta com a idade, fazendo com que, em dado momento da vida, a absorção das estruturas “gastas” do osso comecem a exceder a formação das novas.

Tudo isso, sem as condutas de prevenção/tratamento corretas (daqui a pouco vamos falar sobre elas), permite que o osso se torne mais “poroso” e, consequentemente, mais fraco e suscetível a fraturas.

Causas e fatores de risco

Ainda não se sabe, ao certo, quais são as causas da osteoporose. Porém, alguns fatores de risco podem ser relacionados a ela como, por exemplo:

  • idade (é o maior fator de risco para a osteoporose, atingindo homens e mulheres com mais de 35 anos);
  • menopausa (os ossos costumam se renovar ainda mais lentamente devido às mudanças hormonais associadas a ela);
  • uso prolongado de corticosteroides orais ou injetáveis;
  • hipertireoidismo e outras condições como doença celíaca, doença inflamatória intestinal, doença renal ou hepática, câncer, lúpus, mieloma múltiplo, artrite reumatoide;
  • ser caucasiano ou asiático;
  • ter um histórico familiar de osteoporose;
  • alimentação inadequada;
  • sedentarismo;
  • tabagismo;
  • baixo peso corporal.

Sintomas

Normalmente, a osteoporose não tem manifestações em sua fase inicial. Porém, uma vez que os ossos já estão enfraquecidos, pode-se notar os seguintes sinais e sintomas dessa condição:

  • dor nas costas (causada principalmente por uma fratura ou colapso das vértebras);
  • alteração da postura (manter-se inclinado para a frente, por exemplo);
  • diminuição da estatura;
  • fraturas.

Diagnóstico

O primeiro passo para o diagnóstico de osteoporose é a avaliação da massa óssea por meio de um Raio-X. Além disso, também pode ser solicitada uma densitometria óssea (para medir a densidade dos ossos, determinar o risco do paciente para fraturas e ajudar a estabelecer um tratamento apropriado).

Exames de sangue podem ser solicitados, a critério médico, para verificar as causas da perda óssea.

E por fim: a osteoporose tem cura?

Infelizmente, não. O tratamento da osteoporose se concentra na prevenção de novas perdas ósseas com a utilização de medicamentos específicos.

Também são essenciais mudanças no estilo de vida, como:

  • manter uma dieta saudável e rica em vitaminas, minerais e outros nutrientes importantes para a saúde do corpo, principalmente o cálcio e a vitamina D.
  • praticar exercícios físicos regularmente para melhorar a saúde óssea, aumentar a força muscular e aprimorar a coordenação e o equilíbrio.

Prevenção

Medidas que previnem a osteoporose:

  • alimentação saudável;
  • consumir a quantidade diária recomendada de cálcio e vitamina D (pode ser necessário suplementar, dependendo do paciente);
  • praticar exercícios físicos (principalmente musculação);
  • parar de fumar;
  • para mulheres, pesar os prós e os contras de uma terapia hormonal e manter as consultas ginecológicas em dia.

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