Candidíase vaginal: sintomas e tratamentos

Close de região da virilha de uma mulher. Ela está com as mão sobre a região por estar com dor causada pela candidiase vaginal. Close de região da virilha de uma mulher. Ela está com as mão sobre a região por estar com dor causada pela candidíase vaginal.

A candidíase vaginal é uma infecção fúngica provocada pela Candida albicans, um fungo do gênero Candida.
Esse fungo faz parte da microbiota normal do organismo, ou seja, vive em alguns locais do nosso corpo como pele, boca, intestino, vagina e garganta, sem causar problemas.
O que acontece é que esse fungo, quando encontra condições propícias, pode se proliferar excessivamente e, então, causar problemas.
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Tipos de candidíase

A Candida albicans pode provocar quadros infecciosos em vários locais do organismo:

  • Candidíase na boca e garganta: a candidíase orofaríngea é mais comum em recém-nascidos, idosos e pessoas com o sistema imune comprometido. Também chamado de “sapinho”, ela se apresenta como uma camada de manchas brancas na gengiva acompanhadas de vermelhidão e dor.
  • Candidíase vaginal: muito comum em mulheres, a infecção vaginal por Candida causa corrimento, prurido (coceira), vermelhidão e desconforto. A infecção pode ser transmitida ao parceiro durante o ato sexual, porém isso é incomum. No homem, a candidíase se apresenta como uma lesão avermelhada e pruriginosa.
  • Candidíase cutânea: a infecção de pele por Candida se apresenta como uma lesão avermelhada com coceira intensa. Acontece mais nas dobras de pele das axilas, pelve, entre os dedos e abaixo dos seios. No bebê, a Candida albicans é uma das causas das assaduras.
  • Candidíase gastrointestinal (monilíase): mais comum em pacientes com câncer e imunossuprimidos, a infecção do esôfago, estômago e intestino pela Candida albicans pode ser localizada ou difusa. O tipo de lesão mais frequente são úlceras e placas esbranquiçadas na mucosa.
  • Candidíase invasiva: quadros graves de infecção por Candida ocorrem quando esta invade a corrente sanguínea e chega até órgãos como os rins, coração, olhos, cérebro, ossos etc. A candidíase invasiva é mais frequente em pacientes hospitalizados.

Candidíase vaginal

É o tipo mais comum de candidíase em mulheres. Para se ter ideia, três a cada quatro pacientes passarão por isso em algum momento de suas vidas.

Causas e fatores de risco

Vários fatores podem favorecer o desequilíbrio da microbiota vaginal e a proliferação da Candida albicans:

  • uso de antibióticos;
  • excesso de açúcar e carboidratos na dieta;
  • diabetes descontrolada;
  • estresse crônico;
  • consumo excessivo de álcool;
  • gestação;
  • pílulas anticoncepcionais ou terapia de reposição hormonal;
  • uso de lubrificantes ou espermicidas;
  • baixa imunidade (HIV, uso crônico de corticosteroides, câncer etc).

Além desses fatores, algumas características ligadas ao estilo de vida aumentam o risco de candidíase:

  • calor;
  • umidade;
  • falta de higiene;
  • roupas apertadas;
  • absorventes perfumados;
  • lavar excessivamente a região genital, especialmente com duchas;
  • usar sabonetes e outros produtos perfumados na região;
  • calcinhas de materiais sintéticos.

Sintomas da candidíase vaginal

  • coceira e desconforto na vagina;
  • vermelhidão e inchaço (na vagina e vulva, parte externa dos genitais femininos);
  • dor e queimação ao urinar;
  • desconforto durante o sexo;
  • corrimento espesso e branco.

Diagnóstico

A candidíase, na maioria das vezes, é fácil de ser identificada durante a consulta com o ginecologista. Informações sobre sintomas e estilo de vida, complementadas com o exame físico são, na maioria das vezes, conclusivas.

Tratamento

A candidíase vaginal é tratada com medicamentos antifúngicos tópicos, intravaginais e orais. É importante destacar que o uso isolado de cremes antifúngicos trata apenas temporariamente os sintomas e, portanto, não resolve a infecção.

Prevenção da candidíase vaginal

Para prevenir a candidíase vaginal, as mulheres devem tomar os seguintes cuidados:

  • evitar o uso de sabão comum na região da vagina. Usar preferencialmente sabonetes íntimos e evitar lavar excessivamente;
  • após o banho, secar completamente a região e, de preferência, aguardar algum tempo antes de se vestir;
  • evitar roupas quentes e apertadas;
  • evitar calcinhas de material sintético (preferir puro algodão);
  • evitar banhos quentes demais, especialmente de banheira;
  • não ficar com roupas molhadas.

No mais, algumas das maneiras mais óbvias de não “facilitar” a situação para o fungo é investir sempre em um estilo de vida saudável, evitando excesso de açúcar e álcool, escolhendo alimentos saudáveis e praticando atividades físicas. Além disso, nunca faça o uso de antibióticos sem indicação e acompanhamento médico.

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Ginecologia

Médica, especializada em Ginecologia e Obstetrícia. Membro do corpo clínico Hospital Vila da Serra, Hospital Mater Dei e Maternidade Neocenter.

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