Homem idoso com aterosclerose com a mão no peito sinalizando dores nessa região

Adriana Bonfioli

A aterosclerose é uma doença causada pelo acúmulo de colesterol e outras substâncias na parede dos vasos. Forma-se uma placa ateromatosa que resulta uma diminuição da passagem do sangue e, eventualmente, trombose.

Se o sangue não consegue chegar até os tecidos, eles entram em sofrimento pela falta de oxigênio, o que resulta em isquemia ou infarto.

Como acontece a aterosclerose

A parede interna das artérias é recoberta por uma camada de células chamada endotélio. O sangue está em contato constante com essas células, transportando o colesterol e muitas outras substâncias.

O colesterol é transportado por estruturas chamadas lipoproteínas, das quais a mais relevante em relação à aterosclerose é o LDL.

As partículas de LDL têm a capacidade de penetrar no endotélio e se fixarem na parede do vaso. Logo se inicia um processo inflamatório no local que resulta na formação da placa ateromatosa. Essa placa cresce em direção à luz do vaso e pode se romper, causando a trombose.

Quanto maior o número de partículas circulantes de LDL, maior o risco de aterosclerose e complicações cardiovasculares.

Sintomas da aterosclerose

O depósito de colesterol na parede das artérias se inicia na infância e progride lentamente ao longo da vida.

Os sintomas surgem somente nos quadros avançados, quando a artéria está quase totalmente obstruída. Em alguns casos, um trombo pode se soltar da placa e ocluir uma artéria à distância, precipitando um quadro de infarto ou acidente vascular cerebral.

A apresentação da aterosclerose depende do local afetado:

  • Coração: dor no peito, angina.
  • Cérebro: fraqueza muscular, perda de sensibilidade, dificuldade para falar, perda transitória da visão, paralisia muscular.
  • Membros: dor nas pernas durante o caminhar (claudicação).
  • Rins: hipertensão arterial ou insuficiência renal.

Fatores de risco para aterosclerose

  • idade;
  • história familiar de doença cardiovascular;
  • hipertensão arterial;
  • colesterol elevado;
  • triglicérides elevados;
  • tabagismo;
  • aumento da resistência à insulina ou diabetes mellitus;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • dieta rica em açúcares e alimentos processados;
  • doenças inflamatórias crônicas.

Consequências

A aterosclerose pode evoluir com complicações graves, que variam de acordo com o órgão acometido:

  • Coração: infarto e parada cardíaca.
  • Cérebro: ataque isquêmico transitório ou acidente vascular cerebral;
  • Membros: úlceras, gangrena;
  • Rim: insuficiência renal;
  • Aneurismas: um aneurisma pode se romper e causar hemorragias.

Diagnóstico

O diagnóstico da aterosclerose é feito por meio de:

  • exame clínico;
  • exames laboratoriais;
  • ultrassom com doppler: avalia a vascularização e a pressão em diferentes pontos dos membros;
  • índice tornozelo-braquial: compara a pressão arterial no braço e no tornozelo;
  • eletrocardiograma;
  • teste ergométrico;
  • cateterismo cardíaco e angiografia coronária.

Tratamento

O tratamento da aterosclerose envolve mudanças de estilo de vida, incluindo dieta saudável e exercícios.

Medicamentos e cirurgia podem ser necessários, em casos mais avançados.

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