Nódulos nas mamas: o que eles podem ser?

Médica fazendo um procedimento de ultrassom em uma das mamas de uma mulher para ver se ela tem nódulos nas mamas

Normalmente, quando uma paciente encontra nódulos na mama, a primeira preocupação que vem à cabeça é o câncer. No entanto, eles são bastante comuns e, na maioria das vezes, benignos.

Existem diferentes razões para o desenvolvimento desses nódulos e, hoje, vamos conversar um pouco sobre cada uma delas e te deixar inteiramente por dentro desse assunto!

Atenção: antes de começarmos nosso bate-papo, precisamos dar um recado importante. A visita ao mastologista é ESSENCIAL para garantir que está tudo bem com os suas mamas, combinado? Então, se você sentir qualquer coisa fora do normal, marque uma consulta sem demora.

Afinal: como esses nódulos se desenvolvem?

  • A mama feminina é formada por:
  • lobos mamários (conjuntos de glândulas que produzem o leite);
  • ácinos (unidade responsável pela produção do leite)
  • dutos terminais (transportam o leite para os mamilos);
  • tecido conjuntivo fibroso;
  • tecido adiposo;
  • nervos, os vasos sanguíneos e gânglios linfáticos.

Sendo assim, não é de se espantar que a composição desses tecidos pode variar ao longo da vida. Por exemplo, quando uma mulher está amamentando, os seios começam a produzir leite e, consequentemente, ficam maiores e mais inchados, tudo por causa do “trabalho extra” que os lobos e dutos receberam.

No mais, o importante a se saber por aqui é que cada parte da mama pode reagir de maneiras diferentes às mudanças do corpo. Essas alterações, por sua vez, costumam afetar as sensações e a textura da mama, portanto conhecê-las é fundamental para detectar o aparecimento dos nódulos.

Pensando nisso, aí vão os nódulos mais comuns:

1. Fibroadenoma

É o tipo de caroço benigno mais comum nas mulheres. Sua principal característica é o fato de que, ao tocá-lo, é possível movimentá-lo com os dedos. Isso acontece porque ele tem uma forma sólida, limites precisos e consistência elástica.

Geralmente, ele é indolor e completamente inofensivo. Sua maior ocorrência é em mulheres de 20 a 30 anos e, dependendo do tamanho e/ou do seu crescimento durante o acompanhamento, pode ser necessário retirá-lo cirurgicamente.

2. Alterações funcionais benignas da mama (AFBM)

O termo alterações funcionais benignas da mama define uma condição clínica caracterizada por dor e/ou nodularidade mamária que aparece no começo do menstruação, inicia-se ou intensifica-se no período pré-menstrual e tende a desaparecer com a menopausa.

É mais comum encontrar AFBM em mulheres de 35 a 50 anos, principalmente nas fases de pré-menopausa, menopausa e pós-menopausa.

Por fim, elas não requerem tratamento e nem remoção, porém, podem ser um pouco desconfortáveis.

3. Cistos simples

Os cistos simples da mama nada mais são que “bolsas cheias de líquido”. Sua quantidade, assim como sensibilidade e tamanho, mudam de acordo com a fase do ciclo menstrual em que se encontram.

Quando palpáveis ou sintomáticos, eles costumam ser tratados por meio de um procedimento simples de aspiração com agulha fina. Porém, é importante dar “tempo ao tempo” porque, na maioria das vezes, eles desaparecem por conta própria.

4. Papilomas intraductais

São pequenos nódulos benignos que crescem no revestimento do ducto mamário. Por esse motivo, eles raramente são identificados em exames de imagem.

Eles geralmente afetam mulheres de 30 a 50 anos e podem causar um pequeno sangramento no mamilo.

Importante: apesar de raro, é possível que os papilomas tenham “atipias” (diferenciações em suas células que aumentam o risco para o câncer de mama). Além disso, existe o risco de haver outras lesões mais graves junto ao papiloma.

Sendo assim, em todos os casos, o primeiro passo é realizar uma biópsia que, geralmente, consegue retirar toda a lesão. Se o resultado vier sem nenhuma atipia, e o nódulo não for mais percebido pelo ultrassom, a paciente pode seguir tranquilamente sem maiores procedimentos.

5. Necrose gordurosa

A necrose gordurosa acontece quando há um trauma na mama. É mais frequente após procedimentos cirúrgicos como, por exemplo, a mamoplastia. As alterações fazem com que o tecido adiposo pare de receber irrigação sanguínea e entre em sofrimento.

Com o tempo, ocorre necrose do tecido e formam-se pequenos nódulos calcificados.

Os nódulos são geralmente redondos, firmes e indolores. Geralmente, não precisam ser tratados e costumam ser diagnosticados meios de imagem e história de cirurgia prévia.

Quando você deve procurar um médico?

O primeiro passo para saber se há algo de errado com as suas mamas é se familiarizar com elas. Para isso, aprender a fazer o autoexame é essencial. Assim, quando houver qualquer tipo de alteração, você saberá identificá-la.

Banner da campanha Outubro Rosa Awor Mulher. Na esquerda tem o escrito outubro rosa um toque de cuidado pode mudar toda a história. Na direita, tem a imagem de uma mulher com a mão em cima de um dos seios fazendo o auto exame. Ao fundo, tem a logo da Awor com o Laço da campanha destacado.

O autoexame:

Infográfico indicando os procedimentos do autoexame das mamas

Consulte o seu médico se descobrir alterações como:

  • nódulo(s) na mama ou axila que persiste(m) após a menstruação;
  • mudança no tamanho, formato ou contorno dos seios;
  • protuberância ou massa (de qualquer tamanho) na região das mamas;
  • mudança na aparência ou sensibilidade em alguma parte da mama ou mamilo;
  • liberação espontânea de fluido claro ou com sangue do mamilo;
  • vermelhidão no seio ou mamilo;
  • coceira, vermelhidão, descamação, ondulações ou irregularidades nas mamas ou mamilos.

Diagnóstico

Durante a consulta médica, o mastologista lhe fará uma série de perguntas sobre o nódulo e, claro, examinará suas mamas. Porém, para confirmar suas suspeitas, ele pode pedir os seguintes exames:

  • mamografia: é uma espécie de raio-X das mamas que ajuda a identificar anormalidades precoces;
  • ultrassom: procedimento que usa ondas sonoras para produzir imagens da sua mama;
  • ressonância magnética: teste que usa campos magnéticos para gerar imagens detalhadas das mamas;
  • punção aspiração por agulha fina: coleta de células por meio de uma agulha;
  • biópsia: procedimento que envolve a remoção de um fragmento de tecido para análise em microscópio. Pode ser por meio de agulha, vácuo ou cirurgia.

E, por fim: acompanhamento

Após o diagnóstico, o médico decidirá se a frequência do acompanhamento dos nódulos pode seguir o protocolo apropriado para sua idade ou se você irá precisar de um monitoramento mais frequente.

 

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