Mãe fazendo carinho na cabeça de bebê na cama

Um momento de descanso e tranquilidade é, para muitas famílias, um verdadeiro pesadelo. Estudos realizados em diversos países mostram que 10% a 30% das crianças de 1 a 3 anos têm problemas de sono.

Muitos fazem pirraça para se deitar, demonstram claramente que não querem se separar dos pais, choram, afirmam que estão com fome ou com medo, tudo para adiar a hora de dormir.

Os relatos dos pais reforçam que as noites mal dormidas geram mal-estar em todos os membros da família. Além disso, eles também estão cientes de que dormir bem é importante para a saúde e o crescimento de seus filhos.

Os especialistas acrescentam que a ausência de sono faz mal para a saúde e interfere no desenvolvimento dos bebês e das crianças.

Cansaço e dificuldades comportamentais são consequências comuns nestes casos. Alteração motora, ansiedade e depressão também estão na lista das doenças causadas. O importante, no entanto, é não desistir.

Fazer o filho dormir com qualidade requer persistência e paciência e, muitas vezes, ajuda profissional.

E quando a noite cai, como agir?

Frequentemente, os pais têm dificuldades para levar as crianças para a cama à noite. Algumas demoram a dormir e há episódios frequentes de despertar durante a madrugada.

Nos bebês e crianças pequenas, as dificuldades surgem quando os pais, sem saber, criam estímulos indesejáveis associados ao sono, como balançar demais nos braços ou oferecer a mamadeira. Quando acordam na madrugada, eles esperam novamente por estes estímulos. O ideal é que, desde o início, os pais deixem a criança pegar no sono no próprio berço.

Diferentes níveis de métodos de modificação comportamental envolvem os pais que são orientados a reduzir, gradualmente, os rituais negativos associados ao sono. Um bom exemplo é aumentar o período entre cada visita ao quarto da criança e não desmoronar diante do primeiro choro. Conforte-o, dê-lhe um beijo, deseje boa noite e saia.

Não é fácil, mas é possível! Não desanime.

Medidas de fortalecimento da confiança são importantes no ensino da regulação do sono. A segurança e o bem-estar também precisam ser promovidos durante o dia para fortalecer a sensação de tranquilidade e segurança das crianças.

É preciso dizer também que cada família tem as suas particularidades e que, por isso, a orientação individual aos pais que lutam com problemas de sono de seus filhos se faz necessária.

Um importante fator de promoção da saúde é o reconhecimento de sua própria situação e de como estão preparados para modificá-la. Afinal, só eles são capazes de relatar o que realmente acontece em seus lares quando a noite chega e até onde dão conta de ir naquele momento.

Trocando o dia pela noite

Se este é o seu caso, não se desespere. Nos primeiros três meses de vida é normal que o bebê troque o dia pela noite. Ele ainda não percebe a diferença. O recém-nascido dorme em torno de 16 a 19 horas diárias.

Ao chegar no sexto mês, ele estará mais acostumado com a rotina e será mais fácil associar o sono ao período noturno. Para que isso ocorra, é preciso que haja horários regulares para ele dormir. É também nesta época que ele já produz melatonina, hormônio do sono, que irá ajudar esta regulação.

Sua independência no quarto sozinho também deve ser estimulada desde cedo.

Afinal, quanto tempo meu filho deve dormir?

A Academia Americana de Medicina do Sono (American Academy of Sleep Medicine) divulgou períodos mínimos e máximos adequados a cada faixa etária (2016):

  • Lactentes dos 4 aos 12 meses: 12 a 16 horas por 24 horas (incluindo sestas)
  • Crianças de 1 a 2 anos: 11 a 14 horas por 24 horas (incluindo sestas)
  • Crianças de 3 a 5 anos: 10 a 13 horas por 24 horas (incluindo sestas)
  • Crianças de 6 a 12 anos: 9 a 12 horas sono noturno por 24 horas
  • Adolescentes de 13 a 18 anos: 8 a 10 horas sono noturno por 24 horas

Alerta: há doenças que prejudicam o sono

Algumas doenças vão interferir no sono da criança. Por isso, fique atenta e procure o pediatra mediante:

  • Asma – doença inflamatória que causa falta de ar;
  • Rinite – alergia caracterizada por obstrução, coriza, espirros e coceira no nariz;
  • Apneia do sono – pequenas interrupções da respiração durante a noite;
  • Sonambulismo – sentar, levantar, caminhar e falar enquanto dorme;
  • Pernas inquietas – balança as pernas e queixa de formigamento;
  • Bruxismo – ranger os dentes ou apertar os maxilares;
  • Terror noturno – fica agitada, abre os olhos e grita, sem acordar.

O que fazer para o sono chegar?

Quando chegar a hora de dormir, o quartinho do bebê deve ser escurecido, nada de eletrônicos. A exposição à luz azul artificial, especialmente próxima ao horário de dormir, faz mal.

Estímulos visuais e sonoros devem ser evitados.

Quanto aos sons, use o bom senso. Conversar e manter a vida social é importante para a família.

O que faz bem:

  • Música suave;
  • Uma historinha para dormir;
  • Um banho relaxante;
  • Massagem.

Depois de bem alimentado, sem exageros, o bebê deve arrotar e ir para o berço. A cabeça deve estar sempre elevada em relação ao corpo, inclinação de 30 a 45 graus, e não totalmente deitado. Isso vai evitar que ele engasgue.

Crianças maiores não devem jantar e ir direto para a cama. O ideal é oferecer o alimento pelo menos duas horas antes e sempre privilegiando comidas mais leves e de fácil digestão. Leite também não deve ser ingerido em excesso. Evite chocolates, refrigerantes e chás mate e preto. Chá de camomila pode ser oferecido.

Pela manhã, demonstre satisfação e não poupe afagos!

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