Homem e mulher se beijando

Dra Juliana Campos

A mononucleose é também chamada a “doença do beijo”. É mais comum em crianças e adolescentes e geralmente tem um curso benigno e autolimitado.

CAUSA

A mononucleose é causada pelo Epstein-Barr, um vírus comum transmitido através da saliva. A maioria das pessoas infectadas pelo vírus e não apresenta sintomas.

TRANSMISSÃO

A transmissão do Epstein-Barr ocorre através de:

  • Beijo;
  • Tosse ou espirro;
  • Compartilhando utensílios ou copos;
  • Transfusão de sangue ou transplante de órgãos (raro).

A transmissão pode ocorrer a partir do momento da infecção, mesmo antes do aparecimento dos sintomas. Uma vez curada, a pessoa permanece contagiosa por vários meses. O risco de contágio é maior nas primeiras semanas da doença.

SINTOMAS 

Sintomas típicos de mononucleose são:

  • Febre superior a 39 ° C, acompanhada de calafrios, durante 7 a 14 dias;
  • Fadiga intensa;
  • Perda de apetite;
  • Dor de garganta;
  • Gânglios cervicais;
  • Dor muscular;
  • Dores de cabeça;
  • Às vezes, manchas vermelhas podem aparecer no tronco, coxas e braços, especialmente se a pessoa tiver tomado antibióticos.

POSSÍVEIS COMPLICAÇÕES

As principais complicações são:

  • Aumento do baço: Ocorre durante a fase aguda e é uma complicação rara, porém muito clássica, desta doença. Pode ocorrer a ruptura do órgão em alguns casos;
  • Alterações da medula óssea: anemia, alteração das plaquetas e leucócitos.
  • Hepatite;
  • Encefalite, meningite e síndrome de Gullain-Barre;
  • Miocardite;
  • Pneumonia;
  • Nefrite;
  • Úlcera vulvar aguda (doença de Lipschutz): ocorre raramente em meninas, manifestando-se pelo início repentino de ulcerações dolorosas e profundas na vulva. Após sua resolução, ocorre a formação de uma cicatriz no local;
  • Síndrome de fadiga crônica: fadiga constante, dores de cabeça, dor de garganta, dor muscular ou articular, distúrbios neurológicos (distúrbios visuais, problemas de memória, irritabilidade excessiva, distúrbios de concentração, depressão), perda de peso moderada, faringite e gânglios linfáticos dolorosos;
  • Câncer: o vírus Epstein-Barr está associado ao desenvolvimento de certos tipos de câncer como o nasofaríngeo e alguns linfomas, como o de Burkitt, por exemplo.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico da mononuclease é clínico. Quando necessários, exames laboratoriais para detectar o vírus Epstein-Barr ou um hemograma podem ser utilizados para confirmação.

TRATAMENTO 

Não existe tratamento específico para a mononucleose. Medidas para alivio dos sintomas incluem:;

  • Repouso;
  • Hidratação;
  • Controle da dor com analgésicos;

Antibióticos como amoxicilina e outros derivados da penicilina não são recomendados em portadores de mononucleose pois podem causar um rash cutâneo.

PREVENÇÃO

Para evitar a infecção, algumas medidas devem ser tomadas.

  • Evitar o contato direto com pessoas doentes;
  • Cobrir a boca quando tossir ou espirrar;
  • Lavar as mãos com frequência;
  • Limpar os objetos que a pessoa doente utilizar;

A pessoa doente pode permanecer contagiante por vários meses após a infecção.