Mulher segurando uma fita vermelha para alertar sobre a AIDS e o HIV

Dra. Isadora Saraiva

Contrair o HIV (vírus da imunodeficiência humana) não é mais uma “sentença de morte”, principalmente nos países desenvolvidos, onde existem muitos recursos para o tratamento. Porém, ainda assim, milhões de pessoas em todo o mundo contraem o vírus em algum momento de suas vidas e vêm a falecer por causa da AIDS.

Uma coisa é certa: é preciso mais diálogo e informação sobre essa doença. Pensando nisso, preparamos o primeiro passo para que nossos leitores entendam o básico sobre ela: uma lista de vários mitos populares sobre o vírus e, claro, o que realmente é verdadeiro.

Vamos lá?

1. Ter HIV significa que você tem AIDS

Mito. A infecção pelo HIV pode evoluir para a AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida). Para receber tal diagnóstico, o paciente deve ter a contagem de células CD4 abaixo de 200 e ter o sistema imunológico seriamente comprometido.

2. É possível ser contaminado pelo HIV por meio do contato pele a pele

Mito. O HIV não é transmitido por meio do toque. Em outras palavras, é impossível ser infectado pelo vírus ao apertar as mãos, abraçar ou até mesmo trombar com uma pessoa infectada.
Para contrair o HIV, é preciso ter contato direto com os seguintes fluidos:

  • sangue;
  • leite materno;
  • líquido pré-seminal e sêmen;
  • fluidos vaginais e retais.

3. O diagnóstico de HIV é uma sentença de morte

Mito. Atualmente, os medicamentos disponíveis para o tratamento do HIV conseguem controlar a doença e é possível ter uma excelente qualidade de vida pós-diagnóstico.

Contudo, para garantir uma boa evolução, é preciso estar no controle da situação desde cedo. É por isso que se informar sobre a doença e realizar o exame que detecta o HIV é tão importante.

4. É possível dizer que uma pessoa tem HIV/AIDS só de olhar para ela

Mito. Na maioria dos casos, o HIV é bastante silencioso, podendo demorar até mesmo anos para se manifestar. Além disso, seus sintomas, quando presentes, são muito genéricos.

Os sintomas estereotipados que as pessoas costumam associar ao HIV são, na verdade, sinais de complicações que podem surgir em decorrência da AIDS, que enfraquece o sistema imunológico e torna o corpo mais suscetível a outras doenças.

5. Se um casal tem HIV, eles não precisam se preocupar com a proteção

Mito. Existem diferentes cepas de HIV que podem mudar com o tempo. Então, se uma pessoa e seu(sua) parceiro(a) tem cepas diferentes desse vírus, é possível que eles as transmitam um para o outro. Isso pode levar à reinfecção e, consequentemente, complicar a evolução de ambos.

6. Mulheres com HIV terão filhos com a mesma doença

Mito. As mães infectadas podem, sim, transmitir o HIV para seus bebês durante a gravidez, parto e amamentação. Porém, esse risco pode ser consideravelmente diminuído e até mesmo zerado, desde que a doença seja tratada devidamente e a gestação tenha um bom acompanhamento médico.

7. É possível ser infectado pelo HIV por meio do beijo

Mito. O HIV não é transmitido pela saliva. Para se ter ideia, a infecção só é possível quando as duas pessoas envolvidas tiverem feridas abertas em suas bocas.

8. Com todos os tratamentos disponíveis e modernizados para o HIV, essa doença não parece tão ruim quanto parece

Mito. Embora realmente existam muitos avanços médicos no tratamento do HIV, o vírus ainda pode levar a sérias complicações e o risco de morte pela AIDS ainda é significativo para certos grupos de pessoas.

Sendo assim, não dê sorte ao azar e proteja-se!

E, por fim, o mito que não poderia faltar: A AIDS é uma doença exclusiva dos homossexuais, ou pelo menos mais frequente entre eles

Mito. O HIV não escolhe gênero, cor, opção sexual, idade, condutas políticas, situação financeira etc. Sendo assim, aproveitamos esse último equívoco para reforçar um recado importante: proteja-se sempre. Sexo seguro precisa ser com camisinha e o uso de agulhas, seringas e objetos perfurocortantes, individual.

No mais, cuide-se e até a próxima.

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