Cachorro em uma sessão de microfisioterapia veterinária

Dra. Bárbara Mariano

Hoje eu vou te mostrar algo que vai transformar a vida do seu bichinho de estimação: a microfisioterapia veterinária.

Existem cães que convivem com temores diversos: medo de pessoas, de trovão, de vento, de chuva, de barulhos estrondosos e até mesmo de sons do dia a dia, como o da panela de pressão, buzinas etc.

Temos, ainda, pets agressivos, ansiosos, agitados, alérgicos, com gastrites inexplicáveis, vômitos e diarreias que sempre são justificadas por “comeu algo diferente” ou “giárdia, verme, virose etc”. E o seu, infelizmente, é um desses.

Afinal, o que há de errado?

Você deve se perguntar, com frequência, por que existem animais que nunca ficam doentes, enquanto o seu nunca sai da clínica veterinária.

A cada hora aparece um novo problema com ele, ou ainda quadros que se repetem há anos. E as respostas, como sempre, costumam ser “ah, ele é muito sensível”, ou “as causas para essa doença ainda não foram descobertas”.

O foco do tratamento, então, nem se fala: é sempre baseado em uma lista de explicações que se concentram apenas no problema e suas consequências, e não nas causas.

Tudo é uma questão de histórico

O corpo registra, em forma de memórias, tudo o que acontece na vida dos animais (e isso acontece com os humanos também). As doenças são consequências desencadeadas por diversos fatores (emocionais, tóxicos ou físicos) que acontecem no dia a dia dos pets.

Imagine que o corpo deles é um armário cheio de gavetas. Nelas, ficam guardadas todas as memórias, ou seja, tudo de bom e de ruim que acontece ao longo da vida. E, curiosidade, até mesmo as situações que ocorreram com os antepassados também ficam ali, organizadinhas.

A diferença é que coisas boas não geram traumas.

Sobre os traumas

Quando um animal enfrenta situações ruins, seu organismo passa a funcionar menos do que deveria porque absorve todas elas. O corpo tenta, então, livrar-se de todas elas, que variam desde más emoções até micróbios, toxinas fortes e outros fatores externos.

Os sintomas, causados por essas situações, são indícios de que algo no corpo foi “danificado” e precisa de reparos. Porém, dependendo da frequência com as quais elas ocorrem (que costuma ser grande porque, no fim das contas, viver é estar constantemente exposto e sujeito a elas), o organismo do pet não consegue se regenerar da forma como deveria. Afinal, ele está sobrecarregado.

Com isso, ele se torna cada vez mais vulnerável, com a imunidade baixa e, consequentemente, mais propenso a adquirir novas doenças. A Microfisioterapia Veterinária surge, então, como alternativa de tratamento para tais traumas que, apesar de menos graves, se somam aos poucos e desgastam a saúde e bem-estar dos pets.

Afinal, o que é a Microfisioterapia Veterinária?

Desenvolvida na França, a Microfisioterapia Veterinária é uma terapia manual e complementar que visa tratar a causa inicial de uma doença, e não apenas seus sintomas. Ou seja: enquanto ela trata essa causa, a medicina veterinária tradicional cuida das suas consequências.

Como funciona?

Por meio do toque, uma série de pontos específicos da pele do pet são estimulados para que o profissional, aos poucos, encontre os traços e danos deixados nessas regiões e se livre deles. Essa “massagem” é capaz, então, de encontrar a causa inicial destes agentes agressores, ativar os mecanismos de defesa do corpo e eliminar todos os danos já causados por eles.

A pele pode ser considerada o sistema nervoso do lado de fora do corpo. Quando tocada, ela transmite informações ao cérebro de que algo está ali. Este, que também está ligado aos sistemas endócrino (hormônios) e imunológico, pode responder a esse estímulos que, quando feitos da forma correta, reequilibram o organismo do paciente e, claro, curam aquilo que foi danificado ao longo do tempo.

Fique atento aos sinais!

Um dano provocado por traumas emocionais, químicos ou tóxicos, pode evoluir para um problema físico que afeta diretamente na saúde e bem-estar do seu pet.

No início, problemas que infelizmente são comuns (traumas da infância, maus tratos, abandono etc), químicos (radioterapia, excesso de vacinação etc) e tóxicos (excesso de medicação) podem não apresentar sintomas. Porém, com o tempo, o que era antes um “machucadinho” pode evoluir para algo mais sério.

Mente sã, corpo são

O fato é que ainda existe, na cultura ocidental, de que o remédio é a solução para tudo. Ninguém questiona, no entanto, qual foi o motivo da doença ter surgido, e por que ela evolui daquela maneira.

Ouvimos frases do tipo “isso é comum nessa raça”, mas você já parou pra pensar o porquê de outros cães, da mesma raça ou não, não passarem por essa mesma situação? Será que isso foi azar?

Claro que não! Algo que aconteceu com o pet ficou marcado em suas memórias celulares que, quando afetadas, ativaram uma ou mais doenças em seu organismo.

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