Amigos conversando sentados à mesa. Um mulher está rindo e apontando para frente. As demais pessoas também estão rindo.

O convite dessa série compreende pequenas pílulas pra gente discutir nossas relações interpessoais. Digerindo, sorvendo. Sobretudo, pensando com quais crenças você interpreta e julga suas situações cotidianas.

Vamos lá?

1. Uma relação complicada pra chamar de sua?

Pense que se você tem uma relação complicada pra chamar de sua, esse caos é sinônimo de desalinhamento.

Repare que vivemos sob reações ao que não vemos: “Eu acho que o outro isso, ou aquilo”. Porém, na hora de agirmos, só consideramos o visível: “Olha lá, ele não me respondeu, ela não me ajudou com as planilhas, fulano se atrasou”.

E assim segue. Você simplesmente “acha” algo e já parte pra ação!
E então, os conflitos ganham! Tudo porque faltou conversar para entender, para gerar cumplicidade e confiança.

Então, pensa aí

Diante de um mal estar e da angústia na relação com o outro:

  • O que acontece com você?
  • Como se sente?
  • Quem governa sua mente?

Reflita com calma sobre as respostas que lhe ocorrerem. Vale até ter um caderno onde você tome notas.

Depois deste passo, tenho um desafio pra você. Que tal criar um propósito para suas relações? Por exemplo, passar a adotar o sentimento de cooperação diante de todos.

Outra dica: sabe aquela história do “mamãe passou açúcar em mim”?

Pense que é você quem cuida da própria vitalidade e é ela mesma que alimentará o desejo de todos quererem ter você por perto. Afinal, gente vital tem capacidade de compartilhar significado!
Saber de si antes de querer saber do outro é um exercício milagroso. Tem algo de muito bonito e DOCE em se expressar a si mesmo.
Por fim, responda: o que clama dentro de mim quando me relaciono com: _____________ (vá colocando aqui os nomes das pessoas com as quais convive).
Siga com coragem! Você merece expansividade e leveza nas suas relações interpessoais!

2. “Se fulano me magoa, vou me afastar”

Você tem direito de ir quando seu limite é invadido. Porém, o que proponho é que se o limite está intacto, tome posse das seguintes perguntas e, mais ainda, das respostas que virão:

  • Com qual atitude saio todo dia de casa para encontrar e me relacionar com as pessoas?
  • Qual consciência sustento em relação ao outro: de crítica ou apreciativa?

A gente se apequena demais, não é?

Que tal se, ao invés de depositar expectativa no outro, você colocasse-a em si mesma?

Foque no ‘eu’, torne-se competente em enfrentamento! Para o outro, destine compaixão.

Se você for deixando pelo caminho todo mundo que te magoa, vai chegar no fim da jornada sem ninguénzinho. No ‘outro’ reside nosso convite ao exercício de virtudes.

Aceita?

3. E a relação amorosa?

Posso começar te contando que tão mais valiosa será sua relação afetiva com seu par, na medida em que os envolvidos forem competentes emocionais?

Isso é, aliás, um pressuposto pra viver bem até consigo mesmo. Quem é bom singular, é bom par!

Daí, já conseguimos até identificar aquele famoso discurso: “Ah… sigo com meu parceiro, a relação tá ruim, mas não sei ficar só”.

Olha aí: essa pessoa não constituiu bem sua singularidade. Posso te garantir que ela está tendo uma relação menor do que poderia ter.

Uma relação harmoniosa não te convida a grandes adequações. Isso é garantido pelas afinidades. Quantas mais elas existirem, mais conectado o par estará. E o tempo vai se encarregar, neste caso, de dissipar aquele medo de perda e o aconchego se estabelece. Isso é amor, aquilo de estar junto pela amizade cúmplice.

Sim, amizade. Parceiros, comparsas.

Tenho uma reflexão pra te ajudar. Responda com verdade, hein:

O que identifico hoje como experiência afetiva é composto de paz?

O que falta nessas relações interpessoais não seria algo que falta para além do outro, mas em mim?

Eu realmente penso no amor maduro como aquele que ama o ser na sua integridade e ao crescimento desse outro?

Qual é, então, a natureza particular do seu amor?

Será que, no fundo, você não sente que respeita verdadeiramente seu par, ou está ligado a alguém que os trata mal?

É nas obviedades que nos perdemos.

Se sua crença ainda é na história da tampa e da panela, pensa que isso diz de complementaridade e já vimos que o critério é: há que ser singular para ser bom par.

Que tal duas panelas, com suas devidas tampas? Inteiras, ímpares. O cardápio será bem mais completo e interessante.

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