Luxação da patela em cães: como lidar?

Cachorro tendo a perna enfaixada decorrente de uma luxação na patela. Um veterinário faz o procedimento e outro o segura.

Dr. Rafael Vieira

A luxação da patela é uma doença musculoesquelética comumente vista em muitas raças de cães de pequeno porte. Mas calma: antes de explicarmos exatamente o que é essa patologia, devemos nos familiarizar com a anatomia do joelho de um cão.
A patela é um osso altamente móvel que fica sobre o sulco do fêmur (ou patelofemoral). Quando o pet flexiona, ou estende o joelho, ela desliza para cima e para baixo.
A luxação da patela, então, nada mais é que a incapacidade desse osso não deslizar mais da forma como deveria pelo sulco (ou tróclea) porque está deslocada.

Diagnóstico

Uma luxação patelar pode ser classificada em 4 graus. Isso é importante para definir:

  • o tipo de cirurgia realizada;
  • o diálogo entre o veterinário e o tutor;
  • prognóstico (expectativa de melhora).

Várias explicações são dadas para se entender o que causa esta patologia. A maioria está relacionada à tensão e inserção ( extremidade do músculo presa ao osso que se desloca) em locais que tendem a fazer a patela luxar.

Os graus são:

  • Grau 1: patela luxa apenas sob estresse causado pelo examinador.
  • Grau 2: patela luxa independentemente desse estresse, durante a marcha do cão.
  • Grau 3: a patela se encontra luxada sempre, e sob esforço do examinador ela é capaz de retornar ao sulco.
  • Grau 4: nem sob esse esforço ela retorna. A patela está estável, fora do sulco. É onde os maiores desvios estão.

Quanto maior o grau, mais complexa a cirurgia. A tíbia, osso próximo à patela luxada, tende a seguir este desvio, rotacionando e deixando a patinha do cachorro torta.

Tratamentos

Pacientes em crescimento devem ser abordados com maior rapidez, pois as alterações sobre as placas de crescimento ósseo geram desvios angulares graves de fêmur e tíbia (como explicamos anteriormente).
Não tratar a luxação da patela leva à doença articular degenerativa, que não tem cura e causa muita dor no joelho. O cachorro começa a não querer subir nos móveis, para de pedir colo e tem dificuldades de andar. Esse processo de degeneração deforma a articulação e gera inflamação.
Cirurgicamente, temos algumas abordagens para estabilizar a patela no sulco. As mais utilizadas são:

  • Trocleoplastia: aprofunda-se o sulco onde a patela deve repousar, dificultando seu escape lateral ou medial.
  • Imbricação da cápsula articular: reduz o afrouxamento da cápsula, causado pela luxação, tornando a articulação mais justa e firme.
  • Alinhamento da tíbia: alinha o eixo do membro. Às vezes, o alinhamento do fêmur também é necessário.

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