Inteligência emocional: o que é como desenvolvê-la?

Mãos segurando, sobre um fundo azul claro, a silhueta branca de uma cabeça e um coração vermelho com os batimentos cardíacos desenhados nele para representar a inteligência emocional.

Em 1995, o psicólogo e jornalista Daniel Goleman popularizou um aspecto do ser humano que, mais tarde, seria reconhecido como uma verdadeira habilidade e até mesmo “a chave” para o sucesso. Sim, estamos falando da inteligência emocional.

Essa prática diz respeito, basicamente, à aptidão para entender e gerenciar as próprias emoções.

Apesar de ser considerada um traço inerente à algumas pessoas, essa “filosofia”, digamos assim, também pode ser aprendida/fortalecida. Tudo depende, no fim das contas, das suas vontades e objetivos!

E por que a inteligência emocional é tão importante?

A inteligência emocional, assim como nossa capacidade de utilizá-la, costuma se manifestar de várias formas diferentes. São alguns exemplos:

  • saber cuidar da própria saúde física e emocional, e zelar pelo outro da mesma forma;
  • inspirar e liderar bem outras pessoas;
  • nutrir bons relacionamentos;
  • ser capaz de gerir os próprios sentimentos;
  • ter um escudo mais forte contra os conflitos da vida, e conseguir resolvê-los.

Isso tudo acontece porque as emoções, basicamente, são esperadas em todas as nossas interações. Pode parecer “loucura”, mas é possível afirmar que, apesar de serem itens únicos e distintos, não se separa a razão da emoção (mesmo que isso seja fortemente aconselhado).

Razão + emoção, e não “versus”!

As emoções, de acordo com o neurologista Antonio Damasio, são respostas químicas e neurais que, juntas, formam um padrão que regula nosso organismo.

Em outras palavras, todos nós nascemos com uma espécie de kit de sobrevivência em que as emoções cumprem o papel de nos informar, processar acontecimentos e, porque não, permitir-nos sentir os amargos e doçuras da vida.

Por outro lado, a razão vem como um complemento, ou seja, um detalhe que faz com que nós interpretemos essas informações e as coloquemos em prática da melhor maneira possível. São alguns exemplos práticos:

  • emoções como o medo/perigo fazem com que nosso cérebro libere um hormônio chamado adrenalina. Pode perceber que, assim que isso acontece, nossa mente começa a planejar uma série de resoluções possíveis e cabíveis para “sair dessa situação”.

    A forma como você escolherá a melhor opção para o seu caso e, claro, irá colocá-la em prática, é a parte lógica desse processo.

  • Um líder nato é aquele que, por meio de emoções como empatia e compaixão, consegue organizar falas e atitudes (racionalmente) para inspirar e guiar outras pessoas muito bem. Afinal, ele se coloca no lugar delas e, possivelmente, sabe como elas se sentem sobre determinada circunstância.

    Só isso, para se ter ideia, já faz com que muita gente se identifique com você e, mais importante ainda, confie e dê credibilidade aos seus conselhos e orientações.

Resumindo: as emoções estão aqui para nos informar, instruir e, claro, nos permitir simplesmente sentir coisas como o medo, a felicidade, a tristeza etc. A razão, por sua vez, é a lente que nos permite enxergar melhor nossa consciência e sentimentos, e nos ajudar a administrá-los da melhor maneira possível.

Xô, estresse!

Atualmente (ainda mais quando pensamos no contexto pandêmico em que nos encontramos), as pessoas estão cada vez mais vulneráveis. Isso faz com que as reações ao estresse sejam mais impulsivas, descontroladas e pouco inteligentes. Ou seja? Muito guiadas APENAS pela “emoção”.

Isso, acredite, é normal. Nossa natureza primitiva ao estresse desvia o foco para aquilo que é urgente, deixando de lado todo o resto. É, praticamente, tentar apagar um incêndio de forma imprudente por responder diretamente ao alerta de “FOGO”, ao invés de encarar a situação, raciocinar e pensar na melhor forma de apagá-lo.

Tal comportamento, ao longo do tempo, nos torna mais negativos, irritados, estressados e em constante sentimento de perigo. Tudo parece nos ameaçar de alguma forma.

Tudo isso, gradualmente, faz com que nossa perspectiva ampla de resoluções se torne simplesmente inacessível. Afinal, como lidar com todo esse turbilhão de emoções quando tudo o que você consegue fazer é focar e tentar resolver somente os medos pontuais de forma impulsiva e padronizada? Haja saúde para tanta adrenalina!

A inteligência emocional vem, então, para nos ajudar a compreender os próprios gatilhos e reações, e saber exatamente o que fazer para tirar o melhor proveito destes.

Isso, aos olhos dos outros, é de extrema inspiração e credibilidade. Afinal, pode ter certeza de que, no fim do dia, uma empresa prefere um funcionário com esse tipo de perfil porque sabe que ele dará conta de todos os conflitos, e saberá instruir e guiar seus colegas em direção à resolução destes.

Além disso, tenha certeza de que as pessoas preferirão a sua presença porque enxergam em você um porto seguro.

No mais, por meio da inteligência emocional, uma pessoa:

  • tem mais capacidade para aceitar críticas e responsabilidades;
  • consegue seguir em frente depois de cometer um erro;
  • é capaz de dizer “não” quando necessário;
  • sabe compartilhar seus sentimentos com outras pessoas;
  • tem a habilidade de resolver problemas de maneiras que funcionem para todos;
  • tem empatia por outras pessoas e saber escutá-las;
  • sabe por que você faz as coisas que você faz;
  • não é tão crítica com os outros, nem consigo mesma.

Por fim: como faço, então, para ter mais inteligência emocional?

A inteligência emocional, ao contrário do que muitos pensam, não é uma qualidade “excludente”. Em outras palavras, ser inteligente emocionalmente não lhe impossibilita, por exemplo, de ter um QI alto, ou de ser hábil em outros tipos de inteligência (como linguística, lógica, motora, musical etc).

A grande verdade é que é possível ter altos níveis em quaisquer uma dessas habilidades. Porém, saiba que todas elas fazem parte de um processo de construção, ambientação e adaptação. No fim, o que estamos querendo dizer com isso é que “tudo se aprende”.

Aí vão, então, algumas dicas básicas de como despertar toda essa inteligência emocional dentro de você:

Escute mais

Se você quer entender o que as outras pessoas estão sentindo, o primeiro passo é prestar atenção no que elas têm a dizer. Além disso, quando você desconfiar que alguém está se sentindo de determinada maneira, pergunte! E, claro, esteja aberto para entender a resposta e responder bem à ela.

Tenha mais empatia

A chave para a inteligencia emocional é ser capaz de se colocar no lugar de outra pessoa. Afinal, só assim você consegue compreender verdadeiramente o ponto de vista dela e, claro, responder de uma forma que seja confortável e útil para ela.

Tudo isso vai te ajudar a construir uma compreensão emocional de diversas situações diferentes, bem como a desenvolver habilidades emocionais para lidar com elas.

Reflita

Raciocinar com as emoções é o principal desafio que enfrentamos no dia-a-dia. Afinal, além de ser muito difícil, exije prática e dedicação.

Sendo assim, pare e pense, por pelo menos alguns minutos, na forma como suas próprias emoções influenciam em suas decisões e comportamentos. Avalie se a melhor resposta está naquele sentimento do momento, ou se uma boa dose de reflexão é necessária para fazer com que tudo dê certo.

Além disso, durante conflitos com outras pessoas, procure pensar nos motivos pelos quais ela está se comportando como está, e o quê você pode fazer para ajudar nesse processo.

Viu como é possível?

Trabalhar a inteligência emocional não é impossível. Porém, requer prática… assim como TUDO na vida! Inspire-se para trabalhar mais esse lado da sua personalidade em 2021, e colha somente frutos desse processo!

Um abraço, cuide-se e até a próxima!

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Médica oftalmologista e idealizadora do Convite à Saúde. Atualmente atende na Clínica Advision, nas especialidades de plástica ocular e cirurgia de catarata. Paralelamente, escreve e coordena o departamento de redação do portal, além de prestar consultoria na área de auditoria médica.

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