Afrezza, primeira Insulina inalável

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou, nesta última quinta-feira, entrada da primeira insulina inalável no Brasil. A resolução que autoriza o registro desse produto foi publicada no Diário Oficial da União no dia 03/06, e está disponível para consultas aqui.

A nova insulina, que recebeu o nome de Afrezza, funciona assim: o cartucho contendo a substância em pó é encaixado em um pequeno inalador que o paciente utiliza para aspirar o medicamento. Nos pulmões, ele é absorvido e chega à corrente sanguínea.

Os benefícios da insulina inalável

Atualmente, existem no mercado brasileiro apenas insulinas injetáveis. O Afrezza se torna útil e prático, então, por minimizar o número de picadas que um paciente diabético deve tomar por dia.

Além disso, o medicamento não exige refrigeração, o que faz com que seu transporte e armazenamento sejam mais simples.

Agora, o lado negativo

As limitações do Afrezza incluem:

  • a pouca variedade de dosagens (o que diminui o número de pacientes que podem, de fato, adquiri-la, e a torna incapaz de suprir todas as aplicações diárias de insulina);
  • a contraindicação em casos de pacientes que têm problemas de pulmão;
  • a contraindicação para menores de 18 anos;
  • o fato de que ela substitui somente a aplicação da insulina de efeito rápido ou ultrarrápido (geralmente utilizado antes das refeições para que o organismo consiga compensar todo o açúcar ingerido naquele momento).

Mesmo assim, o uso da insulina em pó promete melhorar, e muito, a qualidade de vida e bem-estar dos pacientes portadores de diabetes. Como explica Heraldo Marchezini, CEO da Biomm (empresa responsável pela fabricação e distribuição do Afrezza):

“No momento das refeições, o paciente muitas vezes tem que utilizar a insulina em uma situação social, fora de casa, e, com a inalável, o procedimento pode ser mais rápido e discreto. O inalador cabe na palma da mão. É uma grande inovação na forma de aplicar”.

E agora?

O medicamento ainda não tem data certa para ser disponibilizado no mercado. A expectativa é que ele passe pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) ainda este ano. Nela, os preços do medicamento serão estipulados e sua comercialização liberada.

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