gato sendo apalpado na região dos rins no colo de seus donos

Santo Agostinho Assinatura

A insuficiência renal é uma doença que atinge gatos de qualquer raça, sexo e idade, principalmente os mais velhos.

Ocorre quando há uma queda no desempenho dos néfrons, presentes nos rins, responsáveis por remover toxinas e equilibrar a presença de água e sais no organismo.

Com o mal funcionamento do órgão, os resíduos permanecem na corrente sanguínea, comprometendo a saúde do gato que, diante da fraqueza dos rins, passa a tentar eliminar esses resíduos bebendo mais água e urinando com mais frequência.

Causas

A insuficiência renal no gato pode ser idiopática, o que significa que não tem causa específica. Porém, acredita-se que, além da idade avançada, a doença pode ser motivada por:

  • falta de água;
  • alimentação de baixa qualidade e pouco hidratada;
  • excesso de ingestão de carboidratos (nutrientes pouco metabolizados pelos gatos e muito presente em rações industrializadas);
  • infecções bacterianas;
  • medicamentos administrados inadequadamente ou em excesso, principalmente antiinflamatórios.

É conhecido que as rações industrializadas contém cerca de 8% a 10% de água, enquanto a quantidade de água presente no alimento de um gato que vive na natureza gira em torno de 70 a 80%. Isso causa uma desidratação crônica e aumenta a incidência da doença sobre os gatos domesticados.

A presença de hormônios, pesticidas e antibióticos, além de sintéticos como corantes e aromatizantes nas rações comercializadas, também pode sobrecarregar os rins do animal.

Sintomas

Os primeiros sintomas de insuficiência renal no gato são pouco perceptíveis. Porém, é fundamental que o seu dono procure o veterinário no caso de observar os seguintes sinais:

  • perda de apetite e peso;
  • procura excessiva por água – a ingestão normal diária é de 50 ml de água por kg de peso do gato;
  • aumento do volume de urina;
  • abatimento e cansaço;
  • anorexia;
  • vômitos;
  • feridas na boca.

A desidratação, principal indicativo da insuficiência renal, pode ser verificada pelo dono com um “beliscão” da pele em torno do pescoço do gato. Caso a pele demore a voltar ao seu estado normal, perdendo flexibilidade, provavelmente o animal está desidratado.

Algumas complicações da insuficiência renal

  • Anemia;
  • infecção na bexiga;
  • úlceras;
  • vômitos;
  • hipertensão;
  • hemorragias;
  • cegueira.

Diagnóstico

No exame físico, o veterinário pode observar sinais de emagrecimento, desidratação, hálito urêmico, úlceras e evidências de hipertensão. Por isso, é importante levar seu gato a uma consulta. O clínico irá também solicitar alguns exames como:

  • hemograma completo;
  • perfil bioquímico, com avaliação de uréia e creatinina;
  • análise de urina;
  • radiografias e ultra som (para observação dos órgãos afetados);
  • aferição da pressão arterial e avaliação cardiológica.

Tratamento

A insuficiência renal do gato é progressiva e irreversível, diminuindo a expectativa de vida do animal. O tratamento prevê a administração, menos dolorosa, da evolução da doença, na tentativa de atrasar seu progresso e manter a qualidade de vida do animal pelo maior tempo possível. São alguns exemplos de boas práticas:

  • Oferta de água fresca em abundância e de dietas úmidas, de preferência similar àquela que o gato comeria na natureza.
  • Medicamentos: indicados pelo veterinário, irão variar de acordo com o quadro da doença e geralmente são direcionados para as consequências da insuficiência, como anemia, náusea, perda de apetite e hipertensão.
  • Alimentação: deve ser monitorada, utilizando rações específicas para gatos com insuficiência renal ou mesmo uma alimentação natural caseira, prescrita pelo médico veterinário, com o objetivo de minimizar os resíduos que os rins deveriam eliminar.
  • Soro: pode ser administrado sob a pele no consultório ou até mesmo pelo próprio dono.
  • Internação para tratamento com soro intravenoso, em casos graves.

Fatores de risco

  • Idade avançada (a partir de 7 anos);
  • alimentação prioritariamente de ração seca industrializada;
  • tratamento longo via medicamentos devido a outras doenças;
  • problemas cardíacos;

Prevenção

  • Não promover a cruza de gatos que tenham predisposição para o problema;
  • evitar remédios alopáticos desnecessários ou sem indicação veterinária;
  • realizar exames periódicos, sobretudo a partir dos 7 anos de idade do gato;
  • oferecer uma dieta natural, rica em água e proteínas.
  • consultar o veterinário sobre a necessidade de cada vacina para o gato. Algumas delas, como a vacina tríplice felina, podem causar insuficiência renal crônica.

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