Cachorro fazendo xixi no muro com grama

Santo Agostinho Assinatura

A infecção urinária (cistite) em bichos de estimação incomoda tanto quanto em pessoas. A diferença é que eles não nos mostram o desconforto com tanta clareza.

Mas preste atenção: você repara no estado da urina do seu pet? Como saber se meu animal tem infecção urinária? Para responder a todas essas perguntas, é preciso entender os sinais. Os mais comuns são:

  • manifestação de dor ao urinar: a micção pode trazer tanta dor que o cão ou gato chora, grita e solta pequenos grunhidos durante o ato;
  • Urinar várias vezes em pequena quantidade, ao invés de um volume grande de uma vez só;
  • urinar fora do local de costume;
  • urina com odor forte e desagradável;
  • ausência de apetite;
  • prostração;
  • hematúria (presença de sangue na urina);
  • prostração: é o principal motivo pelo qual os donos se atentam ao estado de saúde de animal e o levam ao médico veterinário.

Caso qualquer um desses sinais seja percebido, é necessário que ele passe por uma consulta para a realização de exames que podem diagnosticar a doença.

Causas

A infecção urinária é mais comum em cadelas, que têm a uretra mais curta e larga, facilitando a entrada de bactérias. Elas urinam menos que os machos, o que pode provocar a obstrução dos canais urinários.

A cistite afeta o forro da bexiga e da uretra. A bexiga armazena a urina, que é produzida pelos rins e levada até a bexiga pelos ureteres. Na micção, os músculos da bexiga do animal se contraem e a urina é eliminada pela uretra.

Com a infecção, o animal sente dor, tanto ao fazer esse movimento muscular na bexiga, quanto no momento em que a urina passa pela uretra.

As principais causas da infecção urinária são:

  • Urolitíases: cálculos em bexiga – formação de urólitos que podem ser assintomáticos, ou até obstruírem a uretra. Urólitos são compostos de material cristalino e matriz. Se desenvolvem quando a urina do animal fica super concentradas de substâncias cristalogênicas, seja por elevados níveis de cálcio, oxalato e ácido úrico na dieta do animal, por desidratação ou retenção urinária crônicas, ou ainda por incapacidade do organismo de inibir a cristalização de concrementos;
  • Hiperplasia prostática benigna: mais comum em animais idosos e não castrados. Trata-se do aumento da próstata, glândula localizada abaixo do reto e ao redor da uretra, responsável por produzir hormônios sexuais e componentes que mantêm a viabilidade reprodutiva do sêmen. Atenção: ao contrário dos humanos, nos quais a hiperplasia prostática pode estar relacionada a algum tipo de câncer maligno, em animais a doença tem caráter benigno. A castração no cão doente é o tratamento mais adotado;
  • Prostatites: infecção da próstata. Também incide principalmente sobre animais mais velhos e não castrados;
  • Diabetes;
  • Tumores de bexiga;
  • Contaminação por bactérias como Escherichia coli, staphylococcus, Proteus, Enterococcus, Klebsiella, Streptococcus, Enterobacter, Chlamydia e Pseudomonas. Fungos, vermes, vírus e parasitas também podem provocar a infecção.
  • Vaginite: inflamação da vagina. Doença pouco comum, associada à imunidade do animal ou irritação química. Mais frequente em cadelas castradas ou intactas sexualmente.

Como preveni-la?

Pequenos hábitos corriqueiros podem deixar seu pet longe da infecção urinária. São alguns deles:

  • Estimular maior consumo de água: fique de olho na vasilha de água dele! Certifique-se dos horários em que ele bebe mais e a quantidade consumida. Mantenha a água sempre fresca e com várias vasilhas espalhadas pela casa. Gatos costumam gostar de água corrente, então é bom usar uma fonte;
  • Fazer passeios com ele, no mínimo 2 vezes ao dia: quem é dono de animal sabe que caminhar na rua é um estímulo e tanto para a micção! A maior sede também é uma consequência natural dos passeios. Uma boa ideia é levar água para ele sempre que vocês forem dar uma volta;
  • Higiene é fundamental: banhos regulares, limpeza do ambiente e controle de mosquitos e pragas é uma ótima forma de prevenir a infecção urinária;
  • Caso você opte por não castrar o seu cão ou gato macho, mantenha em dia o acompanhamento veterinário para exame da próstata do animal por meio do ultrassom abdominal;
  • O veterinário de confiança também pode orientar a adoção de uma dieta adequada para controle da formação de cálculos urinários.

Complicações da cistite

A cistite pode evoluir perigosamente caso não seja tratada adequadamente, ou em casos de infecção mais acentuada, causando:

  • Pielonefrite: a proliferação de bactérias presentes na bexiga pode fazer com que elas ascendam para os rins, provocando outra infecção que pode até levar à falência do órgão;
  • sepse – infecção generalizada: ao tentar combater o agente infeccioso, o organismo pode responder com excesso de inflamação, capaz de comprometer o funcionamento de vários órgãos do paciente, levando até ao óbito.

Diagnóstico

Para o diagnóstico da cistite e prescrição da medicação ideal, é necessária a resolução da causa primária da doença com a realização de exames como:

  • ultrassom abdominal para avaliar conteúdo e parede da vesícula urinária;
  • urinálise: coleta e exame da urina, com fins de avaliar a função renal e aspectos da urina como o pH;
  • cultura com antibiograma, ou teste de sensibilidade a antimicrobiano: realizado através da coleta da urina e urocultura, avalia o tipo de bactéria presente e qual antibiótico é eficaz contra aquele tipo de microorganismo. A urina deve ser coletada com uma seringa, diretamente da bexiga.

Tratamento

O tratamento da infecção urinária acontece, na maioria dos casos, através da administração de antibióticos. A quantidade e a duração do tratamento variam de acordo com o tipo de microorganismo e com o peso do animal. Quando necessário, deve-se também utilizar anti-inflamatórios.

Observar a urina, controlar a ingestão de água do seu animal e manter a higiene são ações simples que podem contribuir para a saúde do seu pet. E claro, não deixe de consultar o veterinário regularmente!

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