Mãe segurando um bebê no colo. Ela olha para seu filho e ele olha para câmera.

O glaucoma é uma doença ocular que pode levar à cegueira. Ele provoca lesão no nervo óptico, diminuição do campo visual e vem acompanhado, em geral, de pressão ocular elevada.

Os sintomas são silenciosos – o paciente não sente e, quando se dá conta, o dano à visão já ocorreu, de forma irreversível. Daí a importância do controle periódico. A frequência das avaliações será determinada pelo oftalmologista, de acordo com cada caso.

Mas.. o que é o glaucoma? Entenda:

Em um olho saudável, a pressão é normal e o fluido que circula traz nutrientes. Se este fluido não escoar como deve, ele acaba se acumulando e aumentando a pressão dos olhos.

O nervo óptico, na parte de trás do olho, envia sinais para o cérebro. O aumento da pressão danifica as fibras que compõem esse nervo, causando danos. Há vários tipos de glaucoma. Para saber quais são eles, basta clicar aqui.

Tratamento

O tratamento do glaucoma utiliza colírios ou procedimentos cirúrgicos para reduzir a pressão ocular.

A maioria dos pacientes continua usando os medicamentos pelo resto da vida para controlar a doença. É imprescindível que eles sejam acompanhados periodicamente por um especialista para garantir que a doença não esteja progredindo, mesmo com o tratamento.

O acompanhamento inclui avaliação da visão, exame das estruturas oculares e medida da pressão. Alguns exames complementares podem ser solicitados como, por exemplo, o de campo visual. Saiba mais sobre eles clicando aqui.

Acompanhamento é fundamental

As pessoas acamadas, com dificuldade de locomoção, doentes, acidentadas e idosas podem ser avaliadas no conforto de suas casas, por meio de equipamentos portáteis.

Um profissional especializado é capaz de realizar os principais exames oculares e acompanhar o tratamento do glaucoma com segurança e precisão. Caso sejam necessários exames complementares, estes deverão ser feitos em clínicas especializadas, quando possível.

Apesar das dificuldades, é importante que as pessoas acamadas tenham acesso aos cuidados essenciais. A visão é uma das maiores formas de comunicação das pessoas com o mundo e precisa ser preservada para garantir que elas tenham mais qualidade.

As consultas oftalmológicas em casa garantem um tratamento individualizado para esses pacientes. Com paciência, respeito e dedicação do médico, da família e a cooperação do paciente, o glaucoma e outras doenças podem ser acompanhadas e tratadas com conforto e segurança.

Glaucoma congênito: cuidado com as crianças

O glaucoma pode acometer crianças desde o seu nascimento. É o glaucoma congênito. A doença afeta cerca de um em cada 10 mil bebês no mundo. Os casos não tratados são uma das principais causas de cegueira infantil.

Como pode não ocorrer sinais no início, pode ser diagnosticada, entre 3-6 meses, ou até com a idade de 3 anos.

Os pais com histórico familiar dessa condição têm maior probabilidade de transmiti-la. Se o seu primeiro e segundo filhos tiverem a doença, provavelmente os demais filhos também terão.

A doença atinge duas vezes mais meninos do que meninas. Às vezes, ela aparece apenas em um olho, mas na maioria das vezes afeta os dois.

Sintomas do glaucoma infantil:

  • olhos aumentados,
  • córnea embaçada;
  • sensibilidade à luz.

Como é a cirurgia para o glaucoma congênito?

Existem dois tipos principais de tratamentos cirúrgicos: cirurgia de filtragem e cirurgia a laser.

A cirurgia de filtragem envolve o uso de pequenas ferramentas para criar um canal de drenagem no olho. Já a cirurgia a laser usa um pequeno, mas poderoso feixe de luz para fazer uma pequena abertura no tecido ocular.

Glaucoma tem cura?

A visão perdida não pode ser restaurada, mas é possível otimizar a visão restante. Igualmente importante é incentivar a independência e a participação da criança no cuidado da sua saúde.

80% a 90% das crianças diagnosticadas com glaucoma precocemente respondem bem ao tratamento e têm uma visão normal para viver uma vida plena e satisfatória

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