Mulher pingando colírio no olho

Dr. Albert Maxmilian

Também chamado glaucoma crônico simples, o glaucoma primário de ângulo aberto é uma doença do nervo óptico. As causas que levam à deficiência na drenagem do humor aquoso e, consequente, ao aumento da pressão intra ocular e lesão do nervo óptico, são desconhecidas.

É uma doença lentamente progressiva, geralmente bilateral, podendo ser assimétrica. Inicialmente silenciosas, as alterações na visão são notadas pelos pacientes apenas quando a doença já está bastante avançada. Os danos causados pelo glaucoma ao nervo óptico são irreversíveis.

Os principais fatores de risco para o glaucoma são:

  • pressão intra ocular elevada;
  • idade avançada (acima de 60 anos);
  • história familiar de glaucoma;
  • raça negra;
  • presença de diabetes, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e anemia falciforme;
  • presença de alta hipermetropia ou miopia.

Diagnóstico

A avaliação do paciente com suspeita de glaucoma primário de ângulo aberto é feito por meio dos seguintes exames:

  • tonometria;
  • curva de pressão ocular;
  • gonioscopia;
  • paquimetria;
  • retinografia;
  • campo visual computadorizado (que pode estar normal, nos estágios iniciais da doença, ou apresentar defeitos característicos);
  • tomografia de coerência óptica (OCT);
  • teste de sobrecarga hídrica.

Saiba mais sobre cada um dos exames aqui.

Tratamento para glaucoma primário de ângulo aberto

O tratamento inicial do glaucoma é baseado no uso de colírios para reduzir a pressão ocular. Quando não é possível atingir a pressão-alvo apenas com medicamentos, o laser ou cirurgia podem ser indicados.

A maioria dos pacientes com glaucoma crônico simples, que segue o tratamento recomendado, irá manter uma visão e um campo visual razoáveis por toda a vida.

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