Ao ar livre, mulher corredora segurando o tornozelo da perna por ter sofrido uma fratura por estresse

Dr. Emerson Fidelis

A fratura por estresse é uma das lesões mais comuns no universo dos esportes. Ela acontece devido ao movimento e à força repetitiva, que cansam os músculos do corpo, tornando-os incapazes de absorver choques adicionais.

Eventualmente, o músculo fatigado transfere a sobrecarga de estresse para o osso, causando uma pequena rachadura que, por sinal, é o tema do artigo de hoje.

Continue conosco para saber tudo o que precisa sobre esse quadro.

Afinal: o que é uma fratura por estresse?

É uma pequena rachadura no osso, causada por força repetitiva como, por exemplo, saltar repetidamente ou percorrer longas distâncias. Pode, ainda, ser ocasionada pelo uso normal de um osso que, por já estar enfraquecido devido a outra condição como a osteoporose, acaba se desgastando mais.

A maioria das fraturas por estresse ocorre nos ossos do pé (mais precisamente, no segundo e terceiro metatarso, no navicular e no calcanhar) e da perna (osso externo), que carregam o peso do corpo.

Fatores de risco

Atletas que praticam tênis, atletismo, ginástica e basquete são muito suscetíveis a fraturas por estresse. Porém, vale ressaltar que qualquer atividade que exija o impacto repetitivo do pé com o chão, como pular corda, correr etc, já é suficiente para provocar essa lesão.

Além disso, essas fraturas podem afetar pessoas de todas as idades que participam dessas atividades mencionadas acima, e não somente os atletas.

São outros fatores de risco:

  • interrupção drástica do sedentarismo: as fraturas por estresse geralmente ocorrem em pessoas que mudam repentinamente de estilo de vida, passando de sedentário para ativo, fazendo exercícios de alta intensidade, duração ou frequência;
  • sexo: as mulheres, especialmente aquelas que têm períodos menstruais anormais ou ausentes, correm maior risco de desenvolver fraturas por estresse;
  • problemas nos pés: pessoas que têm pés chatos ou arcos altos e rígidos são mais propensas a desenvolver esse tipo de fratura;
  • ossos enfraquecidos: condições como a osteoporose podem enfraquecer os ossos e facilitar a ocorrência de fraturas nestes;
  • fraturas por estresse anteriores: se você tem, ou já teve uma fratura por estresse, a probabilidade de tê-la novamente em outro local é ainda maior; coloca você em maior risco de ter mais;
  • falta de nutrientes: distúrbios alimentares e a falta de vitamina D e cálcio podem aumentar a probabilidade dos ossos desenvolverem lesões por estresse.

Sintomas

Os sintomas de uma fratura por estresse incluem:

  • dor e/ou fraqueza na área onde ela está localizada;
  • dor profunda no pé, tornozelo ou dedos do pé;
  • sensibilidade no local da fratura;
  • inchaço na parte superior do pé ou no tornozelo;
  • dor durante e/ou após a atividade.

Quando não tratada, a dor de uma fratura por estresse pode se tornar intensa e, além disso, o osso acometido pode se deslocar.

Diagnóstico

Durante a consulta, o médico fará uma série de perguntas para identificar os fatores de risco para as fraturas por estresse. Depois, o profissional examinará o pé e/ou o tornozelo do paciente e solicitará uma série de exames para confirmar suas suspeitas.

Estes exames podem incluir raios x, topografias computadorizadas e ressonância magnética.

Tratamento

Para reduzir a carga de sustentação do osso até que a cicatrização deste ocorra, pode ser necessário usar uma bota ortopédica ou usar muletas.

Embora incomum, a cirurgia às vezes é necessária para garantir a cura completa de alguns tipos de fraturas por estresse, especialmente aquelas que ocorrem em áreas com suprimento insuficiente de sangue.

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