Conversa com o Especialista: diabetes tipo 2

Imagem de capa de um texto sobre diabetes tipo 2 da editoria conversa com o especialista. No canto inferior, foto da endocrinologista Erika Figueiredo e, ao centro, imagem de uma pessoa medindo o nível de açúcar no sangue com um aparelho medidor de glicose para diabetes

O que é diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2 (ou DM2) é o mais comum na população e está relacionado à elevação dos níveis de glicose (açúcar) no sangue (hiperglicemia crônica). Ocorre, também, quando o corpo não consegue usar com eficiência a insulina (hormônio produzido no pâncreas para controlar o açúcar no sangue) e as taxas de glicose, consequentemente, ficam elevadas.

O que causa o diabetes tipo 2?

O diabetes mellitus tipo 2 acontece quando o corpo apresenta uma resistência à ação da insulina no controle da glicemia, ou quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina, provocando uma hiperglicemia no sangue. A doença está muito associada, também, ao sobrepeso, à má alimentação e ao sedentarismo.

Existe mais de um tipo de diabetes?

Sim, existem quatro tipos diferentes de diabetes, são eles: tipo 1, tipo 2, gestacional ou MODY. Todas elas estão relacionadas ao aumento das taxas de açúcar no sangue, o que as diferencia é o que provocou esse aumento da glicemia.

Quais os tipos de diabetes?

Existem 4 tipos de diabetes, são eles:

  • tipo 2: ocorre quando há hiperglicemia crônica, ou seja, os níveis de açúcar no sangue ficam elevados;
  • tipo 1: é uma doença autoimune, na qual as células que produzem insulina são destruídas, fazendo com que o pâncreas produza pouca ou nenhuma insulina;
  • diabetes gestacional: ocorre quando o corpo da mulher não produz insulina suficiente para compensar as mudanças hormonais que ocorrem no corpo durante a gestação (isso acontece para permitir o desenvolvimento do bebê e as taxas de açúcar no sangue, então, ficam elevadas);
  • MODY: subtipo do diabetes tipo 2, nesta há uma manifestação precoce e hereditária (geralmente antes dos 25 anos e acomete pelo menos três gerações da família).

Quais os fatores de risco para o diabetes mellitus – tipo 2?

Os principais fatores de risco para o diabetes tipo 2 são:

  • sedentarismo;
  • sobrepeso e obesidade;
  • ter mais de 40 anos;
  • já possuir um quadro de: obesidade central (acúmulo de gordura abdominal), colesterol e triglicérides aumentado, hipertensão;
  • histórico familiar de diabetes mellitus – tipo 2;
  • mulheres que tiveram diabetes gestacional.

Quais são os sintomas do diabetes tipo 2?

O diabetes mellitus tipo 2 pode não apresentar sintomas por anos. Então, é sempre bom ir ao médico e fazer exames de controle da glicemia no sangue regularmente.

  • Quando apresenta sintomas, a glicemia costuma estar muito alta, acima de 180 mg/dL. São eles:
  • poliúria: aumento da frequência/volume urinário;
  • polidipsia: sede exagerada devido à desidratação pelo excesso de urina;
  • aumento do apetite;
  • emagrecimento;
  • alterações visuais, como visão turva e embaçada;
  • cansaço, fadiga e prostração;
  • infecções de repetição;
  • dificuldade de cicatrização de feridas, especialmente nos membros inferiores;
  • dor e dormências nas pernas e pés.

Como diagnosticar o diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2 pode não apresentar nenhum sintoma por anos, ou até que as taxas de açúcar no sangue estejam muitíssimo elevadas. Por isso, a melhor forma de diagnosticar a doença é com exames médicos. Uma pessoa é diabética se a glicemia estiver:

  • maior ou igual a 126 mg/dL em jejum;
  • acima de 200 mg/dL após uma sobrecarga de glicose (dextrosol);
  • acima de 200 mg/dL em qualquer horário, associada a sintomas típicos de diabetes mellitus-tipo 2;
  • glicemia jejum entre 100 e 125 mg/dL, e/ou pós-dextrosol entre 140 e 199 mg/dL, caracteriza um quadro de pré-diabetes.

Como tratar o diabetes tipo 2?

O diabetes tipo 2 pode ser tratada por meio do controle das taxas de açúcar no sangue. Para isso, é fundamental uma dieta equilibrada, atividade física e perda de peso. Se a mudança no estilo de vida não for suficiente para controlar a glicemia, podem ser usados medicamentos orais e injetáveis, como a insulina.

Diabetes é perigoso? Pode matar?

O diabetes é uma doença que, se controlada, tem poucos riscos de desenvolver uma complicação. Contudo, se o paciente não fizer um acompanhamento e as taxas de glicose ficarem altas, pode sim ter muitas complicações e até mesmo levar a óbito. As principais complicações dessa doença são:

  • doença renal: o diabetes pode afetar a capacidade de filtragem do sangue e o paciente, assim, pode precisar de hemodiálise e, em alguns casos, transplante;
  • alteração nos nervos periféricos e má circulação: a pessoa diabética podem sentir formigamento e perda da sensibilidade nos pés. Além disso, a pele dos pés pode ficar muito seca e propiciar o aparecimento de rachaduras que podem evoluir para úlceras (feridas abertas);
  • cegueira, glaucoma e catarata.

Como prevenir o diabetes?

A melhor maneira de prevenir o diabetes é ter um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, atividades físicas regulares e manter um peso saudável. Além disso, é super importante ir regularmente ao médico.

Diabetes é uma doença relacionada ao pâncreas?

Sim, todos os tipos de diabetes estão relacionados ao pâncreas. O pâncreas é o órgão responsável pela produção e liberação da insulina, hormônio responsável por transformar o açúcar em energia. Quando nos alimentamos de um carboidrato como pão e arroz, o nosso corpo transforma o alimento em diversas substâncias mais simples durante a digestão e uma dessas é a glicose.

Para que os níveis de açúcar fiquem normalizados, o pâncreas produz e libera insulina para que a glicose seja armazenada e transformada em energia. Então, quando o pâncreas produz uma quantidade insuficiente ou para de produzir a insulina para regular os níveis de açúcar no sangue, temos um quadro de diabetes.

Diabetes é uma doença crônica?

Doenças crônicas são doenças que se desenvolvem lentamente e tem uma longa duração, podendo durar a vida toda. Muitas não têm cura e estão relacionadas ao estilo de vida, como má alimentação e sedentarismo.

O diabetes é uma doença crônica que pode demorar anos até apresentar sintomas e que não tem cura.

Diabetes tem cura?

O diabetes é uma doença que não tem cura, mas pode ser controlada. Uma alimentação balanceada, atividades físicas regulares e perda de peso podem auxiliar no controle da glicemia. Além disso, alguns casos podem precisar de medicamentos orais ou insulina. É importante saber que se controlada, uma pessoa diabética pode ter uma vida normal.

O diabetes é uma doença hereditária?

Existe um componente hereditário que propicia o desenvolvimento do diabetes. No caso do diabetes tipo 2, o histórico familiar de parentes próximos aumenta a chance de desenvolver a doença, mas o fator que mais influencia no desenvolvimento da doença é o estilo de vida.

Por que o diabetes afeta os pés? O que é pé diabético?

O pé diabético é o resultado de uma neuropatia periférica, um tipo de complicação do diabetes que pode resultar em amputação do membro.

O diabetes pode provocar uma alteração nos nervos periféricos e a má circulação sanguínea, fazendo com que a pessoa perca a sensibilidade nos pés e tornozelos.

Além disso, a pele do diabético tende a ficar muito ressecada, facilitando o aparecimento de rachaduras que podem evoluir para feridas abertas, as chamadas úlceras.

A má circulação sanguínea dificulta a cicatrização das feridas e a falta de sensibilidade na região podem fazer com que o diabético demore a perceber as feridas nos pés, aumentando o risco de infecções e as chances de ter o membro amputado.

Saiba mais em: Diabetes tipo 2: o que é, fatores de risco e tratamentos

E aí, gostou do texto? Para ler mais conteúdos como este, fique de olho em nosso Blog e siga nossos perfis nas redes sociais (Facebook e Instagram)! Estamos te esperando.

Endocrinologia

Médica especialista em endocrinologia. Membro do corpo clínico da Atentia - atenção médica.

Deixar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *