Conversa com o Especialista: diabetes tipo 1

Imagem de capa de um texto sobre diabetes tipo 2 da editoria conversa com o especialista. No canto inferior, foto do pediatra e endocrinologista Rafael Mantovani e, ao centro, imagem de uma pessoa medindo o nível de açúcar no sangue com um aparelho medidor de glicose para diabetes

O que é diabetes tipo 1?

O diabetes tipo 1 é autoimune, isso significa que o sistema imunológico ataca as células do pâncreas que são responsáveis pela produção da insulina. Isso faz com que haja pouca ou nenhuma liberação de insulina na corrente sanguínea, provocando o aumento dos níveis de glicose no sangue.

O diabetes tipo 1 é mais comum em crianças, adolescentes e jovens adultos.

Quais os sintomas da diabetes tipo 1?

Os sintomas mais comuns do diabetes tipo 1 são:

  • poliúria: vontade de urinar mais vezes;
  • polidipsia: muita sede devido à desidratação pelo excesso de urina;
  • apetite aumentado;
  • emagrecimento, mesmo com mais fome que o normal;
  • alterações visuais, como a visão turva e embaçada;
  • cansaço inexplicável e fadiga;
  • infecções de repetição na pele ou mucosas;
  • dificuldade de cicatrização de feridas;
  • hálito cetônico (odor de frutas velhas).

Quais os fatores de risco para o diabetes tipo 1?

Ainda são poucos conhecidos os fatores de risco do diabetes tipo 1, mas sabe-se que:

  • fator hereditário: pessoas com histórico familiar de diabetes tipo 1 têm maior chance de desenvolver a doença;
  • raça: é mais comum pessoas caucasianas desenvolverem a doença;
  • idade: é mais comum em crianças, adolescentes e jovens adultos que têm menos de 20 anos.

Quais as complicações do diabetes tipo 1?

O diabetes tipo 1, se não for controlado, pode trazer uma série de complicações como:

  • doenças bucais;
  • problemas de pele;
  • retinopatia diabética;
  • doenças cardiovasculares: o diabetes aumenta o risco de coágulos, hipertensão e colesterol alto;
  • doenças renais;
  • problemas na gravidez: maior risco de parto prematuro, defeitos congênitos, natimortos e pré-eclâmpsia;
  • fluxo sanguíneo baixo e danificação dos nervos: diabéticos correm o risco de perder a sensibilidade nos pés. Além disso, a pele dos pés pode ficar muito seca e propiciar o aparecimento de rachaduras que podem evoluir para feridas abertas de difícil cicatrização. Em casos graves, pode ser necessária a amputação dos membros.

Como é feito o diagnóstico do diabetes tipo 1?

É diagnosticado com base em análise clínica, com descrição dos sintomas e confirmada com exames laboratoriais: glicemia jejum, hemoglobina glicada (A1c) e teste de sobrecarga com dextrosol.

Além disso, podem ser feitos exames para diferenciar qual o tipo de diabetes do paciente.

Qual o tratamento para diabetes tipo 1?

Para o tratamento, o paciente deve fazer o uso de insulina para controlar os níveis de açúcar no sangue. Isso acontece porque, neste tipo de diabetes, ocorre uma destruição das células do pâncreas que são responsáveis pela produção da insulina. Além disso, uma alimentação balanceada e disciplinada, o monitoramento da glicemia e os conhecimentos básicos sobre a doença são essenciais para o autocuidado e o controle desta.

Qual diabetes precisa de insulina?

A insulina pode ser indicada para todos os tipos de diabetes. No diabetes tipo 1, a insulinoterapia é imprescindível para o controle da glicemia porque repõe o hormônio que o corpo não consegue produzir.

Contudo, no diabetes tipo 2, podem ser indicados outros medicamentos orais e, muitas vezes, com algumas mudanças no estilo de vida, o paciente pode controlar os níveis glicêmicos sem a necessidade de medicação.

O que é insulina?

A insulina é um hormônio produzido e secretado pelo pâncreas que tem importante função no metabolismo de carboidratos. Ela é responsável por controlar os níveis de glicose no sangue, então, quando há uma deficiência no controle da glicemia, temos um quadro de pré-diabetes ou de diabetes.

A insulina que o diabético aplica para controle do diabetes é o hormônio sintético, produzido em laboratório, que vai atuar da mesma forma que a insulina produzida pelo corpo.

Qual o melhor tipo de insulina?

Não existe uma insulina melhor do que a outra. O importante é perceber com qual delas cada paciente reage melhor.

O controle da doença é individualizado e cada planejamento é feito em conjunto com o paciente e sua família, de acordo com a rotina do diabético.

Além disso, para o manuseio correto da insulina, é importante o acompanhamento com um profissional para se aprender a preparar, aplicar e armazenar corretamente a medicação e, também, os outros instrumentos essenciais ao controle da glicemia.

Qual o pior diabetes?

Não existe um tipo pior de diabetes. O que existe são causas diferentes para essa doença.

As mais comuns são a tipo 1 e a tipo 2, e ambas provocam um quadro de hiperglicemia, ou seja, excesso de açúcar no sangue.

O tipo 1 ocorre quando o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis por produzir insulina e deixa de produzi-la. Já o tipo 2 ocorre quando o corpo apresenta resistência à ação da insulina no controle da glicemia ou quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina, provocando uma hiperglicemia no sangue

Qual a diferença entre diabetes tipo 1 e tipo 2?

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, isso é: o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis por produzir a insulina, fazendo com que o corpo deixe de produzi-la e provocando um aumento dos níveis de açúcar no sangue.

Já o diabetes tipo 2, por sua vez, é o aumento da glicemia provocado pela resistência à ação da insulina no controle da quantidade de açúcar presente no sangue. Nesta, o pâncreas produz mais insulina para tentar controlar o excesso de glicose até que canse e passe a produzir pouca ou nenhuma.

Saiba mais em: Diabetes tipo 1: o que você precisa saber

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Endocrinologia

Pediatra, especializado em Endocrinologia. Membro do corpo clínico da Mon Petit, clínica pediátrica, em Belo Horizonte.

2 Comments

  • Jovens adultos com menos de 20 anos? E pessoas na faixa dos 20 anos são o que? Velhos? Artigo péssimo!!!

    • Olá, Luiz. Tudo bem? O que o trecho que você menciona quer dizer não é que jovens adultos são pessoas com menos de 20 anos mas sim que o diabetes tipo 1 é mais comum em jovens adultos que têm menos de 20 anos. Reformulamos essa parte para que ela fique mais claro. Pedimos desculpa por qualquer mal entendido e agradecemos pelo seu comentário nos alertando sobre isso. Um abraço e até a próxima.

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