Exames de mama: quais são e como funcionam?

Focado no primeiro plano, a mão de uma médico mexendo em um computador. Desfocado no segundo plano, uma mulher deitada enquanto esse médico realiza um ultrassom nas mamas dela.

De uma coisa podemos ter certeza: quanto mais cedo o câncer de mama for diagnosticado, maiores são as chances de cura. Porém, engana-se quem pensa que deve procurar ajuda apenas quando notar que há algo de errado com os seios.

Em nosso blog, publicamos um artigo sobre os principais sintomas dessa doença. Lá, você vai descobrir um detalhe importantíssimo sobre ela: em seus estágios iniciais, a condição pode não apresentar sinais evidentes.

Sendo assim, a melhor forma de se prevenir de um susto como o diagnóstico de um tumor de mama em estágio avançado é mantendo seus exames em dia.

Para mulheres de todas as idades, a visita anual ao ginecologista é essencial para a manutenção da saúde. Já a partir dos 40 (e em alguns casos especiais), já podem ser introduzidos alguns exames dos quais vamos falar hoje. Preparada? Então vamos lá!

1. Ultrassom

O ultrassom das mamas é um procedimento simples e indolor que usa ondas sonoras para estudar as mamas. O objetivo, aqui, é:

  • examinar e fazer o controle de mamas que possuem o tecido muito denso (quando é assim, somente a mamografia não é o suficiente);
  • investigar melhor uma região suspeita das mamas;
  • checar a posição e integridade dos implantes mamários (se estão corretos, firmes, intactos etc);
  • para saber se um nódulo encontrado nas mamas é um cisto ou uma massa sólida;
  • para localizar a posição de um tumor (e, durante uma biópsia, orientar o médico até o local exato da massa para fazer a punção).

Como se preparar para esse exame?

Por ser um procedimento simples, o ultrassom das mamas não requer jejum, anestesia e nenhum tipo de preparação mais mirabolante. No máximo, o médico pedirá para que você não aplique óleos/hidratantes na região dos seios antes de ir até o consultório.

No mais, uma boa dica é: a paciente, na maioria das vezes, precisa se despir da cintura para cima na hora desse exame. Então, certifique-se de usar roupas confortáveis e que possam ser retiradas facilmente.

O procedimento

Após receber as instruções de onde deixar as roupas e acessórios, você será colocada em uma mesa de exames reta e acolchoada, deitada de barriga para cima e com os braços atrás da cabeça.

Depois, o(a) médico(a) colocará uma quantidade generosa de gel solúvel em água (que, por sinal, não irrita e nem provoca manchas nas roupas) na região dos seios e começará a fazer o ultrassom.

Com a sonda e, claro, guiado por uma tela, ele fará movimentos suaves em torno das mamas em busca de quaisquer anormalidades e irregularidades. Dependendo das circunstâncias, você será instruída a prender e soltar a respiração algumas vezes.

Todo o processo costuma levar cerca de 15 a 20 minutos.

Os resultados

A rapidez com que os resultados são liberados (incluindo imagens e relatório médico) depende muito da clínica escolhida. Normalmente, eles saem na mesma hora. O importante a se entender, aqui, é que assim que você estiver com eles em mãos, é preciso marcar o retorno ao mastologista.

Durante a consulta, o profissional fará uma leitura de todo o exame e, com base nele, decidirá os próximos passos.

2. Ressonância magnética

A ressonância magnética da mama, geralmente, é feita em mulheres que já receberam o diagnóstico de câncer de mama (e, portanto, precisam medir o tamanho e extensão do tumor), em mulheres nas quais o ultrassom e a mamografia não foram suficientes para esclarecimento diagnóstico ou como rastreamento em mulheres que possuem um alto risco para essa doença. Junto a ele, costumam ser feitos outros exames como, por exemplo, a mamografia.

Importante: este procedimento, sozinho, não é capaz de identificar todos os tipos de câncer e, portanto, não substitui uma biópsia e, obviamente, precisa vir acompanhado de outros exames para se ter um diagnóstico certeiro.

Como se preparar para esse exame?

Por ser um procedimento que utiliza ondas eletromagnéticas (dispostas em bobinas) para captar o interior das mamas, algumas orientações básicas precisam ser passadas à paciente. São elas:

  • não faça o exame caso você tenha
    • marcapasso;
    • clipes de aneurisma cerebral;
    • bomba de insulina, narcóticos ou estimuladores de nervos implantadas;
    • metal nos olhos (ou nas órbitas destes);
    • implante coclear para deficiência auditiva;
    • hastes para estabilização de coluna implantadas;
    • doença pulmonar grave;
    • refluxo gastroesofágico não controlado;
    • alergia a gadolínio (contraste utilizado durante o procedimento);
  • informe ao médico/técnico se você
    • estiver grávida (ou com suspeita de gravidez);
    • pesar mais de 130 kg;
    • tiver claustrofobia, ou não conseguir ficar deitada de costas durante 30-60 minutos).

O procedimento

Antes de entrar para a sala de exames, você será orientada a retirar do corpo todos os itens pessoais (incluindo roupas, brincos, piercings, anéis, relógios, joias, óculos, aparelhos auditivos, aparelhos ortodônticos móveis etc).

Vale ressaltar que, dependendo das circunstâncias, é preciso receber uma dose de contraste (gadolínio) antes do procedimento. Isso facilita a visualização de algumas estruturas anatômicas por parte da equipe médica.

Depois, você será direcionada até o cômodo em que a ressonância é feita e posicionada em uma espécie de maca. Por fim, seu corpo será introduzido em um túnel que, por meio de algumas bobinas, fará uma “varredura” da região das mamas, captando diversas imagens de seu interior.

Apesar de muito segura e indolor, a ressonância magnética pode ser um pouco “chata” para algumas pessoas. Isso acontece, principalmente, porque o paciente deve permanecer imóvel durante todo o procedimento, que pode levar de 40 a 60 minutos. Além disso, é possível escutar (e bem) os sons do equipamento quando se está lá dentro.

Os resultados

Após o exame, a pessoa já pode retornar imediatamente às suas atividades rotineiras. Os resultados costumam ser liberados dentro de alguns dias (a depender da clínica) e, assim que saírem, devem ser encaminhados ao mastologista.

3. Mamografia

A mamografia é um exame que detecta alterações e crescimentos anormais no tecido mamário por meio de um raio-X. Este, por sua vez, é feito especialmente para a anatomia da mulher, já que precisa comprimir as mamas para obter imagens de vários ângulos diferentes.

A mamografia é dividida em dois tipos:

  • rastreamento: quando as mulheres são submetidas à mamografia com a finalidade de descobrir a doença antes que elas demonstrem sintomas;
  • diagnóstica: é feita em mulheres que possuem uma alteração e são submetidas ao exame para esclarecimento ou acompanhamento.

A mamografia é o principal exame realizado com finalidade de diagnóstico precoce e redução da mortalidade.

Como se preparar para esse exame?

Nenhuma espécie de preparação é necessária para a mamografia. No entanto, uma boa dica é se vestir com roupas confortáveis e que possam ser retiradas facilmente e, claro, não aplicar loções, talcos e óleos hidratantes na região dos seios e das axilas.

Detalhe: caso você tenha algum piercing ou esteja usando alguma joia, será preciso retirá-las antes de entrar na sala de exames.

O procedimento

Assim que entrar na sala de exames, você será instruída a ficar de frente para o mamógrafo. O profissional, então, colocará sua mama entre dois suportes mamários radiográficos (que serão pressionados um contra o outro, apertando suavemente as mamas).

É comum sentir um pouco de dor e desconforto com essa pressão, mas o exame é bastante rápido, o que não prolonga o sofrimento de ninguém. Agora, aí vai uma dica de ouro: para minimizar o incômodo, procure marcar o exame para 10 dias após o início da menstruação, que é quando os seios estão menos sensíveis.

No mais, este exame leva cerca de 20 minutos e, por algumas horas depois, pode causar uma leve dor nas mamas.

Os resultados

Os resultados da sua mamografia devem ser liberados após algumas horas ou, a depender da clínica, dentro de alguns dias. Assim que você estiver com eles em mãos, leve-os ao mastologista.

4. E, por fim: biópsia

A biópsia é um procedimento no qual o médico remove um pequeno fragmento da lesão, ou parte do tecido mamário, para analisá-lo microscópicamente em busca de sinais de câncer e outras anormalidades. Normalmente, não são necessárias preparações especiais para ela.

O procedimento

Geralmente feita por meio de anestesia local, a biópsia é um procedimento relativamente seguro e pouco incômodo. Porém, vale ressaltar que, dependendo da circunstância, ela pode causar os seguintes efeitos colaterais:

  • equimose ou hematoma (manchas roxas na pele);
  • inchaço;
  • dor (leve);
  • sangramento;
  • infecção.

Recuperação

Após o procedimento, o uso de sutiãs e curativos pode ser necessário. Além disso, serão passadas orientações básicas como, por exemplo:

  • aplicar gelo, se necessário, na região em que a biópsia foi feita;
  • higienizar o local antes da troca de curativos;
  • evitar molhar o curativo;
  • uso de analgésicos.

O resultado

Dependendo da clínica em que o exame foi feito, o resultado pode demorar alguns dias para sair. Normalmente, ele já é enviado diretamente para o médico que, ao estudá-lo, discutirá as descobertas com a paciente.

Enfim…

Cada um desses exames das mamas são de extrema importância para a saúde da mulher. Portanto, não subestime o poder deles. Mantenha suas consultas de rotina em dia e converse bem com o seu mastologista, combinado?

 

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Mastologia

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