Comprimidos de aspirina em um fundo azulComprimidos de aspirina em um fundo azul

Uma aspirina por dia poderia manter a doença de Alzheimer longe? Pesquisadores descobriram que a aspirina pode ajudar a pulverizar uma enzima ligada ás condições neurodegenerativas, como as doenças de Alzheimer, Parkinson e Huntington. O estudo sugere que tomar o remédio comum pode ajudar a reduzir o risco de doenças.

Os testes, tanto em in vivo e in vitro, parecem prevenir ou reverter os sinais biológicos da doença de Alzheimer, disse o principal autor do estudo, Kalipada Pahan, professor de ciências neurológicas, na Universidade Rush.

A novidade foi a descoberta de que o ácido salicílico, um subproduto da aspirina, se liga à enzima GAPDH (Gliceraldeído 3-Fosfato Desidrogenase), impedindo que ele se mova no núcleo de uma célula onde causaria a morte celular.

Pahan disse que, embora a aspirina seja relativamente segura, ela carrega alguns riscos quando usada diariamente e não deve ser usada casualmente, como uma maneira não comprovada de tratar ou prevenir a doença de Alzheimer. Ele acrescentou que, para a aspirina estimular a atividade lisossomal, o receptor celular PPARα precisa estar presente e, portanto, qualquer pessoa com Alzheimer que não tenha um número suficiente de receptores PPARα não se beneficiaria com a aspirina. “Isso pode explicar os resultados mistos de estudos em toda a população”, disse Pahan.

O teste

Durante um mês, os pesquisadores deram baixas dosagens de aspirina, por via oral, a camundongos. Anteriormente eles foram geneticamente modificados para desenvolverem a doença de Alzheimer. Após a entrada do medicamento, foi avaliada a quantidade de placas de proteína beta amiloide nas partes do cérebro mais afetadas pela doença. O resulto mostrou que a aspirina promoveu o estímulo dos lisossomos e reduziu o acúmulo de placas nos cérebros dos animais. É este justamente o processo para combater o Alzheimer.

Estudos anteriores apontaram que a aspirina pode reduzir as chances de ataque cardíaco e ajudar na prevenção do câncer. Os pesquisadores acreditam que ainda há muito o que se investigar sobre os benefícios da aspirina contra o Alzheimer.