Pai fazendo toca aqui com a filha, enquanto a ajuda com o dever de casa usando educação positiva. Eles estão na sala de casa e na mesa tem material de estudos.

Dra. Letícia Silveira

Nos últimos anos, a educação positiva se tornou uma espécie de “moda” entre os pais. As aspas, aqui, foram de propósito. Afinal, não se trata de um hit passageiro, mas sim de uma abordagem de criação extremamente poderosa.

O que acontece: nosso impulso, enquanto adultos e responsáveis por uma criança, é focar somente nas coisas que ela faz de errado, criticando-a minuciosamente por elas. O objetivo, então, é mudar esse padrão.

Sendo assim, a ideia dessa linha educativa é, basicamente, concentrar-se nos pontos fortes do filho, ao invés de tentar corrigir os seus pontos fracos, e oferecer a ele um ambiente responsivo e interativo para que ele prospere mais.

Para saber tudo sobre a disciplina positiva e como aplicá-la no dia-a-dia, é só continuar conosco!

Afinal: o que é a educação positiva?

As origens dessa filosofia vêm do psicólogo austríaco Alfred Alder que, em 1900, consolidou a Psicologia Individual e defendeu que, quando se trata da educação dos filhos, ela deve ser feita por meio de empatia, conexão e parceria entre eles e seus pais.

Surgiu-se, então, um novo estilo parental conhecido como educação positiva, disciplina positiva ou parentalidade positiva.

Nela, a ideia é manter um relacionamento com os filhos baseado no respeito mútuo e contínuo. Os pais, enquanto tutores e modelos de referência, devem cuidar, ensinar, liderar, comunicar e prover as necessidades dos seus pequenos de forma consistente e incondicional.

O importante, no entanto, vem agora: tudo isso deve ser feito de forma não violenta e/ou punitiva. O objetivo não é educar pelo medo, mas sim pelo reforço positivo, que fornece o conhecimento e as orientações necessárias para que a criança entenda seus limites e tenha um desenvolvimento pleno.

São alguns princípios da disciplina positiva:

  • orientar;
  • liderar;
  • ensinar;
  • cuidar;
  • observar;
  • empoderar;
  • nutrir;
  • comunicar;
  • acarinhar;
  • amar incondicionalmente;
  • reconhecer os pontos positivos da criança e recompensá-los;
  • ser sensível às necessidades dos filhos;
  • ter consistência nos atos;
  • fornecer abrigo emocional;
  • mostrar empatia;
  • definir limites de forma não violenta;
  • respeitar os estágios de desenvolvimento da criança.

Mas isso não é “mimar” a criança?

Não! A educação positiva consiste em disciplinar a criança de forma que ela não tenha sua autoestima comprometida, nem se sinta ameaçada pelos próprios pais. Não se trata de “deixá-la fazer tudo o que lhe der na telha”, mas sim mostrar o que ela pode, ou não, fazer. E tudo de um jeito claro, explicativo, atencioso e amoroso.

Para explicar melhor esse estilo parental, que tal mostrarmos alguns exemplos de como ele funciona e, claro, algumas dicas de como colocá-lo em prática?

O que você deve saber para fazer da sua educação o mais positiva possível?

As abordagens parentais positivas podem variar de pessoa para pessoa. Porém, o pensamento central é reconhecer, recompensar e reforçar comportamentos e impulsos positivos. É, basicamente, incentivar as habilidades e talentos que a criança já tem e dar oportunidades para que elas sejam ainda mais desenvolvidas.

São exemplos práticos de parentalidade positiva:

  • ficar no mesmo nível da criança ao falar com ela, segurando suas mãos e esperando o contato visual para saber se ela está ouvindo;
  • pensar, primeiramente, nas necessidades da criança para entender o porquê ela está agindo daquela forma (ela está com fome, cansada, triste, frustrada, com medo ou entediada?);
  • fazer uma pausa antes de reagir negativamente (durante um impasse, por exemplo, ao invés de falar “pare com essa birra agora!”, diga: “Calma, venha cá e vamos conversar. Por que você está gritando comigo? O que está acontecendo?”);
  • comunicar-se de forma positiva (procure dizer coisas como, por exemplo: “Tudo bem, todos nós erramos e isso é normal. Lembre-se, apenas, que essa atitude é ruim e, por isso, não é legal quando tomamos ela.”, “Você me deixa tão orgulhoso(a)!”, “Parabéns pelo esforço! Estou tão feliz com você!”);
  • escutar as queixas e opiniões dos filhos e garantir que eles saibam que estão sendo ouvidos e considerados.

Enfim…

Se você está prestes a se tornar pai ou mãe, ou está tendo problemas com o comportamento dos seus filhos, aprender mais sobre os diferentes tipos de criação é essencial para encontrar aquele no qual você mais acredita. Afinal, como tudo na vida, existem vantagens e desvantagens em todos os estilos parentais, e cabe a você escolher qual é o certo para a sua família.

A paternidade positiva, por sua vez, é um estilo que vem ganhando cada vez mais popularidade entre os pais porque se concentra em criar filhos seguros, confiantes, bem comportados e emocionalmente comunicativos. Afinal, o que é priorizado aqui é o respeito mútuo.

Então, recapitulando: em vez de punir os filhos quando eles agem mal, os pais positivos procuram as razões por trás desse comportamento e explicam por que ele está errado e qual seria a atitude mais adequada naquela situação, dando às crianças exemplos positivos.

No mais, lembre-se: mudar/adaptar a criação dos filhos exige paciência, consistência, dedicação e comprometimento. Porém, o ideal é não fazer isso por conta própria. Antes de tomar qualquer decisão, recorra a livros e aconselhamento profissional. Assim, o sucesso da sua jornada estará garantido!

Cuide-se, e até a próxima!

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