Criança com sarampo deitada na cama com termômetro

Dra. Gloria Braga

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa, transmitida pelo contato direto ou inalação de gotículas de saliva expelidas no ar por uma pessoa contaminada. O vírus é altamente contagioso e se espalha rapidamente, causando epidemias.

O quadro clássico do sarampo apresenta:

  • febre alta;
  • rash cutâneo ou exantema (manchas avermelhadas por todo o corpo);
  • tosse;
  • coriza (nariz escorrendo);
  • conjuntivite (olhos vermelhos e lacrimejando);
  • diarreia;
  • manchas de Koplik (lesões de 2 a 3mm de diâmetro, brancas, com base avermelhada, na região interna das bochechas).

A doença é considerada grave, pois pode evoluir com complicações e levar ao óbito.

Fases clínicas do sarampo

Período de incubação

Fase que se estende desde a infecção até o aparecimento dos primeiros sintomas. Dura em torno de 10 dias. Durante o período de incubação, o vírus do sarampo já pode ser transmitido a pessoas susceptíveis. Após o aparecimento do rash cutâneo, a transmissão continua por mais 4 a 6 dias.

Período prodrômico

Tem duração de 2 a 4 dias. Nessa fase aparecem a febre, apatia, tosse produtiva, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik.

Período exantemático

O exantema maculopapular do sarampo é caracterizado por manchas vermelhas na pele que surgem na face e se estendem para o resto do corpo. Ele dura de 4 a 7 dias e pode ser seguido por uma descamação da pele.

Os sintomas em período prodrômico desaparecem alguns dias após o início do exantema, exceto quando há complicações.

Complicações do sarampo

Aproximadamente 30% dos pacientes com sarampo apresentam complicações.

São fatores de risco:

  • idade abaixo de 5 e acima de 20 anos;
  • desnutrição;
  • sistema imune comprometido.

As possíveis complicações do sarampo são:

  • pneumonia: é a principal causa de morte entre as crianças desnutridas;
  • desidratação e desnutrição;
  • convulsão febril;
  • encefalite ou meningoencefalite: são raras, porém graves. Levam ao óbito em 15% dos casos;
  • panencefalite esclerosante subaguda (PEESA): é uma complicação degenerativa rara e tardia, ocorrendo anos após a infecção.

São comuns sequelas em alguns casos complicados como, por exemplo: alterações neurológicas, cegueira, surdez e deficiência no crescimento.

Diagnóstico

O diagnóstico de sarampo é confirmado através da sorologia, pela detecção de anticorpos contra o vírus.

Tratamento

Não existe tratamento específico para o sarampo. É recomendada a administração de vitamina A em aerossol no momento do diagnóstico, para todas as crianças. Essa medida reduz o número de complicações e o risco de morte pela doença.

Além disso, deve-se manter a hidratação, nutrição e controlar a febre.

As complicações, se houver, são tratadas caso a caso.

Prevenção

A vacina contra o sarampo é eficaz na prevenção da doença. Utiliza-se a tríplice viral, que combate o sarampo, a rubéola e a caxumba, ou a tetra viral, que inclui também a catapora. A imunidade é alcançada duas semanas após a dose e dura por toda a vida.

Nas crianças que iniciam o calendário vacinal na idade adequada, devem ser aplicadas duas doses, aos 12 meses (Tríplice viral) e 15 meses de idade (tetra viral).

Nas crianças, jovens e adultos não vacinados, devem ser dadas duas doses com intervalo de 30 dias. A vacina contra a varicela pode ser aplicada apenas até os 12 anos de idade.

Diante de surtos de sarampo, a vacinação de bloqueio é fundamental para o controle da doença e deve ser iniciada preferencialmente até 72 horas após o contato.

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