Diabetes mellitus: tipos, diagnóstico e tratamentos

Mão de uma mulher usando o medidos de glicose para saber a taxa de açúcar no sangue e ver como anda a diabetes

O diabetes mellitus é uma condição complexa, que pode afetar nosso corpo e influenciar nosso estilo de vida.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, no mundo temos cerca de 387 milhões de pacientes diabéticos, sendo 13 milhões de pacientes brasileiros, e de acordo com o Atlas do Diabetes estima-se que esse número possa crescer em 150% até o ano de 2035, especialmente se não adotarmos as devidas providências. Vale lembrar que as estatísticas são alarmantes.
O primeiro passo para mudar esse cenário é nos informarmos mais sobre o assunto, por meio de fontes confiáveis. Se você por acaso foi diagnosticado(a) com diabetes, ou conhece alguém que que tenha esse diagnóstico e esteja querendo aprender mais sobre esse tema, você encontrou o lugar certo.
Continue conosco para entender os principais tópicos sobre o Diabetes Mellitus, desde seus tipos até as causas, principais sintomas e as atuais propostas de tratamento. Vamos lá?

O que é o diabetes mellitus?

O Diabetes Mellitus faz parte de um grupo de doenças metabólicas que são caracterizadas pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue. Esse aumento ocorre devido à produção insuficiente de insulina pelo pâncreas.
Para entender melhor: o corpo humano é formado por milhões de células que produzem energia para realizarmos nossas atividades. Para isso, no entanto, elas precisam de algumas substâncias, sendo a glicose – um açúcar simples proveniente de carboidratos – a principal delas.
Então, quando nos alimentamos, a glicose proveniente do alimento é transportada do intestino para as células musculares por meio da corrente sanguínea.
Porém, para entrar nas células a glicose precisa da insulina, um hormônio produzido e secretado pelo pâncreas que, além de funcionar como a “chave” para todo esse processo, ainda tem como função regular os níveis de açúcar no sangue.
Concluindo: sem a insulina, a glicose não entra nas células, não produz energia e, consequentemente, acumula-se no sangue aumentando a concentração de açúcar. Esse aumento dos níveis da glicose no sangue é uma condição conhecida como hiperglicemia.

Tipos de diabetes

Como explicamos, o diabetes mellitus é um grupo de doenças metabólicas que têm um fator em comum: o excesso de açúcar no sangue. Sabe-se que existem condições diferentes de Diabetes Mellitus. Então, vamos conversar um pouco sobre cada uma delas?

Diabetes tipo 1

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune resultante da destruição das células pancreáticas produtoras de insulina. É mais frequente em crianças e adultos jovens.
Para saber todos os detalhes sobre ela, basta clicar aqui.

Diabetes tipo 2

O diabetes tipo 2 ocorre quando o pâncreas produz uma quantidade insuficiente de insulina ou então as células de nosso organismo têm uma resistência aumentada à sua ação.
É o tipo mais comum da doença e acomete cerca de 9 a cada 10 pessoas com diabetes. Para saber TUDO sobre o diabetes tipo 2, clique aqui.

Diabetes gestacional

É quando os níveis de açúcar no sangue aumentam apenas durante a gravidez em algumas gestantes.
Existem duas classes de diabetes gestacional: A1 e A2. Na primeira, as mulheres podem controlar a doença por meio de exercícios e dieta. Já na segunda, a paciente precisa tomar insulina ou recorrer a outros medicamentos para um melhor controle glicêmico.
Geralmente, o diabetes gestacional desaparece pouco tempo depois do parto. Porém, vale ressaltar que ele pode ocasionar complicações fetais durante a gestação, bem como pode afetar a saúde do bebê e, ainda, torná-lo mais suscetível a desenvolver diabetes tipo 2 quando mais velho.

Diabetes tipo MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young)

Diabetes em jovens com início na maturidade (Maturity-Onset Diabetes of the Young), também conhecido como Diabetes de início precoce. É um tipo raro de diabetes, provocado principalmente por uma mutação de genes que faz com que as crianças e adolescentes desenvolvam essa condição, muito parecida com o diabetes tipo 2.

Diabetes secundária

É quando o diabetes resulta de alguma outra condição médica como:

  • fibrose cística;
  • hemocromatose;
  • pancreatite crônica;
  • síndrome dos ovários policísticos (SOP);
  • síndrome de Cushing;
  • câncer de pâncreas;
  • entre outros.

Pode, ainda, ser provocada e agravada pelo uso prolongado de medicamentos como:

  • corticosteroides (hidrocortisona, prednisona, triancinolona etc);
  • betabloqueadores (propranolol, atenolol, nadolol etc);
  • diuréticos tiazídicos (hidroclorotiazida, clortalidona etc).

Principais sintomas do diabetes mellitus

Os diferentes tipos de diabetes têm sintomatologia semelhante. Porém, é importante ressaltar que o diabetes tipo 2, ao contrário do diabetes tipo 1, pode não causar sintomas por muitos anos.
Por essa razão, 40% dos portadores nem sabem que têm a doença. Quando surgem os sintomas, a glicemia geralmente bem acima dos valores normais e o médico deverá ser consultado.
Os sintomas mais comuns são:

  • boca seca;
  • muita sede;
  • aumento do apetite;
  • sensação de fome pouco tempo depois de comer;
  • maior frequência urinária;
  • perda de peso sem motivo aparente.

Em casos mais graves, o paciente pode apresentar:

  • fadiga;
  • visão embaçada;
  • dormência/formigamento nas mãos e/ou pés;
  • feridas que demoram a cicatrizar;
  • pele seca;
  • infecções urinárias.

Como saber se tenho diabetes?

O diagnóstico do diabetes é feito por meio de análise clínica e laboratorial do paciente. Os principais exames pedidos pelo médico para confirmarem a doença são:

  • glicose de jejum;
  • hemoglobina glicada;
  • curva glicêmica ou teste de sobrecarga com dextrosol.

O diabetes tem cura?

Infelizmente, até o momento, não. Uma vez diagnosticado com a doença, você provavelmente viverá com ela para sempre. Porém, isso não quer dizer que ela não possa ser controlada de forma que o paciente tenha uma excelente qualidade de vida.
Veja quais são as alternativas de tratamento para o diabetes:

  • dieta balanceada;
  • atividade física regular;
  • controle do peso;
  • hipoglicemiantes orais;
  • insulina.

Como toda doença crônica, o diabetes mellitus exige cuidados por toda a vida. Esse é o único caminho para evitar complicações e ter qualidade de vida por muitos e muitos anos.

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