Close das mãos de uma mulher fazendo o exame de diabete. Um dos dedos está com um gota de sangue

Dra. Erika Figueiredo

O diabetes tipo 2 (DM2) é uma doença caracterizada pela hiperglicemia crônica, ou seja, elevação da glicose (açúcar) no sangue.

É o tipo mais comum de diabetes mellitus, compondo cerca de 90% dos casos. São outros subtipos dessa condição: diabetes gestacional, MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young – causa genética), secundária (por uso de medicamentos, outras doenças ou síndromes genéticas) e tipo 1.

Diabetes mellitus?

Sim. Diabetes mellitus é, na verdade, o nome dado a um grupo de doenças metabólicas caracterizadas pelo excesso de glicose no sangue.

Existem várias causas e fatores de risco para um quadro como esse. Porém, a essência é a mesma: o acúmulo de açúcar no sangue acontece porque o pâncreas da pessoa diabética não produz insulina da forma como deveria.

Uma breve explicação sobre a insulina

A insulina é um hormônio secretado pelo pâncreas. Seu principal objetivo é controlar os níveis de glicose no sangue.

Funciona assim: quando ingerimos carboidratos, eles são quebrados em diversas substâncias mais simples durante o processo de digestão. Uma delas, como você já deve imaginar, é a glicose.

Ao chegar no intestino, a glicose cai diretamente na corrente sanguínea. Assim que isso acontece, o pâncreas entende que os níveis de açúcar no organismo estão elevados e, para equilibrar a situação, secreta a insulina.

Ela, por fim, faz com que as células do corpo armazenem essa glicose para transformá-la em energia, normalizando a quantidade de açúcar no sangue.

Agora sim: o que você precisa saber sobre o diabetes tipo 2?

O DM2 ocorre devido:

  • à resistência da ação da insulina (resistência insulínica- RI);
  • e/ou pela produção insuficiente desta pelo pâncreas, estando muito associada ao excesso de peso.

Mas… o que o peso tem a ver com isso tudo?


A gordura corporal (especialmente a intra-abdominal) dificulta a ação da insulina, fazendo com que o pâncreas aumente a sua produção. Entretanto, essa compensação tem um limite. Quando chega ao máximo, o pâncreas não consegue produzi-la mais.

Fatores de risco

  • ter mais de 40 anos;
  • ser sedentário (a);
  • estar acima do peso;
  • passar por um diabetes gestacional (DMG) (mulheres que tiveram DMG têm maior risco de ter DM2);
  • portar alguma síndrome metabólica como: obesidade central, triglicérides aumentados, HDL baixo, hipertensão;
  • ter casos de DM2 na família.

Sintomas

É importante ressaltar que o diabetes tipo 2, ao contrário do tipo 1, pode não causar sintomas por muitos anos! Por isso, 40% dos portadores nem sabem que têm a doença.

Para que haja sintomas, a glicemia geralmente está muito elevada, acima de 180 mg/dL. Os principais são:

  • aumento de frequência/volume urinário;
  • aumento de apetite;
  • sede excessiva;
  • emagrecimento;
  • visão turva;
  • cansaço, fadiga, prostração;
  • infecções de repetição;
  • dificuldade na cicatrização de feridas;
  • dor e dormências nas pernas e pés.

Diagnóstico

Uma vez que o paciente diabético pode não apresentar sintomas, muitas vezes a doença é descoberta por acaso durante um exame médico de rotina.

Considera-se diabetes quando a glicemia está:

  • maior ou igual a 126mg/dL em jejum;
  • acima de 200mg/dL após uma sobrecarga de glicose (dextrosol);
  • acima de 200mg/dL em qualquer horário, associada a sintomas típicos de Diabetes Mellitus (DM);
  • glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dl e/ou glicemia pós-dextrosol entre 140 e 199 mg/dl caracterizam o pré-diabetes.

Pessoas que apresentam estes resultados têm maior risco de desenvolver diabetes e doenças cardiovasculares como infarto, por exemplo. Por isso, mudanças na alimentação e atividade física regular são fundamentais para ajudar a reduzir peso e evitar a progressão para o diabetes.

Tratamento

A pergunta que não quer calar é: o diabetes tem cura? Infelizmente, a resposta é não. Porém, a boa notícia é que ele tem controle.

Como toda doença crônica, ela exige cuidado por toda a vida. Dessa maneira, consegue-se reduzir a chance de complicações.

Caso alterações na alimentação, atividade física regular e perda de peso não forem suficientes para o controle da glicemia, são usados medicamentos orais ou injetáveis.

Pacientes com a diabetes controlada bem controlados têm vida absolutamente normal. É muito importante a monitorização da glicemia para que os devidos ajustes no tratamento sejam feitos. Hoje em dia temos dispositivos bem interessantes no mercado que auxiliam na obtenção de ótimos resultados.

Possíveis complicações do diabetes tipo 2

Diabetes sem controle leva ao aumento de complicações, já que a glicemia elevada lesa a microcirculação dos olhos, rins, coração e nervos. São algumas delas:

  • cegueira;
  • insuficiência renal com necessidade de diálise ou transplante;
  • alteração nos nervos periféricos;
  • doenças cardiovasculares.

Prevenção

Sem dúvidas, a prevenção sempre será o melhor remédio para esta e qualquer outra doença. Por isso, é fundamental fazer uma atividade física regularmente, alimentar-se de forma balanceada (confira a melhor dieta para diabéticos aqui) e manter um peso saudável.

Avaliações médicas de rotina também são indicadas.

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