Desmistificando a Anestesia Veterinária

Gato cinza recendo uma anestesia pelo veterinário

Dra. Eduarda Bitencourt

A anestesia veterinária é um dos momentos mais temidos pelos tutores de animais que serão submetidos a um procedimento cirúrgico. O desconhecimento sobre o assunto, a falta de esclarecimento sobre a segurança anestésica e não saber quais os riscos atrelados à anestesia elevam o medo e insegurança do tutor.
O que poucos sabem é que a anestesia, na medicina humana, é uma das áreas que mais cresce e se atualiza, e a medicina veterinária vem acompanhando esse crescimento de perto. Para ser um médico veterinário anestesista, é necessário ter uma especialização na área, como pós-graduação e/ou residência, além de constantes atualizações em cursos e congressos.

Qual a função do anestesista veterinário?

O acompanhamento do anestesista inicia-se antes da cirurgia, com avaliação clínica do paciente e conferência dos exames pré-anestésicos.
Durante todo procedimento, o anestesista irá monitorar os sinais vitais do paciente como frequência cardíaca, respiração, oxigenação e pressão arterial. O paciente é assistido pelo especialista até o pós-operatório imediato, a fim de garantir um despertar tranquilo e com analgesia adequada.

Técnicas da anestesia veterinária

São diversas as técnicas anestésicas que podem ser utilizadas. Dentre elas podemos destacar: sedação, anestesia geral total intravenosa, anestesia geral inalatória e anestesia locorregional.
Elas podem ser usadas individualmente ou combinadas, não havendo uma técnica melhor ou pior que a outra. Mas sim, cabe ao anestesista escolher qual a melhor opção para determinada situação, conferindo ao paciente os 4 pilares básicos da anestesia: imobilidade, relaxamento muscular, inconsciência e proteção neurovegetativa (controle de dor e estabilidade cardiorrespiratória).

Qual o risco da anestesia?

Com o avanço da anestesiologia, os procedimentos anestésicos tornaram-se cada vez mais seguros. O uso de equipamentos modernos, fármacos e técnicas adequadas e exames pré-anestésicos completos são importantes para diminuir seus riscos.
Embora a anestesia veterinária tenha um baixo índice de mortalidade, todo paciente possui risco de complicações, desde reação anafilática, diminuição da pressão arterial, depressão respiratória e parada cardiorrespiratória.
Os riscos elevam-se de acordo com procedimento, doenças concomitantes e idade, por exemplo. No entanto, estes não são fatores que impedem a anestesia. O que fará diferença nessas situações será o preparo do profissional em detectar e tratar as possíveis complicações que podem ocorrer.
Antes de submeter seu animal à uma cirurgia, informe-se sobre quem será o médico veterinário anestesista responsável e, se possível, converse com ele e tire suas dúvidas.
Para uma anestesia bem-sucedida, é fundamental um profissional especialista e qualificado junto ao seu pet.

Gostou do texto? Visite a editoria Saúde do Animal e saiba como manter a saúde do seu melhor amigo. Nossos veterinários e especialistas têm muito para contribuir. Acesse, também, nosso Facebook, Instagram e Twitter para ficar por dentro de tudo sobre o universo pet.

Deixar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *