Coronavírus: o que você precisa saber?

Jovem de máscara tossindo

Em 2019, uma série de doenças respiratórias graves, originadas em Hubei, província chinesa, colocaram o mundo em alerta. Em janeiro de 2020, sua fonte foi descoberta: um tipo de coronavírus jamais visto e, portanto, sem cura, denominado SARS-CoV-2. A doença provocada por ele, por sua vez, recebeu o nome de COVID-19.

Até a data de publicação deste artigo, esse vírus já foi registrado em mais de 104 países e sua taxa de letalidade, até agora, está em 3,4%, totalizando cerca de 4 mil mortes em todo o mundo. No Brasil, já temos 34 casos confirmados e 893 suspeitas (aprox.). (Fonte: Plataforma Ivis)

Mas… então quer dizer que o coronavírus já existia? Se uma pessoa pegar o COVID-19, ela vai morrer? O mundo está passando por uma pandemia? SOCORRO!

Calma, calma. Acredite: não há motivo para desespero. Vamos por partes? Continue conosco para saber TUDO o que precisa sobre essa doença.

Afinal: o que é o coronavírus?

O coronavírus (CoV) é, na verdade, uma grande família de vírus conhecida como Coronaviridae. Ela foi descoberta na década de 60 e recebe esse nome porque as espículas de sua superfície são pontiagudas, lembrando uma coroa.

Eles são bastante comuns em animais e, por terem caráter zoonótico, podem ser transmitidos para o ser humano. Os exemplos mais famosos de manifestações do Coronaviridae incluem a MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio – encontrada pela primeira vez em camelos dromedários) e a SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave – encontrada em gatos selvagens).

No mais, quando os coronavírus afetam uma pessoa, eles costumam causar febre, tosse, falta de ar e doenças respiratórias (bronquite, pneumonia etc). Em recém-nascidos, idosos e pacientes com o sistema imunológico comprometido, esses vírus podem causar sérias complicações, incluindo síndrome respiratória aguda, insuficiência renal e até mesmo a morte.

E o que é o COVID-19?

Nos primeiros dias do surto, os profissionais da área de saúde, assim como a mídia, usaram o coronavírus como um termo genérico para uma nova doença provocada pelo SARS-CoV-2, da família Coronaviridae.

Mais tarde, para aliviar a confusão e agilizar seus relatórios, a Organização Mundial de Saúde nomeou essa doença de COVID-19.

Resumindo: o novo coronavírus, da família Coronaviridae, é oficialmente chamado de SARS-CoV-2. A doença causada por ele, por sua vez, é denominada COVID-19.

De onde o COVID-19 veio?

Acredita-se que o vírus SARS-CoV-2 começou a se dissipar a partir de um mercado em Wuhan, pequena cidade da província de Hubei, na China. Este, além de vender peixes, também costumava oferecer animais vivos exóticos como morcegos, cobras e pangolins.

De acordo com um artigo publicado na revista médica The Lancet, 27 dos 41 pacientes diagnosticados com COVID-19 foram expostos a esse mercado. Isso sugere que, mesmo que o novo coronavírus tenha se originado em outro lugar, ele começou a se espalhar com mais vigor neste local, principalmente devido à sua grande concentração de pessoas e animais no mesmo espaço.

E qual é a forma de transmissão dos coronavírus?

Essa é uma das principais perguntas que os pesquisadores ainda estão tentando responder. O que se sabe até agora é que as primeiras infecções de coronavírus foram transmitidas de animais para humanos, e depois de humanos para humanos.

O grande pulo do gato nisso tudo é que esse tipo de vírus, para conseguir ser transmitido entre pessoas, precisa ter sofrido uma mutação, e é aí que o SARS-CoV-2 entra.

Este, por sua vez, pode ser transmitido:

  • pelo contato direto com o paciente infectado;
  • por gotículas respiratórias (transportadas para o ambiente por meio de tosse e espirro) e secreções da pessoa contaminada;
  • pelo contato com superfícies e objetos contaminados.

Grau de infectividade

Durante surtos de doenças, os especialistas costumam realizar um cálculo que estabelece o seu número básico de reprodução, conhecido como R0 (R zero). Basicamente, ele representa o número de pessoas que podem ser contagiadas a cada um paciente infectado.

No caso do Coronavírus, esse valor é de 2,75. Em outras palavras, para cada paciente infectado, estima-se que outras 2 a 3 pessoas também “peguem” essa doença.

Para entender o grau da situação, veja alguns dados comparativos com o R0 de outras “pandemias”:

  • gripe espanhola – 1,5, a 2;
  • gripe sazonal – 1,3;
  • sarampo – 12 – 18.

Sintomas

Os sintomas do COVID-19 são muito similares aos de um resfriado. Portanto, eles incluem:

  • febre;
  • tosse (seca ou não);
  • dor de garganta;
  • perda do paladar ou olfato;
  • dificuldade para respirar;
  • fadiga ou dores musculares.

Em casos mais graves, ele pode provocar:

  • tosse com muco ou sangue;
  • pneumonia;
  • síndrome respiratória aguda grave;
  • insuficiência renal;
  • perda da fala;
  • limitação dos movimentos;
  • morte.

Raramente, ainda pode causar:

  • diarreia;
  • conjuntivite;
  • erupções cutâneas;
  • descolorações nos dedos das mãos e dos pés.

>Atenção: o COVID-19 pode, ainda, ser assintomático e possuir um período de incubação de aproximadamente 5 dias, começando a apresentar seus sintomas em até 2 semanas.

O coronavírus mata?

Assim como qualquer outra doença que evolui para um estágio mais grave, sim. De fato, os coronavírus podem matar, principalmente o SARS-CoV-2. Porém, aí vão duas coisas que você PRECISA saber:

  • a taxa de letalidade do COVID-19 é de 1 a 3%;
  • os pacientes que mais correm risco com esse novo coronavírus são idosos, gestantes de alto risco, diabéticos, pessoas com doenças cardíacas, renais (ou em diálise), pulmonares, de fígado e com o sistema imunológico comprometido;
  • pacientes que estão fora desse grupo de risco apresentam taxa de letalidade menor do que 0,1%.

Além disso, é importante saber que o surto de COVID-19 já atingiu os níveis de pandemia. Isso significa que ela foi registrada em todos os países do mundo.

Porém, mesmo assim, não há motivos para histeria e, principalmente, para disseminação de fake news. São essas coisas que, juntas, provocam o que chamamos de surtos coletivos.

Para se ter ideia, vários especialistas afirmam que o vírus SARS-CoV-2, responsável pelo COVID-19, parece ser leve, especialmente em comparação a outras infecções como a influenza e até mesmo o sarampo.

No mais, o importante é manter-se calmo e entender COMO você pode se prevenir dessa doença. Aliás, esse será o tema do nosso próximo tópico!

Como prevenir a infecção pelo coronavírus?

  • use máscara de proteção;
  • evite grandes aglomerações, principalmente se forem em locais pouco ventilados;
  • higienize as mãos frequentemente, ainda mais quando voltar da rua ou antes de fazer uma refeição;
  • mantenha distância de pacientes contaminados;
  • cubra o nariz com o braço antes de tossir ou espirrar;
  • jamais compartilhe objetos de uso pessoal como garrafas, copos, guardanapos e talheres;
  • mantenha os ambientes em que você está bem ventilados.

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