Coronavírus: o que sabemos até agora?

Pesquisadores segurando um tubo de ensaio cheio de sangue com o rótulo escrito covid-19 e vários modelos 3d do coronavírus sobrepostos à eles.

Em 2019, uma série de doenças respiratórias graves, originadas em Hubei, província chinesa, colocaram o mundo em alerta.

Em janeiro de 2020, sua fonte foi descoberta: um tipo de coronavírus jamais visto e, portanto, sem cura, denominado SARS-CoV-2. A doença provocada por ele, por sua vez, recebeu o nome de COVID-19.

A doença rapidamente se espalhou pelo mundo e no momento desta publicação, em Janeiro de 2021, já provocou mais de 2 milhões de mortes.

Como o novo coronavírus é transmitido?

A transmissão do novo coronavírus ocorre de pessoa para pessoa, por meio de:

  • contato direto (toque ou aperto de mão, por exemplo);
  • gotículas respiratórias (transportadas para o ambiente por meio da fala, tosse e espirro) e secreções da pessoa contaminada;
  • contato com superfícies e objetos contaminados, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

O SARS-CoV-2 é um vírus que se espalha com muita facilidade. Estima-se que cada doente infecta outras 2 a 3 pessoas.

Como em outras infecções respiratórias, as pessoas são mais contagiosas quando apresentam sintomas, especialmente nos primeiros dias da doença. Porém, na COVID-19, um paciente infectado e ainda sem sintomas também pode transmitir a doença.

Como prevenir a infecção pelo coronavírus?

  • Use máscara de proteção;
  • evite grandes aglomerações, principalmente se forem em locais pouco ventilados;
  • higienize as mãos frequentemente, ainda mais quando voltar da rua ou antes de fazer uma refeição;
  • mantenha distância de pacientes contaminados;
  • cubra o nariz com o braço antes de tossir ou espirrar;
  • jamais compartilhe objetos de uso pessoal como garrafas, copos, guardanapos e talheres;
  • mantenha os ambientes em que você está bem ventilados.

Quais são os sintomas da COVID 19?

Os sintomas do COVID-19 são muito similares aos de um resfriado. Portanto, eles incluem:

  • febre;
  • tosse (seca ou não);
  • dor de garganta;
  • perda do paladar ou olfato;
  • dificuldade para respirar;
  • fadiga ou dores musculares.

Em casos mais graves, ele causa:

  • tosse com muco ou sangue;
  • pneumonia;
  • síndrome respiratória aguda grave;
  • insuficiência renal;
  • perda da fala;
  • limitação dos movimentos;
  • morte.

Mais raramente, ainda pode provocar:

  • diarreia;
  • conjuntivite;
  • erupções cutâneas;
  • descolorações nos dedos das mãos e dos pés.

Se eu contrair o coronavírus, depois de quantos dias irei apresentar sintomas?

A infecção pelo coronavírus tem um período de incubação que pode variar de 2 a 14 dias. Isso significa que ele pode ficar até duas semanas no seu corpo sem provocar sintomas.

Pessoas com sintomas leves, mesmo se suspeitarem de COVID-19, não devem se dirigir ao hospital, mas ficar em casa, em isolamento. Afinal, hospitais e prontos-socorros são locais em que se aumenta a chance de encontrar pessoas com a infecção. É importante fazer repouso, tomar bastante água e, se necessário, usar analgésicos e antitérmicos.

Procure atendimento apenas se apresentar sintomas graves, como dificuldade respiratória e/ou febre alta associada a sintomas de gripe.

Como saber se estou com COVID 19?

O diagnóstico da COVID-19 se baseia em exames laboratoriais que detectam o vírus ou anticorpos contra ele. São eles:

  • Testes rápidos: existem vários tipos de testes, que detectam o vírus ou anticorpos. Apesar da grande vantagem do resultado quase imediato, os testes rápidos são menos confiáveis que as outras metodologias (baixa sensibilidade e especificidade).
  • Testes sorológicos: realizados em amostras de sangue, detectam anticorpos contra o vírus (IgA, IgM e IgG).
  • RT PCR (reação em cadeia de polimerase de transcrição reversa): realizado em secreções respiratórias coletadas no nariz e/ou garganta por meio de um swab, detecta a presença do coronavírus.

Atenção: Os exames para diagnóstico da COVID 19 devem ser solicitados por um médico e sua autorização obedece às normas da ANS descritas na DUT (Diretriz de Utilização) específica.

Fui diagnosticado com COVID 19. O que fazer?

Pessoas diagnosticadas com COVID 19 devem ficar em isolamento domiciliar e tomar os seguintes cuidados:

  • repouso;
  • hidratação;
  • uso de analgésicos e antitérmicos.

Se houver piora do quadro respiratório, o paciente deve se dirigir a um hospital.

Existem tratamentos específicos para a COVID 19?

Durante a pandemia, vários medicamentos foram testados e alguns receberam liberações emergenciais para tratamento da COVID 19 em pessoas que têm um risco aumentado de complicações pela doença.
Nos Estados Unidos, em 2020, dois tipos de tratamento com anticorpos monoclonais estão sendo utilizados:

Os anticorpos monoclonais são versões feitas em laboratório dos anticorpos produzidos pelo organismo humano em resposta a uma infecção específica. No caso da COVID 19, eles reagem contra as proteínas de superfície do coronavírus dificultando a entrada deste nas células humanas.

Esses tratamentos não foram aprovados para pacientes hospitalizados ou recebendo oxigênio, pois não demonstraram benefícios e foram observados alguns efeitos adversos.

No Brasil, o Instituto Butantan desenvolveu um soro a partir da aplicação do coronavírus inativado em cavalos. O soro teve bons resultados nos testes iniciais e aguarda aprovação da Anvisa para o início dos testes em humanos.

Quais medicamentos são utilizados em pacientes com COVID 19?

Pacientes com quadros graves e hospitalizados recebem, além do suporte respiratório, protocolos de medicamentos que incluem: corticosteroides, antivirais e anticoagulantes.

A hidroxicloroquina, que recebeu muita atenção no início da pandemia devido a relatos de eficácia na China e França, hoje foi abandonada para tratamento da COVID 19.

Um estudo publicado na JAMA em 2020, demonstrou efeitos colaterais graves e uma taxa de mortalidade maior associada ao uso da cloroquina em pacientes infectados pelo novo coronavírus.

A ivermectina, medicamento antiparasitário bastante discutido durante o ano de 2020, voltou a receber atenção depois que um grupo de cientistas e médicos americanos apresentou dados de revisão de publicações científicas sobre a droga. Em janeiro de 2021, ela voltou a ser uma opção nos protocolos de tratamento da COVID 19.

E a vacina?

No Brasil, a primeira dose oficial da vacina contra a COVID-19 foi aplicada dia 17/01/21, durante um evento promovido por João Doria, governador de São Paulo.

Ainda nesta data, foi autorizado o uso de dois tipos de vacina para todo o país: Sinovac (Instituto Butantan) e Oxford-AstraZeneca (Universidade de Oxford e AstraZeneca, empresa sueco-britânica).

No mais, a liberação da imunização em todos os estados está prevista para este mês.

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