Consulta com o pediatra: se seu filho tem de 5 a 10 anos, leia isso agora!

Menino de de 5 a 10 anos se consultando co o pediatra. Médico aferi a pressão do garoto

Dra. Denise Brasileiro

Os primeiros anos de vida do pequeno podem ser bastante conturbados para os pais. Isso acontece porque o bebê não consegue transmitir o que está sentindo e, ainda por cima, costuma ter muitas doenças relacionadas à idade. Afinal, seu sistema imunológico ainda está em formação. Aí, a consulta com o pediatra, nessa fase, costuma se extremamente frequente.
O problema é que, após os 5 anos, as idas ao médico diminuem drasticamente. Isso ocorre naturalmente, porque é quando as viroses tendem a dar uma estacionada, o sistema imunológico do pequeno já está fortalecido e, os pais, mais bem treinados para manterem tudo sob controle.
Porém, você precisa saber uma coisa: o período dos 5 aos 10 anos é ESSENCIAL para o crescimento e desenvolvimento da criança e, por isso, também merece ter o acompanhamento regular de um profissional. Continue conosco e entenda o porquê.

Por que a consulta com o pediatra é tão importante dos 5 aos 10 anos?

Entre os 5 e 10 anos, existe uma janela no desenvolvimento do pequeno destinada à construção de vários aspectos importantes da vida. É nesse período que a criança:

  • adquire e aperfeiçoa seus hábitos alimentares e diários;
  • constrói sua autoestima e autoconfiança;
  • interage mais com outras pessoas, desenvolvendo suas habilidades sociais;
  • começa a entender o que é responsabilidade, e como tê-la;
  • aprende o que é a “tomada de decisões”;
  • cria o bom senso e a autonomia.

Quando pensamos, por exemplo, em aperfeiçoamento de hábitos alimentares e diários, precisamos incluir a saúde bucal, a alimentação saudável, a prática de exercícios, a rotina do sono e por aí vai.

E quem é melhor para direcionar os pais sobre esses aspectos que o pediatra?

Vale ressaltar, aqui, que o pediatra coordena as consultas preventivas com outros especialistas como oftalmologista, otorrino, dentista, psicólogo etc. Exemplo: na consulta de 5 anos, é solicitada uma audiometria para checar se o pequeno está ouvindo tudo corretamente. Esse exame, por sua vez, é feito pelo otorrino.
A verdade é: ninguém nasce sabendo e, muito menos, possui tempo e disposição para entender qual é a forma e frequência correta de escovar os dentes, quais legumes, vegetais e proteínas são indispensáveis no prato do pequeno, e ainda como escolher a melhor atividade física para ele NAQUELE momento. E está tudo bem. O importante é entender que toda a orientação de um profissional, nesse ponto, é essencial para que o pequeno cresça bem e não crie maus hábitos. Aliás, vamos conversar um pouco sobre eles à seguir?

Corrigindo os maus hábitos

Lembra que falamos sobre uma “janela” que se abre dos 5 aos 10 anos? Pois é. Essa é a oportunidade que os pais têm para identificar os problemas que seus filhos estão apresentando, e corrigi-los antes que estes se tornem frequentes.
Por exemplo: se o paladar do pequeno está mais puxado para o doce e as gorduras, agora é a hora de tentar mudá-lo! Se Isso não for feito nessa fase, ele pode se tornar dependente destes e desenvolver quadros sérios como obesidade, diabetes, colesterol alto etc.
Para entender melhor do que estamos falando, continue conosco e veja, à seguir, os principais problemas que as crianças apresentam quando não consultam o pediatra nesse período de 5 a 10 anos.
Os 10 principais problemas que as crianças apresentam quando voltam a se consultar com o pediatra (lá pelos 10 anos): (h2)

1. Erros alimentares

Durante a infância, são construídos os costumes alimentares que irão persistir por toda a vida. Uma alimentação inadequada nessa fase está relacionada a menos saúde e qualidade de vida na idade adulta. Além disso, aumenta o risco para mais de 200 doenças!
Os erros alimentares mais comuns, adquiridos nessa fase, são:

  • comer mais do que o necessário;
  • excesso de alimentos processados e lanches fora de hora;
  • hábito de tomar suco ou refrigerante;
  • recusa em experimentar novos alimentos;
  • poucos vegetais e frutas na dieta;
  • seguir dietas da moda junto com os pais.

Além disso, o excesso de preocupação com a alimentação saudável pode também vir a ser um problema grave!

2. Obesidade

Quando o pequeno desenvolve, dos 5 aos 10 anos, o hábito de comer demais, e somente alimentos pouco saudáveis, o resultado será uma criança obesa.
Muitas vezes os pais se assustam quando ele, “de repente”, apresenta um peso muito maior do que o normal. Ao comparecerem à consulta com o pediatra, descobrem que o filho está acima do peso, apresentando dislipidemias, aumento da resistência à insulina e outros problemas de saúde.
Vale ressaltar que, por ele já estar mais velho, a dificuldade em reverter essa situação é ainda maior. Afinal, os hábitos já estão instalados.

3. Colesterol alto

A consequência do sedentarismo e do consumo excessivo de açúcar e carboidratos é, além do ganho de peso, o aumento do colesterol e dos triglicérides.
As crianças, cada vez mais, têm apresentado precocemente doenças que antes eram exclusivas dos adultos como aterosclerose e diabetes tipo 2.

4. Desnutrição (fome oculta)

A fome oculta é uma deficiência de micronutrientes secundária a problemas na absorção ou erro alimentar. Ela pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum nas gestantes e crianças pequenas.
Apesar de não causar sintomas inicialmente, a fome oculta pode evoluir para problemas graves como anemia, hipotireoidismo, doenças cardiovasculares, envelhecimento precoce e osteoporose.

5. Déficit de crescimento

A falta de nutrição apropriada pode comprometer o crescimento da criança, e resultar em baixa estatura. Quanto mais tarde, pior o desfecho do tratamento.

6. Distúrbios emocionais e de comportamento

Problemas familiares, estresse tóxico e dificuldades na escola podem resultar em distúrbios emocionais graves que devem ser abordados precocemente. Comportamentos que, para a família, podem parecer “uma fase”, podem ser indícios de problemas sérios e devem ser discutidos com o pediatra.

8. Dificuldades escolares

Um mau desempenho acadêmico pode ter múltiplas causas, como:

  • dificuldade visual;
  • problemas de audição;
  • apneia do sono;
  • TDAH;
  • problemas emocionais.

Todas as possibilidades devem ser investigadas antes de rotular a criança de “preguiçosa” ou “malandra”.

9. Apneia do sono

A apneia obstrutiva do sono é mais frequente nas crianças com hipertrofia de amígdalas e adenóides, ou obesas. Ocorre uma obstrução parcial ou total das vias aéreas durante o sono, que é interrompido várias vezes durante a noite.
O resultado da perda de qualidade do sono é uma criança irritada, cansada e sonolenta, com dificuldades na escola e mais suscetível a infecções.

10. Cartões de vacina desatualizados

É comum que os pais, após seguirem o calendário de vacinação corretamente nos primeiros anos de vida, esqueçam-se completamente das doses de reforço!
As vacinas indicadas na faixa etária de 4 a 12 anos são:

Aos 4 anos:

  • DTP (Difteria, tétano e coqueluche) – 2º reforço.
  • Vacina Oral Poliomielite (VOP) – 2º reforço.
  • Varicela atenuada. Previne varicela/catapora.

Aos 9 anos:

  • HPV (meninas) – 2 doses.

Aos 11 anos:

  • HPV (meninos) – 2 doses.
  • Meningocócica C.

Importante: o risco de meningite é maior na faixa etária de 5 a 12 anos!

Enfim…

É importante entender que a consulta com o pediatra, entre os 5 e os 10 anos, é tão essencial quanto aquelas realizadas nas crianças mais jovens.
Não é porque o pequeno já sabe se comunicar, e não apresenta tantos problemas como antes, que ele não mereça toda a atenção do mundo!
Afinal, seu desenvolvimento continua a todo vapor, estabelecendo inclusive alguns hábitos e padrões que vão durar por toda a vida.
Todos esses cuidados preparam a criança para uma puberdade saudável.

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